Jake Gyllenhaal, rosto da fragrância masculina Luna Rossa Ocean da Prada, concedeu uma entrevista para a Forbes e falou sobre a marca italiana, seus cheiros favoritos e o que vem por aí em sua carreira. Confira:

Por que você se interessou em se tornar o rosto da nova fragrância Luna Rossa Ocean da Prada?

Eu amo o que a Prada representa. É uma marca que representa o cruzamento entre a grande arte e o design, a tecnologia de encontro. Eu acredito profundamente no fato de que grandes coisas são feitas quando há um equilíbrio entre o racional e o abstrato. Também adorei a abordagem que a Prada tinha da fragrância e da campanha – sobre aventura, conexão com a natureza e o poder da tecnologia para fazer coisas extraordinárias. E, claro, adorei o fato de Johan Renck estar dirigindo o curta!

O que você gosta no Luna Rossa Ocean?

O perfume é refrescante e forte. O cheiro de bergamota fresca é muito sofisticado e adoro que o cheiro evoca uma sensação de aventura. Também adoro que a fragrância esteja ligada à ideia do oceano e de se aventurar no desconhecido e correr riscos. Essa é uma ideia com a qual posso me alinhar.

Qual foi sua parte favorita ao filmar a campanha?

Minha parte favorita foi trabalhar com Johan Renck. Ele é maravilhoso, e rimos muito juntos na filmagem. Não há nada melhor do que trabalhar com pessoas que você respeita e que também têm um grande senso de humor e gostam de se divertir enquanto trabalham, o que nós fizemos. Eu também gostei muito de estar em uma réplica em tamanho real do navio Luna Rossa, que é uma incrível obra de arte e tecnologia. Pensar em uma embarcação desse tamanho no oceano, fazendo-a viajar na velocidade que viaja, é impressionante.

O que você aprendeu sobre fragrâncias trabalhando com a Prada?

Aprendi que uma fragrância não é apenas sobre o cheiro – é também sobre o que é criado ao seu redor: a história da fragrância, o design do frasco, o que ela evoca quando você a segura, onde fica em sua casa. Esses elementos também fazem parte da experiência e vão muito longe para trazê-la à vida. Acho que com Luna Rossa Ocean, a Prada fez um belo trabalho nisso.

Visto que o perfume foi inspirado na vela, ele evocou alguma lembrança para você?

Não sou um marinheiro experiente, mas adoro velejar e já naveguei quando era pequeno. Acho que a ideia de estar em mar aberto em uma embarcação como o Luna Rossa, aproveitando o poder da natureza para seguir em frente, para fazer progressos, para se aventurar em algum lugar novo, é simplesmente uma ideia incrível.

Quais são seus cheiros favoritos?

Adoro o cheiro da laranja descascada e de Lilases. Também adoro o cheiro das pessoas que amo! Uma das minhas primeiras memórias olfativas foi da minha madrinha. Ela sempre usava o mesmo perfume. Ela foi alguém com quem passei muito tempo quando criança. Cada vez que sinto esse cheiro, mesmo agora, mesmo nas pessoas que encontro ao acaso, me lembro dela.

Que projetos você tem pela frente?

Tenho um filme para sair neste outono na Netflix chamado The Guilty, dirigido por Antoine Fuqua e que minha produtora, Nine Stories, também produziu. Trabalhei muito neste filme por muitos anos e estou muito animado com seu lançamento. Eu também tenho outro filme saindo no próximo ano chamado Ambulance, dirigido por Michael Bay.


Fonte: Forbes
Tradução & Adaptação: Equipe Jake Gyllenhaal Brasil

Com direção de Johan Renck, Jake Gyllenhaal estrela campanha da nova fragrância masculina da Prada, Luna Rossa Ocean, lançada nesta terça-feira, 3.

Sob as velas do iate Luna Rossa, uma obra-prima da tecnologia de ponta, Gyllenhaal se funde com seu barco, indo mais longe do que qualquer pessoa, inclusive ele mesmo, jamais imaginou ser possível. Estimulado pela proeza tecnológica do Luna Rossa, Gyllenhaal supera seus limites, abrindo novos horizontes a toda velocidade, incorporando o aventureiro moderno que combina força física e intelectual para dominar a tecnologia e expandir os limites do possível.

 

Jake concedeu uma pequena entrevista para a marca italiana. Confira abaixo a transcrição traduzida:

O que a Prada representa para você?

