Quando o primeiro trailer para Homem-Aranha: Longe de Casa estreou na internet no início desse ano, o ator Jake Gyllenhaal roubou o show como Mysterio, o vilão que usa um capacete de aquário e faz sua estreia na mais recente parcela da franquia.

Enquanto Gyllenhaal é um nome familiar, tendo atuado em uma série de clássicos cults – de Donnie Darko a Brokeback Mountain e Okja – sua primeira tentativa no Universo Cinematográfico da Marvel provavelmente o levará ao estrelato global quando o filme for lançado nos cinemas de todo o mundo em julho.

Quando nos encontramos, Gyllenhaal tinha acabado de finalizar um período de dois meses interpretando um de seus papéis mais exigentes, em Sea Wall/A life, uma produção teatral com cenas que estavam muito longe de Homem- Aranha e suas cenas de ação e efeitos especiais.

A peça, que será reprisada esse verão na Broadway após uma temporada bem-sucedida no Public Theater, em Nova York, apresenta dois monólogos, um com Jake Gyllenhaal e o outro com Tom Sturridge. O papel exigiu que Gyllenhaal ficasse sozinho no palco por quase uma hora, discorrendo sobre questões de vida, morte e amor, e muito foco e resistência. “Eu estava com muito medo de fazer isso por muitos meses… e eu acordava no meio da noite antes de fazer o show, pensando que eu não deveria fazê-lo e que deveria cancelar, mas então eu assisti ao documentário Free Solo,” diz Gyllenhaal, que está falando no Ritz Hotel em Paris como embaixador da marca Cartier.

“É tudo sobre prática e disciplina, e ser dedicado ao que você está fazendo e como você pode chegar lá […] não importa o que seja, se você está escalando sem cordas – o que é extraordinário – ou se você está fazendo um monólogo ou tentando fazer um teste. Então eu disse, ‘Eu posso fazer isso’ e me concentrei e fiz.”

O fato de Gyllenhaal conseguir alternar com facilidade entre um blockbuster que será visto por milhões, um monólogo dramático na Broadway, e filmes independentes mostram sua versatilidade e amplo alcance.

Filho de um pai diretor e de uma mãe roteirista, Gyllenhaal cresceu na indústria cinematográfica e fez sua estreia na televisão em 1991 na comédia City Slickers, ao lado de Billy Crystal. Sua irmã mais velha, Maggie, é uma atriz de sucesso (os irmãos estrelaram juntos em Donnie Darko), e embora Gyllenhaal nunca tenha se estabelecido como ator, ele reconhece que sua família influenciou sua trajetória profissional enquanto crescia.

“Eu não estava ciente até eu ficar mais velho, mas depois eu percebi que muitas das nossas conversas eram sobre criatividade, expressão, nossos sentimentos,” ele diz. “Eu sou muito grato por isso e [durante] alguns dos momentos mais difíceis da minha família, arte e expressão nos ajudaram a lidar. Eu escolhi isso em um certo ponto, mas eu estava em uma família onde as pessoas tocavam música e eram muito criativas […]. Eu já atuei com a minha irmã uma vez e ela é a pessoa mais difícil de se trabalhar, porque ela sabe quando estou de saco cheio. Você não pode se safar com nada, então esse é o nível mais alto de ator com quem você pode trabalhar – seu irmão – porque vocês se conhecem.”

Gyllenhaal está bem ciente de que seu papel em Homem-Aranha é um grande negócio, mesmo para um ator tão bem-sucedido, mas ele é rápido em apontar que atuar em um filme independente pode ser tão gratificante quanto participar de uma grande produção.

“Eu realmente achei que trabalhar em um filme da Marvel e em um filme do Homem-Aranha é uma aventura completamente nova da qual eu nunca tinha feito parte – estar em algo tão grande que você é uma pequena parte de algo […] porque não é apenas um filme, mas o universo inteiro, e o personagem que você está interpretando se encaixa nele”, diz ele.

“Trabalhando em filmes pequenos você se acostuma com aquela intimidade, mas o que eu descobri com Homem-Aranha é que John Watts, o diretor, está muito acostumado a encontrar momentos reais mesmo nessas grandes produções, e ele gasta tempo fazendo isso – é o que faz o filme ótimo.” Filmes da Marvel, como a saga dos Vingadores, permitem que atores sejam vistos por públicos que antes estavam fora de alcance. O mesmo vale para os serviços de streaming, como a Netflix, que se tornaram as plataformas padrão para os jovens espectadores consumirem entretenimento. Gyllenhaal, que desempenhou o papel principal em Velvet Buzzsaw (2019), uma paródia sobre o mundo da arte produzido pela Netflix, acolhe a empresa de streaming como uma nova maneira de os contadores de histórias se comunicarem com um público ainda maior.

“Isso diz algo sobre a minha confiança, e, potencialmente, minha estupidez, que acho que tudo que eu faço vai ser visto em todo o mundo,” diz Gyllenhaal. “Eu fiz filmes minúsculos que encontraram um caminho de chegar em todo o mundo, o que é um pouco alucinante porque você atua nessa coisa pequena e pensa que ninguém vai ver.”

