Nesta sexta-feira, 10 de setembro, The Guilty foi exibido para os críticos durante o Festival Internacional de Cinema de Toronto. Estrelado por Jake Gyllenhaal e dirigido por Antoine Fuqua, o filme é um remake do original dinamarquês lançado em 2018. Resumimos algumas das críticas já lançadas, confira:

The Guardian Talvez para compensar a falta de uma ação dramática convencional, existem várias cenas de Gyllenhaal atuando bem de perto, mas é um filme bem feito sobre um homem em um confessionário secular, um pecador forçado a ocupar o lugar de um padre.

The Hollywood Reporter Enquanto ambos Fuqua e seu protagonista de Nocaute são essencialmente dignos de cumprir a tarefa, eles deixam a desejar por um roteiro pesado de exposição que continuamente corta a crucial crescente tensão. O filme ainda oferece aos telespectadores da Netflix algo que passa longe da linha convencional, mas aqueles não familiarizados com o filme original brilhantemente realizado, só estarão tendo um gostinho diluído do que torna esse conceito tão estimulantemente efetivo. Já que o filme se passa em um único cenário, a energia do filme vem de cenas focadas diretamente no Gyllenhaal, capturando cada momento fervoroso de sua angústia palpável. Talvez, nesse caso, palpável demais. A coisa sobre esses close-ups extremos é que o mais leve levantar de sobrancelhas pode parecer como sendo exagerado, e tem momentos em que as coisas ameaçam chegar em um tom melodramático não intencional.

Screen Daily Jake Gyllenhaal atua de maneira pura no remake de Antonie Fuqua do thriller policial dinamarquês. Gyllenhaal consegue facilmente ser empático, mesmo que às vezes acabe promovendo exageradamente o pensamento cheio de pressão de seu personagem. Enquanto há prazer nessa intimidade em The Guilty, o remake em língua inglesa exagera ambos os conflitos internos de seu protagonista e a intensidade febril da história.

Variety Apesar de ser um remake quase que direto e com poucas mudanças, há um erro de cálculo no jeito que Gyllenhaal atua, bem diferente da energia “mantenha-se calmo e continue indo” da performance do Jakob Cedergren no filme original. Fuqua não mostra isso como sendo uma chamada típica de emergência, mas como se fosse uma emergência catastrófica de vida ou morte. Gyllenhaal é impressionante, mas The Guilty quase que certamente seria mais eficiente se ele tivesse diminuído a intensidade um pouquinho. Nós vemos Joe na tela e não pensamos “uau alguns policiais realmente levam seus trabalhos a sério”, mas sim “esse cara é maluco”.

The Wrap Composto por um elenco estelar que pode ser ouvido mais do que visto, o thriller se passa totalmente em dois cômodos e na maioria das vezes Gyllenhaal é o único na tela. Se é tenso, urgente e cheio de suspense, o que é, é tudo por causa do rosto e da voz desse ator. A carreira de Gyllenhaal recheada de personagens assombrados e selvagens o fazem ser a escolha ideal, garantindo que nunca esquecemos do peso que Joe carrega (o filme se chame The Guilty (O Culpado) por uma razão).

Deadline Gyllenhaal é o centro de tudo aqui e atrai a atenção do espectador enquanto seu personagem desesperadamente, com cada vez menos sucesso, tenta cobrir seus rastros. Como costuma acontecer com desfechos longos interrompidos, as revelações e cálculos finais são um pouco exaustivos, mas ocorrem rapidamente e não são nem um pouco exagerados. No final, The Guilty não é uma sessão agradável, mas se move com força e velocidade e realiza o que se propõe a fazer com um senso de estilo e propósito.

JoBlo O diálogo escrito por Nic Pizzolatto é mais naturalista do que você espera, dado seu pedigree em True Detective. Ele conhece bem o meio, e as trocas de Gyllenhaal com seus superiores e parceiro parecem autênticas e não excessivamente estilizadas. Para o visual do filme, Fuqua mantém a câmera posicionada em Gyllenhaal o tempo todo, chegando tão perto que você quase pode sentir a respiração do ator na tela. Um filme de um único personagem costuma ser difícil de tornar visualmente dinâmico, mas Fuqua e seu assistente de direção Max Makhani conseguem. Com apertados noventa minutos, The Guilty é imperdível assim que chegar à Netflix em 1º de outubro. O cenário às vezes claustrofóbico deve funcionar bem na tela pequena, e quem se considera um fã de Fuqua ou Gyllenhaal precisa dar uma olhada nisso.

IndieWire O filme carece de um pouco da tensão corajosa do original de Moller – ou, talvez, apenas pareça muito familiar para aqueles quem viu – mas o desempenho explosivo de Gyllenhaal o mantém atualizado e em movimento de maneiras diferentes.

Slash Film Aqui, Fuqua e companhia estão se apegando ao filme dinamarquês de 2018, e se você já viu aquele filme, você mais ou menos viu este também. O novo The Guilty desencadeia cenas tensas e claustrofóbicas da mesma maneira. Mas o que temos aqui também é algo com o brilho astuto de Hollywood. Ele está disposto a ir para os mesmos lugares sombrios do filme dinamarquês, mas não quer ficar nesses lugares por muito tempo. Até agora, Gyllenhaal se estabeleceu como um ator fascinante, especialmente quando começa a ficar estranho. Ele não entra nessa zona estranha aqui, mas ele traz um nível de fisicalidade e intensidade que mantém seus olhos grudados na tela. Mesmo que o ator passe uma grande parte de The Guilty sentado em uma mesa, ele está se movendo constantemente, seus músculos tensos, seus olhos correndo ao redor. Ele é como uma criança que não consegue ficar parada na sala de aula. Ele não é retratado como totalmente bom ou totalmente mau. A melhor descrição para ele provavelmente seria “desastre humano”, já que ele luta para fazer a coisa certa e, ao mesmo tempo, fazer tudo errado. Como uma vitrine para os talentos de Gyllenhaal, The Guilty é aceitável, mas não o suficiente.

Entertainment Weekly Gyllenhaal – que varia entre virtuoso, furioso e totalmente desequilibrado – rapidamente supera a lógica, seu personagem é tão extravagantemente tenso que você se pergunta se ele brigou com as próprias calças antes de vesti-las pela manhã. The Guilty, apesar de todo o seu excesso de olhos selvagens, encontra alguma propulsão de força bruta por um tempo, especialmente se você está assistindo pela primeira vez. Mas o filme parece confundir o minimalismo tenso do original com algo que precisa ser arrebatado e adrenalizado, um thriller em desfibrilador constante. Pule esse filme e vá diretamente para a Dinamarca.


Tradução & Adaptação: Equipe Jake Gyllenhaal Brasil

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