Eu sempre meio que fui atraído pela ideia da Prada, o que ela emana como marca, sempre sendo pioneiros. Acho que esse senso do tecnológico, assim como do artístico. O espaço em que essas duas coisas se mesclam é onde as coisas mais mágicas acontecem. E para mim, a Prada tem uma marca que meio que representa a interseção desses dois espaços.

O que o Luna Rossa Ocean evoca em você?

A fragrância Luna Rossa ela simplesmente exala elegância. O cheiro é também fresco, sabe? Tem um senso real quase como o de água do oceano. Quando você mergulha no oceano, quando você realmente está nele, você lava todas as coisas do passado e meio que renasce. Você tem um senso de algum tipo de um novo despertar, um acordar em um novo espaço.

O que você mais gosta no design do frasco?

O frasco em si tem um toque próprio, uma seriedade nele e um senso de uma linda dualidade que é dividida pela linha vermelha no centro e é simplesmente lindo.

Qual foi a coisa mais memorável nessa gravação?

No meio de tudo que está acontecendo no mundo, eu acho que estar em um espaço com um grupo de pessoas novamente, para mim essa é uma coisa maravilhosa. É memorável ter a oportunidade de vir aqui, estar seguro e trabalhar com um grupo de pessoas e eu jamais irei me esquecer disso.


Fonte: Prada
Tradução & Adaptação: Equipe Jake Gyllenhaal Brasil

A Prada anunciou nesta quinta-feira, 29, que o ator e produtor indicado ao Oscar, Jake Gyllenhaal, é o novo embaixador global da nova fragrância masculina Luna Rossa Ocean, com lançamento para o início de agosto. Gyllenhaal, em sua estreia publicitária com a marca, é fotografado por Sølve Sundsbø para a campanha, com curta-metragem dirigido por Johan Renck. Em entrevista ao site WWD, o ator fala um pouco do seu amor pela vela e como foi trabalhar com a marca italiana. Confira:

Jake Gyllenhaal é o novo embaixador global da fragrância masculina Luna Rossa Ocean da Prada. O novo perfume marca a primeira fragrância da marca lançada sob licença com a L’Oréal.

Luna Rossa é o nome de uma equipe italiana de vela, que nasceu da paixão do diretor executivo do Grupo Prada, Patrizio Bertelli, pelo esporte e pelo mar. Ele é dono do time Luna Rossa que é patrocinado pela Prada.

O ator também é apaixonado pela vela.

“Tenho uma ligação muito pessoal com a vela”, explicou Gyllenhaal. “Eu cresci perto do oceano. Meu tio era um marinheiro incrível, e eu naveguei com ele quando era mais jovem. Eu adoro velejar e adoro a metáfora disso, de me sentir livre e encontrar aquele espaço onde você se entrega ao poder da natureza. Acho que de alguma forma ajuda a aprofundar sua conexão com o mundo ao seu redor.”

Gyllenhaal disse que adora o que a Prada representa.

“Eles são sofisticados, mas também de vanguarda”, disse ele. “Eles ultrapassam os limites, não apenas em estilo e moda, mas tecnologicamente. Eles estão sempre na vanguarda da tecnologia, mesclando arte e ciência, que para mim é o ápice em que coisas maravilhosas são criadas. Combinar moda e tecnologia cria novas ideias, novas possibilidades e progresso.”

Gyllenhaal disse que gostou da possibilidade de combinar o mundo físico com uma dimensão criativa e artística para o projeto Luna Rossa Ocean. “Para as fotos da campanha, pude ser ativo. Amo velejar e fico maravilhado com os atletas que navegam no Luna Rossa”, disse ele.

Johan Renck dirigiu a campanha para o novo perfume.

“Sou fã de Johan”, disse Gyllenhaal. “Ele fez Chernobyl que é uma das minhas séries favoritas. Ele não é apenas um belo visualista, ele é um verdadeiro contador de histórias. Ele procura um comportamento real, natural. Foi bom trabalhar com ele na campanha de fragrâncias, porque nos momentos em que as coisas poderiam ser exageradas, ele sempre trazia uma verdadeira humanidade para isso. Adorei trabalhar com ele.”

“Jake é realmente para nós a personificação perfeita desta fragrância”, disse Yann Andrea, gerente geral internacional da Prada Beauty, que chamou Gyllenhaal de um “aventureiro moderno, que faz escolhas ousadas nas áreas em que trabalha, sempre extraindo os limites do emocional e foca em novos horizontes na narrativa. O que também gostamos é [sua] combinação de força física e intelectual.”