“Com Homem-Aranha é obviamente diferente, mas eu não penso nisso quando estou trabalhando. Eu acho realmente divertido que você esteja se comunicando em um idioma internacional, que você não está dialogando apenas com sua própria cultura e em seu próprio idioma, e que você está falando em um nível diferente. E como ator, é maravilhoso e shakespeariano ser capaz de traduzir sua expressão para todos ao redor do mundo, e é divertido interpretar um papel onde você está pensando que os sentimentos que você mostra têm que ser verdadeiros porque a única coisa que conecta todos nós é quando sentimos que alguém está sendo honesto, não importa de que cultura eles são.”

Apesar de Gyllenhaal não falar muito sobre isso, ele tem sido um seguidor do Budismo e de religiões orientais desde seus tempos de faculdade na Universidade de Columbia.

“Eu estava procurando por um escape para a criatividade, e particularmente a religião oriental e o pensamento oriental, e a ideia do budismo e a cultura tibetana me pareceram interessantes”, diz ele. Ele é particularmente fascinado com a forma como a cultura tibetana, com seu próprio líder espiritual, foi capaz de cruzar as montanhas do que era então “um dos países militaristas mais dominadores do mundo”; – China – para “um país completamente espiritual” – Índia.

“Eu não sou um budista de carteirinha e eu não me considero assim, mas eu carrego isso comigo em muitas coisas e, filosoficamente e culturalmente, eu acho que há algo na cultura asiática e na ideia de artesanato e disciplina, e a importância da hierarquia ou de onde você começa, e de quem você aprende, e aquelas coisas que são a estrutura da cultura.”

“É algo que eu adoro e sinto que está sumindo um pouco nos EUA, onde é mais sobre quem eu posso conseguir para chegar em um lugar mais fácil em oposição ao que eu posso aprender; como eu posso dominar algo para chegar a outro lugar. Eu gosto de pensar sobre o Tibete e a espiritualidade; isso foi provavelmente parte disso para mim.”

Suas opiniões sobre o Tibete à parte, Gyllenhaal nunca foi abertamente político. Seus papéis no cinema – desde seu papel gay pioneiro em Brokeback Mountain em 2005 até seu papel mais recente como vítima de um atentado terrorista em Stronger (2017) – ajudaram a explicar um pouco sobre os seus ideais.

“Eu cresci em uma família muito aberta onde as pessoas falavam o que pensavam e eu conhecia pessoas de culturas muito diferentes, e minha mãe era uma feminista muito forte em muitos aspectos desde quando ela estava no ensino médio e durante toda a faculdade e em seu trabalho também,” diz Gyllenhaal. “Ela foi uma grande influência para a minha irmã nesse sentido, e indiretamente as duas são para mim.”

Gyllenhaal diz que não tem medo de expressar suas convicções, mas: “Há outras pessoas que falam mais articuladamente do que eu, mas minha maneira de falar é através do meu trabalho, através da atuação, através dos filmes que escolho, dos artistas que eu apoio, as pessoas que eu apoio – mesmo que seja indiretamente. Eu acho que se você olhar de perto quem eu sou, você pode descobrir no que eu acredito.”


Fonte: South China Morning Post
Tradução & Adaptação: Equipe Jake Gyllenhaal Brasil

Jake Gyllenhaal é pontual para o compromisso, ligando de sua casa em Nova York. Conforme seu pedido específico, ele gentilmente, mas com firmeza, se recusa a descrever seu apartamento em detalhes. “Só vou te dizer que tem muita madeira e várias cadeiras confortáveis. É um daqueles apartamentos onde você quer se aconchegar sozinho, talvez quando estiver com febre alta. Mas em geral não é algo que eu goste de falar”, ele diz, enfatizando ainda mais sua posição bem conhecida se tratando de privacidade. Ele é conhecido por deixar entrevistas quando os jornalistas se tornam muito agressivos ao perguntar sobre seus gostos ou interesses amorosos anteriores. Aos 38 anos, ele tem uma visão do mundo que é séria e firme. Ele tem ideias fortes e nobres (os Gyllenhaals descendem de uma família de aristocratas suecos) sobre masculinidade: “Eu acho que ser um homem significa, em primeiro lugar, ter um coração aberto, mas, ao mesmo tempo, uma mente forte para protegê-lo.” Em Nova York, as colunas de fofoca falam sobre seu apartamento ser repleto de fotografias gigantes de si mesmo. Isso começou com o New York Post’s Page Six, mas ele desmente isso com uma gargalhada. “Eu gosto de colocar cartazes dos meus filmes. Isso é verdade. O resto é ridículo.” Essa galeria de filmes importantes inclui Donnie Darko, Brokeback Mountain, Zodíaco e Nightcrawler. Em seu filme mais recente, o vemos assumir o papel de Mysterio no novo Homem-Aranha: Longe de Casa, o qual estreia na Itália no dia 10 de julho. Pode-se imaginar seu apartamento como sendo um clube de homens cheio de conversas e fumaça de charuto. Gyllenhaal realmente fumou charutos por um tempo, mas sem muita convicção. “Eu era bom em me fazer de fumante, com pensamentos profundos e filosóficos, e até comprei um umidificador profissional que eu nunca usei. Eu também experimentei cachimbos por um tempo, mas no final percebi que prefiro não fumar.” Isso também porque ele corre cerca de 16km algumas vezes na semana, com sapatos de sola fina que dão a impressão de estar correndo descalço. Ele aprendeu sobre esse estilo de corrida dos atletas naturais na tribo Tarahumara no México: “‘Born to Run’, que conta a história deles e a sua cultura de corrida, é um dos meus livros favoritos”. Ele então discute vários exemplos de como ele tem tentado manter sua própria vida simples, buscando achar um equilíbrio entre estrutura e superestrutura.

