Jake Gyllenhaal foi indicado ao Tony Award por sua atuação na peça Sea Wall/A Life e também como produtor (Sea Wall/A Life e Slave Play). Confira a entrevista que o ator concedeu para o The New York Times após sua indicação:

Esta tarde Jake Gyllenhaal realizou um feito inédito: recebeu sua primeira indicação ao Tony por seu papel como Abe na segunda parte de Sea Wall/A Life, dois monólogos narrados por jovens pais, e foi produtor em dois trabalhos nomeados para melhor peça (Sea Wall/A Life e Slave Play). Tom Sturridge, que se apresenta na primeira parte da peça, Sea Wall, também foi indicado a melhor protagonista em uma peça.

Em uma entrevista na noite de quinta-feira, o ator falou sobre superar seu medo inicial de estar sozinho no palco por uma hora, a evolução de sua performance ao longo de suas apresentações e como foi ter seu pai na plateia. Estes são trechos editados da conversa.

Qual é a sensação de receber sua primeira indicação?

Estou extremamente comovido. Em um momento em que tudo é tão incerto, é bom ter um pouquinho de certeza. “Sea Wall/A Life” foi algo criado entre amigos e se tornou uma jornada muito intensa e significativa para todos nós.

Quão diferente é atuar e produzir shows dentro da Broadway e fora dela?

Eu sabia que estava vendo algo extraordinário quando assisti “Slave Play” pela primeira vez, e eu sabia que queria ajudá-la alcançar o maior número de pessoas possível. E então quando trouxemos “Sea Wall/A Life” para Broadway, eu senti como se estivesse em uma espécie de show de rock apresentando um monólogo. O teatro Hudson é um teatro tão vertical, e a plateia parece estar muito próxima de você. Eu me lembro de sair encharcado de suor depois da primeira prévia da Broadway, e pensei, “Caramba, isso vai exigir muita hidratação.”

Como sua performance evoluiu ao longo das apresentações?

No início eu estava absolutamente apavorado por estar sozinho no palco interpretando um monólogo de uma hora, enfrentando as minhas maiores inseguranças e projeções. Então, inicialmente, era muito mais sobre o êxito de terminar tudo com a maior parte da escrita intacta na primeira parte. Depois, quando fomos para Broadway, eu realmente senti que estava conversando com o público e era capaz de ouvi-los de uma forma que não conseguia quando estava mais assustado.

Você interpreta um personagem que está lidando com um pai moribundo. Seu próprio pai teve a oportunidade de assistir a peça?

A primeira vez que a apresentei para meu pai foi surreal e muito comovente. Acho que não temos muitas oportunidades para falar com nossos pais – falando por mim mesmo, eu não tenho – sobre o que pensamos sobre eles morrerem. Poder conhecer a pessoa no escuro é realmente ouvir e ser capaz de falar com o coração aberto sobre isso – você vai me fazer chorar. Foi uma honra poder dizer a ele o quão importante ele é para mim.


Fonte: The New York Times
Tradução & Adaptação: Equipe Jake Gyllenhaal Brasil

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