O frasco do novo perfume assume a forma da antiga fragrância Luna Rossa, mas em um azul profundo com a linha vermelha característica da Prada e um ponto vermelho no bico do spray. A ideia era expressar o equilíbrio entre a excelência técnica do barco Luna Rossa e a intensidade da natureza, segundo Andrea.

A esperança é que Luna Rossa Ocean se torne uma nova fragrância pilar para Prada.

O perfume será lançado no início de agosto na América do Norte e Europa Ocidental, incluindo varejo de viagem. Em setembro, ele será lançado na Europa Oriental, Oriente Médio e Oceania, seguido pela Ásia no final do quarto trimestre deste ano e na América Latina em 2022.


Fonte: WWD
Tradução & Adaptação: Equipe Jake Gyllenhaal Brasil

Foram anunciados na manhã desta quarta-feira, 23, doze dos cem filmes que serão exibidos no Festival Internacional de Cinema de Toronto. The Guilty, estrelado por Jake Gyllenhaal e dirigido por Antoine Fuqua fará sua estreia no festival que será realizado de 9 a 18 de setembro.

Para essa edição, o festival implantará uma espécie de modelo híbrido trazendo a sua plataforma de cinema digital para receber projeções de membros da imprensa e executivos dos estúdios, bem como acolher conferências de imprensa virtuais e outros eventos. Também retornará às exibições presenciais em alguns de seus locais mais importantes, incluindo o Bell Lightbox, bem como Roy Thomson Hall e Princess of Wales Theatre.

Adquirido pela Netflix, The Guilty contará a história do atendente Joe Bayler (interpretado por Jake) quando tenta salvar pelo telefone uma pessoa que está em perigo. Nic Pizzolatto (True Detective) escreveu o suspense dramático baseado no drama dinamarquês lançado em 2018. Peter Sarsgaard, Riley Keough, Byron Bowers, Da’Vine Joy Randolph, David Castañeda, Christina Vidal, Paul Dano, Ethan Hawke, Adrian Martinez, Bill Burr, Beau Knapp e Edi Patterson integram o elenco.


Tradução & Adaptação: Equipe Jake Gyllenhaal Brasil

Jake Gyllenhaal e Vanessa Kirby foram definidos para liderar o thriller de sobrevivência Suddenly. O filme será o segundo na direção do aclamado roteirista Thomas Bidegain, conhecido por roteirizar filmes como O Profeta, Ferrugem e Osso e Dheepan: O Refúgio, que ganhou a Palma de Ouro. Bidegain também está fazendo o roteiro do projeto em inglês. A história segue um casal que ficou preso em uma ilha no Atlântico Sul e deve lutar pela sobrevivência quando essa jornada de sonho se torna um pesadelo.

Os produtores são Alain Attal e Gyllenhaal e Riva Marker pela Nine Stories. Studiocanal está financiando. Artemis Productions (Bélgica) e True North Productions (Islândia) irão co-produzir.

O roteirista e diretor Thomas Bidegain comentou: “Com Suddenly, quis analisar a dinâmica profunda de uma relação despojada de todos os artifícios do mundo moderno, ao enfrentar situações de vida e morte em um ambiente maravilhoso, mas hostil. Jake e Vanessa são um casal dos sonhos que elevam o filme a uma dimensão inteiramente nova e também são os parceiros dos sonhos para fazer o filme, junto com nossos amigos do Studiocanal.”

A CEO da Studiocanal, Anna Marsh, acrescentou: “Estamos entusiasmados por trabalhar com um grupo tão incrível de talentos criativos que se reuniram para Suddenly. Ao longo dos anos, tivemos grandes sucessos junto com Alain Attal, um produtor de gosto impecável. No momento em que ele veio até nós com esta história convincente, nós imediatamente acreditamos em seu grande potencial mundial. Toda a equipe do Studiocanal é fã do trabalho de Thomas como escritor e cineasta e mal podemos esperar para ver dois de nossos atores favoritos, Jake Gyllenhaal e Vanessa Kirby, trazer esses personagens profundos, mas complexos, para a vida juntos na tela. Queria trabalhar com a Nine Stories há algum tempo, não poderia estar mais feliz que Alain, Jake e Riva fazem parte deste filme.”


Fonte: Deadline
Tradução & Adaptação: Equipe Jake Gyllenhaal Brasil

Em 2019, as estrelas de cinema e teatro Jake Gyllenhaal e Tom Sturridge uniram forças para apresentar dois monólogos independentes, Sea Wall/A Life no The Public Theatre da Off-Broadway, antes de se transferirem rapidamente para Hudson da Broadway. A tiragem limitada terminou poucos meses antes de COVID-19 forçar o fechamento de todos os teatros da Broadway.