Por exemplo, ele vendeu sua motocicleta por praticamente o mesmo motivo que abandonou Havanas e Montecristos. “A motocicleta te faz ter uma ‘pose’, e eu já tenho que posar para o meu trabalho. Eu não queria que isso também fizesse parte da minha vida.” No geral, ele não se considera superfã ou um especialista em nada, além do comportamento humano, o qual ele observa com constante curiosidade. “Eu saí com um caderno Moleskine na mão por um tempo e fiz anotações como uma maneira de parecer concentrado e legal. Então eu tentei memos de voz, que eu tinha visto amigos músicos usarem.” No final, ele percebeu que sua memória era a melhor maneira de “cortar e colar” mentalmente, uma ideia que ele obteve dos ensinamentos de alguns dos melhores gurus de Hollywood. “Se você está aberto e em um espaço criativo, tudo o que você internaliza vem à tona nos momentos em que você precisa. Estes são os ensinamentos de David Lynch e seu livro Catching the Big Fish. Você precisa prestar atenção às coisas que nos conectam com os outros, através da experiência e da inspiração. Esse é o segredo da conexão entre criatividade e meditação, pelo menos da maneira que eu enxergo.”

Esse estado mental perceptivo é algo que Gyllenhaal cultivou ao longo dos anos e que funciona bem com sua natureza desapegada que ele atribui à sua miopia extrema. Desde que ele era criança, isso o manteve separado do mundo, que ele via através de uma lente incrivelmente fora de foco. “Sem lentes de contato, sou praticamente cego. É daí que vem o mistério da minha visão estranha das coisas.”

Ainda hoje, ele usa pequenos truques para se privar ou se livrar das pessoas, como se oferecer para lavar a louça depois dos jantares. “É uma coisa antissocial interessante de se fazer. Você pode evitar conversas chatas e ter certeza de que as pessoas realmente interessadas em você vão procurá-lo na cozinha para conversar.”

Como filho do diretor Stephen Gyllenhaal e da roteirista Naomi Foner (assim como o irmão mais novo de Maggie Gyllenhaal e cunhado do ator Peter Sarsgaard), ele cresceu entre os mais importantes de Los Angeles. Ele amava musicais quando criança, e aos 11 anos já estava no set de A Dangerous Woman dirigido por seu pai. Steven Soderbergh vivia em um apartamento acima da garagem da família antes dele se tornar famoso. Quando Gyllenhaal foi batizado, Paul Newman foi escolhido como seu padrinho e Jamie Lee Curtis como sua madrinha. E até seus pais se separarem quando ele tinha 30 anos, ele não tinha conhecido muita dor em sua vida. Mas essa existência um tanto fácil não foi desperdiçada na frivolidade; ele é teimosamente auto reflexivo para isso.

“Não há erros na vida”, ele diz a si mesmo repetidamente. Isso não apenas resume a filosofia de Gyllenhaal, mas também é típico da maneira um tanto abstrata em que sua mente funciona. Ele aparenta não ter nenhum problema de controle. Ele está confortável com sua vida e diz que tomou algumas decisões com cuidado e outras sem nem pensar, mas seguiu com elas do mesmo jeito. Ele fala de um grupo bastante estável de amigos, pessoas que gostam de conversas sérias e de se reunir nas noites de domingo para jantares e discursos: política, meio ambiente, assuntos atuais, arte. Uma seleção de nova-iorquinos instruídos de classe alta, de quem ele leva material para seu trabalho: o crítico de culinária, o chef, o advogado constitucional, o ativista ambiental e, alguém realmente importante para ele, a música Jeanine Tesori, uma das mais aclamadas compositoras da Broadway. Jake a descreve como “uma mulher incrível que teve e continua a ter um grande impacto na minha vida.”

Ele fez amizade com Jaime FitzSimons, um xerife do Colorado que trabalhou como consultor policial para Hollywood. Eles trabalharam em filmes juntos, incluindo End of Watch e Prisoners. Esse cowboy o protegeu de um ataque não-provocado por um cara bêbado fora de um restaurante. “Eu não faço ideia do porquê ele queria me bater, talvez para ter uma boa história para contar para seus amigos. Mas a moral da história é que é legal ter um policial como amigo quando alguém quer te machucar.”

Para se preparar para End of Watch, ele andou por umas das piores partes de Los Angeles no banco de trás de um carro da polícia. Ele viu um homem morto durante uma parada de drogas, baleado por um oficial bem diante de seus olhos, e isso é algo que o afetou muito. “Foi um alerta, me fazendo perceber que existência privilegiada eu tive até então.” Recentemente, ele se aproximou do Jeff Bauman, que sobreviveu ao bombardeio durante a Maratona de Boston em 15 de abril de 2013. Ele perdeu as pernas. Gyllenhaal interpretou Bauman no filme Stronger.