Mais de um ano depois, os dois são indicados ao Tony Award de Melhor Ator Principal em uma Peça, mesmo com a Broadway em um fechamento sem precedentes que deixou a indústria e seu público mais famintos do que nunca pelo retorno das performances ao vivo. Os dois atores se reconectaram recentemente para discutir suas experiências de trabalho nesses monólogos profundamente pessoais e para refletir sobre um ano sem teatro nesta conversa, que foi editada para maior clareza.

Jake Gyllenhaal: Eu já ouvi você falar sobre isso antes, mas talvez você possa falar sobre por que você queria fazer o Sea Wall em primeiro lugar?

Tom Sturridge: Acho que a primeira coisa foi meu relacionamento com [o dramaturgo de Sea Wall] Simon [Stephens]. “Literalmente” é uma palavra chata para usar em uma frase, mas ele era literalmente a razão de eu fazer teatro. Ele me deu meu primeiro emprego no teatro. Não sei se é o mesmo nos Estados Unidos, mas na Inglaterra o teatro é uma comunidade bastante difícil de entrar se você for inexperiente. Eu nunca tinha feito uma peça antes de conhecer Simon – Simon foi o primeiro autor a acreditar em mim. E então, alguns anos atrás, ele veio me ver em um show que eu estava fazendo em Nova York e ele me entregou o Sea Wall – foi um dos textos mais bonitos que eu já li. Obviamente, a maior parte disso é sobre a paternidade – ser um jovem pai – e eu era um jovem pai, então isso falou com quem eu era e sou. E essa foi uma parte da minha vida que eu nunca explorei no meu trabalho, e eu realmente queria. E você, por que e A Life?

Gyllenhaal: É estranho como nossas jornadas são paralelas em termos de ambas as peças… Ambos seguimos nossa paixão por essas duas peças por anos. A diferença para mim foi que eu tive que implorar a Nick Payne para fazer A Life e Simon simplesmente veio ao seu show e entregou a você! [Risos.] Mas, e talvez o mais importante, não poderíamos fazê-los sozinhos, eles não eram completos de alguma forma sem o outro e então o destino interferiu e nos uniu … Para mim, esse é o show. As peças existem separadamente umas das outras na página, mas não podem ser totalmente expressas sem a outra no palco.
Quando li A Life, fiquei profundamente comovido. Quão vulnerável, quão específica e quão íntima a narrativa era. A especificidade, o humor e a honestidade do diálogo de Nick é o motivo pelo qual amo sua escrita. Mas essa peça era diferente das outras duas que fiz com ele e era uma responsabilidade dupla, porque era lidar com coisas reais, momentos reais que aconteceram na vida de Nick. E eu acho que a falta de ficção é o que me fez querer fazer isso: a ideia de que muito do que fazemos como performers é realmente uma performance, e o esforço disso é tentar movê-la o mais próximo do que realmente estava no momento. E isso é difícil de fazer com uma escrita que não é tão boa quanto a de Simon e Nick.

Sturridge: Você acha que sabíamos desde o início que era necessário não atuar – ou pelo menos não interpretar o texto da maneira que tínhamos interpretado os textos antes?

Gyllenhaal: O que eu senti da minha conexão com A Life e o que eu senti da sua conexão com o Sea Wall, foi que eles foram tecidos em nós tão profundamente, que não havia outra escolha além disso. Lembro-me do verão antes de fazermos a peça, trabalhando com Carrie [Cracknell, diretor de Sea Wall / A Life] e Nick no apartamento que eu estava hospedado em Londres e ele estava reescrevendo partes e eu estava apenas chorando enquanto as líamos em voz alta. Quando alguém fala sobre perda ou amor da maneira que esses dois escritores falam, isso faz muito por você. E egoisticamente como ator, tudo que eu quero fazer é trabalhar em peças que já fizeram muito do trabalho para mim.

Sturridge: Eu sei! E essa é a parte estranha de tudo isso, você apenas teve que sair do caminho.

Gyllenhaal: Fiquei surpreso ao observar seu processo de chegar lá. Criando seus limites e suas barreiras e suas próprias suposições e, em seguida, derrubando-os. É tão interessante porque para mim, como artista, você é alguém tão astuto, tão consciente e sensível – e ainda assim, você também respeita profundamente o que vai acontecer. Você cria ideias para si mesmo e se elas não funcionarem para você ou não funcionarem ou funcionarem, você segue em frente sem muito atrito ou angústia. Fiquei tão comovido com sua coragem como criador. Eu sou alguém que gosta de entrar em uma sala e mexer e pensar e eu consigo todas as respostas e volto – porque eu acho que provavelmente tenho mais medo de uma percepção.

Sturridge: Lembro-me de várias repetições de A Life durante o processo de ensaio que foram dramaticamente diferentes de onde você chegava.

Gyllenhaal: Sim, mas eles não foram por minha sugestão! Essas eram todas “ah, isso não está funcionando, como podemos ajudar esse cara a fazer funcionar?” As suas foram: “Vou fazer essas escolhas, já pensei sobre isso.”

Sturridge: [risos] Nesse ponto, a resposta foi do público: “Isso não está funcionando!”

Gyllenhaal: [risos] Sim, também houve aqueles momentos de ensaio em que decidi parar faltando mais da metade do meu monólogo…

Sturridge: Oh meu Deus! Eu esqueci disso! Mas era tão necessário. Eu ia lá e arrasava com o Sea Wall, estava sempre bem. E então você se levantava e todos nós fazíamos apostas sobre “em que ponto Jake irá simplesmente parar e sair da sala de ensaio? Ele vai terminar a peça? Ou vai demorar oito minutos hoje?”

Gyllenhaal: Parte do meu processo é desistir às vezes! [Risos] Mas, honestamente, demorei um pouco para realmente me sentir à vontade para me comunicar diretamente com o público. Acho que tive que passar pela vergonha de ser terrível e me acostumar com a novidade de realmente ver seus rostos. O processo de trazer pessoas aleatórias para a sala de ensaio era aterrorizante e humilhante, mas absolutamente necessário. Um passo tão importante no início, falar com estranhos – entender que o show era sobre eles e não sobre mim. E depois de algum tempo eu me senti tipo: Eu entendi. E você ainda estava trabalhando nisso e me lembro de ter pensado: “ooh, não sei se Tom vai ser legal na frente do público.” E então você só arrasou com tudo. [Risos] Não, eu acho que você tem mais experiência nesse espaço, de saber que agora não é o fim de tudo. Acho que para mim havia medo de me apresentar e de mostrar a bagunça que eu sou. Qual foi a sua passagem favorita do Sea Wall?

Sturridge: É estranho. Quando você faz essa pergunta, a primeira coisa que você faz é voltar à sua memória do texto. Mas minha memória é mais de momentos ao vivo. Tipo, não tanto o que eu disse, mas houve momentos dentro da peça em que estávamos fazendo isso na frente de um público que eu esperava ansiosamente. Há um momento na peça em que descrevo o paredão pela primeira vez. Que era uma espécie de ponto de respiração, e um espaço nela … Era o momento da peça em que eu não sabia que direção ela iria tomar. E sempre dizia muito de como o público reagia a isso – como a noite seria. E isso só me faz pensar sobre o teatro e sua imprevisibilidade.

Você sabe o quê? Essa pergunta, “qual é a sua parte favorita?” Minha resposta foi um disparate total. Talvez seja verdade para todas as peças, talvez seja específico para monólogos, mas não havia nenhuma parte. Você acabou de mergulhar nesta piscina. E realmente, só me lembro quando saí. Havia tantas versões de quem éramos quando entrávamos. Lembro-me de entrar e de ir embora.

Gyllenhaal: Tive essa sensação quando nos mudamos para a Broadway. Naquela primeira noite, aquela primeira prévia em que estava lotado.

Sturridge: O primeiro ensaio aberto foi um indicativo da diferença entre The Public e Broadway. Eles foram tão poderosos em suas respostas. E meio musculoso na forma como eles mesmos podiam interpretar a peça e puxá-la para longe de nós. E assim você poderia continuar com todas as intenções que quisesse, mas quero dizer, a peça ia para onde eles queriam que ela fosse. E isso foi a coisa mais libertadora.

Gyllenhaal: Sim! Mas a gente teve que se preparar pra pegar aquele bicho, sabe? Quando você diz “musculoso”, acho que é verdade. Todas as noites, o que era tão emocionante nas apresentações era que era o show do público, e o público nos dizia aonde queria ir. De muitas maneiras, as coisas de que mais sinto falta no teatro são as experiências que vivemos sozinhos naquele palco. Sabe? Algo sobre não ser um grande elenco e ter que confiar uns nos outros. Pude ver mais o público. Se tivéssemos 20 pessoas no palco, você sentiria o público, mas não os veria da mesma forma. Já com Sea Wall / A Life éramos apenas nós e o público. E sei que parece óbvio, mas pude perceber por que sinto tanta falta do teatro … porque é tudo sobre eles. É tudo uma questão de público. E é tudo sobre todos se reunindo e o espaço que compartilhamos. E pudemos ver isso, de uma forma que eu nunca fui capaz de ver no palco. Porque estávamos olhando diretamente para eles.