O diretor Sam Mendes disse que o “Jake é um homem, um artista, com uma alma que é acessível.” Ao escutar essas palavras, Gyllenhaal respira e as descarta. “Ai meu Deus. Isso não é verdade. Eu não sou nada disso.” Na verdade, a imagem primordial dele é a de um homem que ainda é parcialmente um mistério, que prefere olhar mais para dentro do que pra fora. “Isso é verdade. Eu sou assim. Eu explorei mais o mundo criando meus personagens do que na vida real. Esse é um espaço Shakespeareano protegido, onde eu sempre me senti mais seguro.”


Fonte: Vogue Itália
Tradução & Adaptação: Equipe Jake Gyllenhaal Brasil

Começando a divulgação de Homem-Aranha: Longe de Casa, Jake Gyllenhaal e Tom Holland participaram da CONQUE México. Confira o vídeo e a tradução:

ENTREVISTADOR: Eu sei que é meio que sua primeira vez no México, primeira vez comendo tacos?

JAKE: Não, não, definitivamente não é minha primeira vez comendo tacos, mas eu já estive no México algumas vezes, mas nunca nessa área e em Mexico City, então acho que é minha primeira vez comendo tacos de verdade.

ENTREVISTADOR: Jake, muito bom te ter aqui, e eu queria saber como você se sente em fazer parte do universo do Homem-Aranha?

JAKE: É uma honra, uma imensa honra interpretar o Mysterio e trabalhar com esse cara. É uma honra estar aqui no México, vocês são os melhores fãs, tivemos uma resposta incrível de vocês, tudo incrível.

ENTREVISTADOR: O que você podem nos contar do filme?

TOM: É um filme…

JAKE: Tem pessoas no filme. Tem coisas que acontecem no filme.

TOM: Coisas que são muito divertidas.

ENTREVISTADOR: Jake, como você conseguiu o papel?

TOM: Ele me implorou pelo papel.

ENTREVISTADOR: Quantos tacos ele teve que te comprar para conseguir o papel?

TOM: Infinitos.

JAKE: 3000. Bom, é uma história engraçada porque eu sabia que esse filme estava sendo produzido e ninguém tinha me oferecido nenhum papel e eu encontrei o Tom em um restaurante, meio que o universo nos uniu, a gente não se conhecia, e quando a gente se conheceu pela primeira vez eu falei “cara, eu adoraria trabalhar com você”, e daí, estranhamente, apenas algumas semanas depois eles me ofereceram esse papel no filme e não muito tempo depois estávamos trabalhando juntos. Então foi assim que aconteceu.

ENTREVISTADOR: Nada a ver com você (Tom) fazendo algumas ligações ou algo assim?

JAKE: Você está colocando-o numa situação muito difícil.

TOM: É engraçado porque quando a gente se conheceu no restaurante, a Sony e a Marvel já tinha me falado que o Jake era a escolha número um deles, mas quando ele estava tipo “vamos trabalhar juntos” eu não sabia se ele já sabia e eu fiquei “será que ele sabe? Ah ele não sabe ainda!”

ENTREVISTADOR: E seu traje Jake? Era confortável?

JAKE: Meu traje… bom eu tenho uma capa no meu traje e ela precisava ser parafusada na placa do meu peito. Então todo mundo sabia que estávamos nos arrumando e era de começar a filmar quando ligavam a furadeira e fazia tipo (barulho de furadeira) no meu peito. E eu tinha um conjunto de baterias porque tinham luzes no meu traje que ficavam ligadas e às vezes as baterias entravam em curto e eu tinha tipo uma balada pelo meu corpo todo.

ENTREVISTADOR: Tom, você deu algum conselho pro Jake antes de começarem?

TOM: Vários, não, na verdade não né?

JAKE: Bom, você entra pro mundo da Marvel, e é um mundo enorme com uma sequência grande, e tem todas essas coisas que te contam, e coisas que não te contam, e tem essas cenas bem tensas e era excelente, porque o Tom estava lá e ele é muito parecido com seu personagem como pessoa, ele é muito altruísta. E no primeiro dia e eu estava meio “O que está acontecendo!” e ele estava tipo “Não se preocupe, irmão, vai dar tudo certo, se tiver qualquer pergunta…” e ele ficou lá por pelo menos umas duas semanas me dizendo que estava tudo tranquilo. Então, obrigado por tudo irmão.

ENTREVISTADOR: Minha pergunta é pro Jake, como foi a preparação pro papel do Mysterio?

JAKE: Bom, eu passei um ano aprendendo a voar, ainda estou tentando decifrar isso. E eu nasci com a habilidade de atirar laser verde pelas minhas mãos, então essa foi a preparação. Isso foi uma vantagem! Quando eles estavam fazendo audições, estavam, na verdade, procurando atores que conseguissem atirar raios verdes pelas palmas. Ainda bem que me encontraram.

ENTREVISTADOR: Jake, você já era fã do Mysterio antes do filme?

JAKE: Sabe, na verdade eu sabia muito pouco sobre o Mysterio antes do filme. Ele não é um dos grandes personagens que todo mundo conhece, e é isso que eu amo nele… porque deu pra gente a oportunidade de fazer umas coisas novas com ele, que eu acho que vão realmente surpreender as pessoas, então isso é muito, muito animador.

ENTREVISTADOR: Qual foi a primeira impressão que vocês tiveram um do outro?

TOM: Para mim o Jake… eu sempre quis trabalhar com ele, ele sempre foi um dos atores que eu admiro e eu queria muito trabalhar com ele, então quando a Marvel e a Sony tiveram essa ideia e falaram “O que você acha de ser o Jake Gyllenhaal?” eu falei “Isso é ótimo, uma ideia perfeita”. Então eu estou muito feliz que o Jake aceitou e que a gente fez o filme juntos, e eu aprendi muito sobre isso trabalhando com o Jake. É um sonho se tornando realidade.

JAKE: Qual foi a minha primeira impressão do Tom? Olha, quanto vocês amam o Tom Holland? Isso? Só isso? Eu amo ele 3000 vezes mais do que isso. Quando eu o conheci, ele é um ser humano tão bom, uma pessoa muito boa, ele é aberto, pronto para se conectar, fazer as cenas, e como pessoa ele é do mesmo jeito, então essa foi a primeira impressão que eu tive. Desde o primeiro momento que o conheci sabia que ele era um ótimo cara, e daí meio que foi tudo ladeira abaixo…

ENTREVISTADOR: Qual vilão da Marvel vocês gostariam de interpretar, sem contar o Mysterio?

TOM: Bom, ele não é vilão. Ele é um herói no filme, ele é meu novo melhor amigo! Mas eu seria o Loki, é o vilão que eu mais gosto.

JAKE: Se eu pudesse interpretar qualquer vilão? Acho que Thanos.


Tradução & Adaptação: Equipe Jake Gyllenhaal Brasil

Jake Gyllenhaal compareceu na festa de lançamento da nova linha de jóias da Cartier, Clash de Cartier, em Paris, na última quarta-feira, 10. Confira as fotos em nossa galeria:

Jake Gyllenhaal fará sua estreia na TV estrelando e produzindo a minissérie ‘Lake Success’ para a HBO. Baseada no livro de Gary Shteyngart, Lake Success, gira em torno de Barry Cohen (Gyllenhaal), um narcisista, auto-iludido e divorciado que foge de sua família e vai em busca de sua namorada do colegial atrás de uma última chance de redenção romântica. Enquanto isso, em Manhattan, sua ex-esposa, Seema, luta para criar seu filho autista e inicia um caso amoroso.

Shteyngart vai adaptar o livro para a série e co-escrever o roteiro ao lado de Tom Spezialy (The Leftovers). Ambos assumirão a posição de showrunners e também produzir ao lado de Jake e Riva Marker.

“O livro de Gary é um estudo de personagens bem executado que destaca a profundidade da contradição e complicação humana, tendo como pano de fundo a América de hoje. Estamos muito felizes em fazer parceria com a HBO, que sempre foi casa para alguns dos conteúdos premium mais emocionantes e aclamados nas últimas duas décadas”, comenta Jake e Riva Marker da Nine Stories.

Lake Success ainda não tem data prevista para estreia.


Fonte: Variety
Tradução & Adaptação: Equipe Jake Gyllenhaal Brasil

Jake Gyllenhaal esteve no programa The Tonight Show Starring Jimmy Fallon na última terça-feira, 19. Traduzimos a entrevista e vocês podem conferir a transcrição abaixo:

Jimmy: Parabéns, a propósito, no novo capítulo Marvel na sua vida.
Jake: Obrigado.
Jimmy: Mysterio. Eles sabem. Cara, foi uma grande coisa quando o trailer saiu. Você vai ser o Mysterio no novo “Homem- Aranha.”
Jake: Sim.
Jimmy: E eu fiquei muito empolgado com isso. E eu vi que Ryan Reynolds, nosso amigo, postou uma – vou riscar isso porque tem umas palavras sujas. Vocês não podem ver.
Jake: Nossa.
Jimmy: Ryan Reynolds postou uma foto sua e do Hugh Jackman em uma festa de fim de ano.
Jake: Isso é Photoshop. A gente não estava juntos de verdade.
Jimmy: E dizia “Esses caras me disseram que era uma festa de suéters.” Então – Eu acho que é uma foto incrível – a melhor reação. Eu amei. Achei maravilhoso. Então, você finalmente criou uma conta no Instagram.
Jake: Sim.
Jimmy: Você, o quê? – Quero dizer – Você é o último da resistência.
Jake: Obrigado!
Jimmy: Você era a última resistência, cara. A gente estava te esperando.
Jake: A última pessoa a entrar pro Instagram.
Jimmy: Sim, o Instagram estava esperando por você.
Jake: Sim, eu cheguei a conclusão que ninguém se importa com mais nada, então eu deveria criar um Instagram.
Jimmy: Não, as pessoas – Elas se importam.
Jake: Se importam?
Jimmy: Sim. Por isso que elas entram pro Instragram.
Jake: Ah, sim, não
Jimmy: Elas se importam com todo mundo.
Jake: Eu nem tenho certeza se eu estou no Instagram.
Jimmy: Você definitivamente está.
Jake: Estou?
Jimmy: Eu te vi no Instagram.
Jake: Sim, eu estou no Instagram.
Jimmy: É, você está.
Jake: Eu estou no Instagram.
Jimmy: Bom, você pegou essa foto – Tinha aquela foto, e daí você pegou – Você fez usou Photoshop na foto. E daí você, Deadpool, Wolverine. Esse é o Jimmy Bolha?
Jake: Sim, esse é o Jimmy… E o Homem-Aranha também, no cantinho.
Jimmy: É, é o Aranha ali no canto.
Jake: É o Homem-Aranha no canto. Foi um cara chamado BossLogic, na verdade. Foi ele quem fez isso.
Jimmy: Ele que fez isso para você?
Jake: Sim, a gente devia dar um agradecimento a ele, porque eu não tenho absolutamente nenhuma habilidade artística. Não existiria nenhuma possibilidade de eu conseguir fazer isso.
Jimmy: Bosslogic?
Jake: Bosslogic, isso
Jimmy: “Bass” ou “Boss”?
Jake: Eu não sei, cara.
Jimmy: Você conhece alguém que se chama Bosslogic?
Jake: Esse é o cara que fez a foto – Bosslogic. “Ba-sla-jik.”
Jimmy: “Ba-sla-jik?”
Jake: Ba-sla-jik.
Jimmy: O nome dele é “Bas-Laji.”
Jake: “Bas-laji.”
Jimmy: Ah, Bosslogic.
Jake: É Bosslogic.
Jimmy: Ai meu Deus. Sim, não, claro.
Jake: Ele é ótimo.
Jimmy: Nikolai Baslajic, sim. É um agente da CIA. Ele é procurado em 30 países. Claro!
Jake: Baslajica?
Jimmy: Sim, em Baslajica. Baslajica, é da onde ele é, claro. Mas, cara, aqui está você como Mysterio. Olha isso. Você apareceu na tela, e as pessoas ficaram “Uau!”
Jake: Sim.
Jimmy: E como – viu do que eu estou falando, cara?
Jake: Quem diria – quem diria que. É que, tipo, esses são os lasers verdes que eu realmente atiro pelas minhas mãos.
Jimmy: Sim, eu sei disso faz anos.
Jake: Eu consigo fazer isso, e é por isso que eles me contrataram.
Jimmy: E finalmente você pode fazer bom uso disso em um filme.
Jake: Sim, finalmente! Finalmente!
Jimmy: Tipo, você fica fazendo truques quando está no cinema e tals.
Jake: Quando eu era criança, meu pai falava tipo, “O que vamos fazer com essa criança?”
Jimmy: Mãos de laser! Meu Deus! E agora, aqui está você, em um filme de grande produção.
Jake: Sim. Valeu a pena, meu.
Jimmy: Como é o Tom Holland?
Jake: Ele é ótimo, cara.
Jimmy: Cara, ele é ótimo?
Jake: Ele é incrível.
Jimmy: É, ele é legal.
Jake: Ele é o cara mais legal. Do mundo.
Jimmy: Ele é.
Jake: Eu adoro ele como Homem-Aranha.
Jimmy: Sim. Mas eu acho que é mais divertido o que você está fazendo no Instagram. Você está meio que trollando ele.
Jake: Meu Deus! Toda essa coisa de Instagram… Você realmente gosta disso.
Jimmy: Cara, eu totalmente –
Jake: Você está obcecado com o meu Instagram.
Jimmy: Ah, sim, o seu Instagram. Sim, sigam o Jake no Instagram. @jakegyllenhaal.
Jake: Esse é meu nome.
Jimmy: Isso. Estou surpreso que você conseguiu esse nome. Porque você não estava no Instagram por tanto tempo. Alguma outra pessoa provavelmente devia ter pego.
Jake: Acho que alguém pegou bem no começo.
Jimmy: Você teve que comprar de um estranho? Que dizia que era o Jake Gyllenhaal?
Jake: Não. Alguém conseguiu pra mim.
Jimmy: Só me conta.
Jake: Eu tenho amigos.
Jimmy: Foi o Baslajic?
Jake: Baslajic.
Jimmy: Não sei sobre esse cara. Ele consegue fazer de tudo. Se você quer que seja feito, ligue pro Baslajic.
Jake: Bosslogic está pirando agora.
Jimmy: Ele vai cuidar disso, cara. Ele vai cuidar disso tudo.
Jake: Eu consegui. Alguém conseguiu. Eu não sei como a gente conseguiu, mas agente conseguiu.
Jimmy: Bom, você tem agora, é @jakegyllenhaal. E você postou essa coisa que eu achei engraçada, do Tom Holland. Acho que ele estava só dando uma entrevista. Você tirou toda a voz – todo o áudio da entrevista dele, adicionou essa música estranha. Só assista.
Jake: Ele – ele é só… maravilhoso.
Jimmy: Ele é o homem dos sonhos.
Jake: Ele é.