Sturridge: Sim, olhando para eles. E eles estavam falando conosco. E você estava caminhando por suas bolsas.

Gyllenhaal: [risos] Sim. Algumas pessoas perderam seus AirPods durante nossa corrida – eu tenho um pouco de Fagin em mim! Brincando. Eu senti como se fosse nosso show. Quer dizer, se não fosse por você, Tom, a peça nunca teria acontecido. Porque eu ia cair fora antes de fazermos ela no The Public.

Sturridge: Fale sobre o aspecto de produção disso. Em primeiro lugar, o fato extraordinário de que você estava fazendo Slave Play ao mesmo tempo, e como – obviamente, estou a par de muito disso – mas como nós passamos do The Public para a Broadway? Porque este não é um show da Broadway óbvio, e ainda estou meio surpreso que ele deu aquele salto e que o risco foi assumido – e você estava comandando aquele trem.

Gyllenhaal: Bem, foi o momento perfeito, pois sabíamos que o Hudson estava disponível por um curto período de tempo. Como produtores, pensamos: este show provou que funciona, temos um certo tempo, uma certa quantidade de ingressos para vender, e eu acreditei que poderíamos fazer isso quando olhei para todas as análises do que era possível, apenas em um nível puramente financeiro. E concordamos que seria possível organizar o show para um período limitado de final de verão e receber de volta o dinheiro de todos.

Sturridge: Isso se baseia na noção de que, se, dentro desse período, o teatro estivesse cheio, todos teriam seu dinheiro de volta? Foi uma decisão matemática ou você está falando sobre a possibilidade de fazer as pessoas irem ao teatro quando normalmente não vão, ou seja, no calor do verão, quando não há ninguém na cidade?

Gyllenhaal: Bem, acho que são os dois. Eu olhei para ele como: quão grande é o risco? Qual é o risco por parte do público? E qual é o risco para as pessoas que irão investir? Porque acredito que quando você está produzindo ou agindo em qualquer coisa, você tem a responsabilidade de fazer um retorno sobre esses investimentos. Nem sempre é possível, e é muito difícil quando você está fazendo isso na Broadway. Mas nós olhamos e eu disse tudo bem, a matemática poderia funcionar. E então eu misturei naquilo uma coisinha chamada fé – ou talvez insanidade. Pensei comigo mesmo, essa é uma história que pode levar as pessoas à cura. E nós simplesmente continuamos com isso.

Embora tenha sido inicialmente anunciado como esses dois monólogos sobre a morte, na verdade eu sempre os encarei como monólogos sobre a vida. E então eu senti que era possível, e eu sabia em algum lugar em meus ossos, desde o momento em que li A Life e então quando nos reunimos para fazer isso juntos, eu sabia que se pudéssemos comunicar às pessoas que este era um show sobre a vida e sobre a afirmação da vida, que as pessoas viriam. E eles vieram. E as pessoas falaram sobre isso. Quando as pessoas iam aos bastidores quando estávamos no The Public – sim, havia pessoas com o coração partido, sim, havia pessoas que choravam. Mas também houve pessoas que decidiram fazer escolhas em direção à verdade em suas próprias vidas como resultado de ouvir as palavras de Simon e Nick, o que me fez pensar: “Precisamos levar isso a um público maior, se possível. Simplesmente não parece certo parar agora.” E então foi uma questão de tentar, descaradamente, convencer as pessoas a embarcarem no trem e … para nossa surpresa, tivemos tantos financistas maravilhosos que o fizeram. Mas, para mim, acho que abordamos isso de um ponto de vista muito diferente, que foi: a natureza do show era tentar ser nós mesmos o máximo possível, então queríamos trazer isso para o palco em todos os sentidos. Então, tentamos rotas diferentes. Tínhamos um orçamento muito pequeno para marketing e … é uma equipe de marketing e uma equipe de publicidade incríveis.

Sturridge: Como surgiu o mural com JR na parte de trás do teatro?

Gyllenhaal: Eu conheço JR há vários anos e ele captura o rosto humano de forma tão bonita. Pensamos: vamos fotografar a primeira amostra do público e vamos usar aquela parede de fundo, o espaço que raramente é usado para expressão. Não sei como você se sente, mas sempre achei que os fundos dos teatros são as partes mais legais e íntimas de um teatro.

Sturridge: Eu senti que isso deu a nós – e ao público que tirou as fotos conosco – tal propriedade daquele espaço. Era uma sensação incrível passar por ela todos os dias. Chocante… O Slave Play teve uma abordagem semelhante?

Gyllenhaal: Quando vi Slave Play pela primeira vez, pensei que era um desafio da maneira que a Broadway precisava e o mundo precisava. Quer dizer, nós dois nos beneficiamos de um sistema que historicamente beneficia os homens brancos e reconheço que nasci com o privilégio de ser um homem branco. E Slave Play me virou do avesso e me fez sentir abalado e desconfortável e me animou e me perturbou e … E eu acho que é o que eu amo como membro da audiência, é quando eu saio abalado É uma experiência rara quando você é realmente desafiado por uma peça inteira. De que outra forma podemos aprender? De que outra forma podemos crescer? Muitos artistas em minha vida mudaram minha trajetória pessoal com um show que vi – estou falando sobre minha vida.

Quero dizer, é interessante, Slave Play e Sea Wall são profundamente diferentes, mas eles têm uma semelhança porque acho que ambos mexem com você. E me senti assim quando vi Slave Play e me senti assim quando li A Life e depois quando ouvi você ler Sea Wall. Quero dizer abalado, mas estranhamente em casa. Me senti confortado por alguém dizendo que há muito trabalho a ser feito. Como produtor, essa é a arte que quero ver. Você sabe, arte que muda o ponto de vista.

Sturridge: Existe algum outro teatro que você está tentando montar nestes tempos incertos agora para o futuro?

Gyllenhaal: Estamos trabalhando nisso. Quer dizer, para mim também não é apenas sobre as histórias, é sobre as mentes. As mentes das pessoas que querem fazer, desafiar dessa forma. Mas não me interpretem mal, também sou um grande fã de grande entretenimento alegre e também sou um fã de teatro musical padrão. A alegria dessas experiências também é algo que adoro. Eu não preciso apenas ser despedaçado e abalado.

Sturridge: O “Sunday in the Park with George” ainda está chegando ao West End?

Gyllenhaal: Cara, espero que sim. Nós vamos tentar. Definitivamente vamos tentar. Foi doloroso cancelar…

Sturridge: Você se lembra de nossos rituais durante o Sea Wall/A Life?

Gyllenhaal: Eu me lembro quando você saia do palco todas as noites, você avaliava o público e a energia do público de uma forma tão honesta para que eu pudesse ter um terreno firme e saber para onde estava indo. Era como se você fosse a linha de frente e, em seguida, você vinha e dizia: “É com isso que estamos lidando. Tem isto ali e aquilo ali e este é um grupo maravilhoso. ” Você sempre dizia isso para mim: “Há um grupo maravilhoso bem atrás aqui” ou “Há três pessoas na frente que são tão amáveis”, ou “cuidado com o homem com o saco plástico cheio de doces na fileira dois do lado direito.”

Sturridge: Sim, a primeira fileira sempre foi assustadora porque a primeira era a única fileira que você podia ver completamente.

Gyllenhaal: [risos] Sim.

Sturridge: Certamente houve alguns clientes recorrentes. E os rituais fora do palco?

Gyllenhaal: Oh sim. Quero dizer, eu estava falando sobre, eu estava falando outro dia sobre o pré-show e depois entre os shows para nossas escapadas com sushi do Whole Foods.

Sturridge: Nós chegamos a tentar fugir do sushi Whole Foods?

Gyllenhaal: Uma vez tivemos uma refeição realmente chique! Lembro que caminhamos pelo parque e nos disseram: “Vamos fazer uma refeição realmente chique!” Isso foi um erro.

Sturridge: Toalha de mesa branca, três pratos… totalmente, totalmente errado, totalmente não é o que você precisava antes de um grande show. Saímos sentindo-nos mal.

Gyllenhaal: [risos] Nós pensamos que teríamos uma celebração chique e foi um desastre. Ou, como você, quando vomitou na lata de lixo do The Public, foi ótimo.

Sturridge: Essa foi uma das experiências mais assustadoras de toda a minha vida.

Gyllenhaal: Estou tão orgulhoso de você que você fez isso, foi incrível. E você fez algumas merdas bem assustadoras como artista, então isso diz muito.