Jimmy: Nós temos muito sobre o que falar
Jake: Sim!
Jimmy: Primeiramente quero te parabenizar por estar de volta ao teatro. Você sempre apoia o teatro, cara. Eu gosto disso, que você faz isso. Você está no Teatro Público de Nova York, o que é maravilhoso. Já estive lá algumas vezes.
Jake: É uma grande honra. É uma grande honra estar lá.
Jimmy: Sim. É mesmo. Eu assisti “Hamilton” lá uma vez.
Jake: Sim! Estamos no mesmo teatro que “Hamilton”.
Jimmy: Mas o que é isso – são dois projetos em um, certo?
Jake: Isso. São dois monólogos. Um deles se chama “Sea Wall”,e o outro se chama “A Life”. E eu estou em “A Life”.
Jimmy: Você está em “A Life”. É a primeira parte ou a segunda parte da peça?
Jake: É a segunda parte.
Jimmy: Então, para seus fãs, eles podem só pular a primeira metade e ir te ver. Não estou dizendo que você está falando para as pessoas fazerem isso, mas –
Jake: Eu acho que você viraria um novo fã do Tom Sturridge, que faz o primeiro monólogo, porque ele fantástico.
Jimmy: Sério?
Jake: Sim. Então, sim.
Jimmy: Como você se envolveu nisso?
Jake: Então, de qualquer forma, eu fiz dois outros shows com esse escritor, Nick Payne, e são shows lindos. E daí ele me deu esse monólogo, porque ele escreveu para ele próprio, na verdade. E era sobre –
Jimmy: Bom, eu sei sobre o que é.
Jake: Sim, é sobre o falecimento do pai dele, inicialmente. E então – E eu pedi por quatro anos para ele se eu poderia fazer essa peça, e ele dizia “Não”, porque era muito pessoal para ele. E daí ele teve uma filha, um ano e meio atrás, e eu pedi de volta. E eu acho que ele já passou por muita coisa. Mas daí a gente pensou que talvez poderíamos fazer sobre ambos o falecimento do pai dele e do nascimento da filha dele. E a peça é realmente sobre isso.
Jimmy: Ai meu Deus!
Jake: Então é bem comovente, é comovente, mas é linda. É uma peça linda.
Jimmy: E como é a reação da plateia?
Jake: É bem especial. Quero dizer, quando você vem, é tipo – Meio que todo mundo – A plateia, em um monólogo, é tipo – Você sabe, certo? É como se eles fossem seus parceiros.
Jimmy: Você precisa da plateia. Acredite em mim – Eu amo vocês. Vocês são os melhores do mundo inteiro. Tão melhor que a da noite passada. Tão melhor que a da noite passada. Essa é a melhor plateia que eu já tive.
Jake: Eles são bem bons.
Jimmy: Sim, sim, sim.
Jake: Essa é minha família agregada.
Jimmy: É. Eu amo sua família.
Jake: Eles são ótimos. É, sim, não. Então, na verdade, sim, e tipo, coisas acontecem todas as noites, mas, geralmente, quando você está fazendo uma peça, você sabe, tipo, um telefone toca, ou alguma coisa acontece, você sabe, coisas aleatórias acontecem em uma plateia todas as noites. Tantas, tantas coisas estranhas.
Jimmy: Sim.
Jake: Então, por exemplo, abrir um doce que dá pra ouvir tão alto, até, outra noite tinha alguém cantando no corredor. Eles estavam meio que aquecendo a voz, e todo mundo estava escutando.
Jimmy: Da onde? Tipo, era um cantor?
Jake: Bom, no Teatro Público tem também “Joe’s Pub”, e tem vários outros teatros nesse teatro. Então, tinha uma mulher que estava preparando sua voz.
Jimmy: Enquanto você fazia esse monólogo sério.
Jake: Tipo “la, la, la, la”. Sim, era um monólogo super sério. Mas você meio que só vai, porque é um monólogo, então está tudo muito presente. Sabe? E em um outro dia, uma mulher estava tossindo bem alto, tipo, muito, muito alto – e eu me senti tão mal por ela – no meio da peça. E, então, eu só perguntei se ela estava bem no meio do monólogo.
Jimmy: Sério?
Jake: Sim, sim. Ela estava tipo… E eu falei “Você está bem?” E daí ela “Eu estou bem! Pode continuar!” E eu estava tipo – Eu corri para fora do palco e peguei água e dei pra ela.
Jimmy: Sério mesmo?
Jake: Sim. Eu dei água pra ela.
Jimmy: Esse é um bom homem.
Jake: Sim, porque não?
Jimmy: Essa é uma boa jogada. E esse é o preço da entrada.