Sturridge: O nível de euforia passando por aquele show depois – eu nunca experimentei nada parecido.

Gyllenhaal: O que você mais espera quando as apresentações retornarem?

Sturridge: Você não está tão animado por simplesmente ir ao teatro de novo? Cumprimentar a pessoa ao seu lado e aplaudir de pé quando um ser humano pisa em um pedaço de madeira na sua frente instantaneamente, o que quer que ele faça, seja quem for. E apenas a celebração de estarmos vivos e juntos novamente.

Gyllenhaal: Sim.

Sturridge: Vou conseguir um ingresso para o que quer que seja. A primeira expressão de palavras no espaço. Não quero seguir o tipo de rota polêmica, mas temos revertido muito para a tecnologia de uma maneira excelente e ela nos salvou. Quero dizer, você sabe, nossas televisões e nossas transmissões e nossos telefones e todas essas coisas. Você meio que esquece que o teatro é um dos últimos bastiões de espaços onde essas coisas não são permitidas. Apenas estar em uma sala junto com um monte de pessoas focadas na mesma coisa, será meio emocionante.

Gyllenhaal: Infelizmente, é a razão pela qual pode ser uma das últimas coisas de volta… Oh, devemos falar sobre nossos rituais sagrados pré-show. Quais foram eles?

Sturridge: Tocar os assentos.

Gyllenhaal: Tocando os assentos e suas cebolinhas cruas à noite.

Sturridge: [risos] Cebolinha crua à noite. Essa foi uma fase de três semanas. Não era sagrado.

Gyllenhaal: Seu hálito não foi sagrado por 3 semanas seguidas, mas você disse que era necessário, então aceitei o golpe e fiquei grato por estarmos no palco sozinhos! Podemos falar sobre nossa incrível equipe, particularmente nosso incrível gerente de palco e equipe de gerenciamento. E eu não sei como você se sente, mas acho que sem eles eu não poderia fazer o show. E o nível deles – acho que o que é imbatível sobre a equipe no palco é que eles estão profundamente envolvidos emocionalmente da mesma forma que os criadores ou os atores. Compartilhamos tantos sentimentos entre nós e havia muito apoio quando estávamos nos debatendo e havia muito amor o tempo todo. Quer dizer, íamos nos reunir no escritório de Peter [Peter Lawrence era o gerente de palco] antes do show e então você sempre iria para os bastidores. Você sempre ia e entrava pela frente do teatro.

Sturridge: Isso é o que eu nunca, jamais, esquecerei. Eu entrava pela frente da casa, entrava no bar, pegava uma cerveja no bar, andava pelo corredor enquanto já tinha, sabe, mil pessoas encontrando seus lugares. E foi simplesmente a sensação mais extraordinária. Subir no palco – às vezes sem ninguém perceber, às vezes era uma espécie de ato extremamente controverso que todos ficavam boquiabertos. Foi a minha versão daquele canal que você falou. De repente, foi muito difícil não dizer a verdade quando você meio que saiu da rua para o palco. Daria muito trabalho tirar um personagem de dentro de você e isso realmente ajudou a matar todas as minhas tentativas de fazer isso.

Gyllenhaal: Que momento especial. Eu aprecio isso profundamente em meu coração. Eu aprecio isso profundamente. Você conhece aquela sensação de: você está no lugar certo. Estávamos no lugar certo. Era a coisa certa a fazer. E esses momentos em sua vida são raros. Eu te amo e adorei trabalhar com você. Não há ninguém que eu conheça que possa avaliar e também se entregar com o coração tão aberto.

Sturridge: Nós estávamos muito felizes. Só estou pensando em nós indo até o sushi da Whole Foods! Foi um verão maravilhoso.

Gyllenhaal: Todos nós teremos esses momentos novamente. E temos que voltar ao sushi da Whole Foods, bem ali na 42nd Street, e fazer isso. E então ir assistir uma peça.

Sturridge: E então ir assistir uma peça. A primeira peça.

Gyllenhaal: OK. Estou dentro.

Sturridge: A menos que estejamos nela!

Gyllenhaal: Mesmo se estivermos nela, temos que ir e fazer isso. Se você estiver em uma peça que eu vou assistir, é melhor me encontrar no Whole Foods sushi. Entre a matinê. No entanto, nada de cebolinhas cruas na noite anterior.

Sturridge: Tudo bem. Combinado.


Fonte: Playbill
Tradução & Adaptação: Equipe Jake Gyllenhaal Brasil