Jimmy: Eu quero falar sobre esse novo filme “Velvet Buzzsaw”. Eu vi você na Netflix outra noite porque eu estava assistindo algo e aí apareceu “Se você gosta disso, vai gostar de Velvet Buzzsaw”. Eu to falando sério.
Jake: Eu quero saber o que você assiste na Netflix.
Jimmy: O que eu estava assistindo na Netflix?
Jake: Se você gosta disso, vai gostar de Velvet Buzzsaw.
Jimmy: É, interessante o porquê, é sobre o mundo da arte e sobre assassinato e coisas do tipo. Ah, sabe o que pode ter sido?
Jake: É um filme de terror.
Jimmy: Talvez tenha sido Bandersnatch.
Jake: O que? O que é isso?
Jimmy: Cara, você não viu Bandersnatch?
Jake: Todo mundo está chateado comigo.
Jimmy: Ah cara, você vai enlouquecer. Você vai amar isso.
Jake: Bosslogica?
Jimmy: O Bosslogica ia amar isso. Tá brincando? Você vai enlouquecer.
Jake: Sério?
Jimmy: Com certeza, é meio que a mesma coisa.
Jake: Você, tipo, me mantém numa caverna?
Jimmy: Black Mirror é bom.
Jake: Sim. Você tava esperando que eu dissesse “Eu não sei o que é isso”, certo?
Jimmy: Não.
Jake: Ok, que bom.
Jimmy: Eu sei que você sabe o que é isso. Porque eu pensaria que isso me lembra algo parecido.
Jake: Ok.
Jimmy: Essa história. Bem, eu vi seu rosto e eu gosto muito de você. Eu tava com a minha esposa também. E eu vi seu rosto, tipo, aparecer na tela. Você faz esse negócio em que você está bem na frente da câmera. E eu pensei “Eu nunca vi esse filme do Jake Gyllenhaal”. E eu gostei. Eu assisti.
Jake: Bom, muito obrigado.
Jimmy: Bem, basicamente a ideia se passa no mundo da arte e basicamente, eu não quero falar seu nome ainda porque é um nome tão bom.
Jake: Morf Vandewalt.
Jimmy: Qual é. O que está acontecendo com esses nomes que você está dizendo?
Jake: É um nome real.
Jimmy: Bosslogic e Mors— Moss— Não, Mort Van—
Jake: É Bosslogica e Morf Vandewalt.
Jimmy: Morf Van—Mor—Seu primeiro nome é Morf.
Jake: Morf Vandewalt.
Jimmy: Cara, você surtou quando você foi o Morf?
Jake: Todo mundo na banda está tipo… Você está rindo. Foi mal. Sim.
Jimmy: Morf Vandewalt.
Jake: Morf Vandewalt, sim.
Jimmy: Quando você descobriu que você ia interpretar— primeiro de tudo, você trabalhou com esse diretor antes, em Nightcrawler.
Jake: Sim, Dan Gilroy.
Jimmy: Cara, você estava— quer dizer, obviamente, você estava ótimo nesse filme, todos nós sabemos. Você estava absurdamente bom nele.
Jake: Obrigado.
Jimmy: Eu não sei por que você escolhe esses papéis loucos. Faz um papel em que você, tipo, fica relaxando por uma hora e meia. Faz um papel em que você fica descansando em uma cadeira ou algo assim.
Jake: Tipo o que?
Jimmy: Porque eu me sinto mal porque você faz todos esses dramas psicológicos loucos. Eu me sinto mal. Eu me preocupo com o seu cérebro.
Jake: Me diz o que você quer que eu faça e eu vou tentar fazer.
Jimmy: Faz tipo, um desenho animado ou algo do tipo.
Jake: Ok.
Jimmy: Você vai fazer?
Jake: Aham.
Jimmy: É divertido.
Jake: Essa foi minha voz de desenho animado.
Jimmy: Ah é?
Jake: Ok, sim.
Jimmy: Você não consegue fazer o Mickey Mouse.
Jake: Parece bom.
Jimmy: Sim, ta bom. Eu vou assistir de qualquer maneira. Ok, espera. Então, basicamente você está no mundo da arte e se você comprar as obras desse artista— se você é nojento e gasta dinheiro com isso e usa de maneira errada, a obra ganha vida e te mata.
Jake: Sim, basicamente isso.
Jimmy: É fantástico. Velvet Buzzsaw.
Jake: Sim, eu interpreto um crítico de arte. E ele é bem importante no mundo da arte. Quando ele faz uma crítica, meio que pode fazer ou destruir a carreira de um artista, sabe. Então, sim, todo mundo— a arte se vinga das pessoas que tentam e utilizam as obras de maneira errada. E é meio sobre como nós valorizamos a arte. Tipo, nós valorizamos por causa de quanto custa em termos de dinheiro ou por que nós gostamos?
Jimmy: Eu sou muito mais do mundo do “gostar”.
Jake: Sim.
Jimmy: É por isso que eu não tenho uma coleção cara.
Jake: Sim, sim.
Jimmy: Pôsteres caros tipo da revista Mad.
Jake: Ai meu Deus. Eu tenho a revista Mad também.
Jimmy: Você tem?
Jake: Sim, eu amo a revista Mad.
Jimmy: Eu também amo.
Jake: Sim.
Jimmy: Você já esteve na capa?
Jake: Não.
Jimmy: Alô, seu sonho está prestes a virar realidade, cara. Pode sair. Não, eu estou só brincando.
Jake: Ai meu Deus! Ai meu Deus! O que? Ai meu Deus!
Jimmy: Me desculpa, desculpa, desculpa.
Jake: Ah cara.
Jimmy: Mas da próxima vez.
Jake: Eu achei que estava na “Ellen” por um segundo.
Jimmy: Eu quero mostrar um clipe pra todo mundo. Aqui—
Jake: Alfred E. Newman aparece. Ai meu Deus!
Jimmy: Eu vou te surpreender. Eu vou pegar a Ellen para me ajudar também. Ellen, vamos surpreendê-lo. Colocá-lo na revista Mad. Eu quero mostrar um clipe para todo mundo. Aqui está Jake Gyllenhaal em Velvet Buzzsaw. Deem uma olhada nisso.

[trecho de Velvet Buzzsaw]

Jimmy: Não percam Jake Gyllenhaal em Velvet Buzzsaw. Já está sendo transmitido. Vão na Netflix e assistam. Velvet Buzzsaw.


Tradução & Adaptação: Equipe Jake Gyllenhaal Brasil