Barry Levinson vai dirigir Francis and The Godfather, com Oscar Isaac estrelando como Francis Coppola e Jake Gyllenhaal como Robert Evans em um drama sobre as batalhas lendárias e malucas que ocorreram durante a produção do clássico O Poderoso Chefão de 1972. O filme é baseado em um roteiro da Black List escrito por Andrew Farotte que foi reconstruído por Levinson. Mike Marcus, Doug Mankoff e Andrew Spaulding da Echo Lake Entertainment estão produzindo junto com Kevin Turen, Jon Levine e Jason Sosnoff da Baltimore Pictures. Endeavor Content é responsável por lidar com os direitos mundiais do filme junto com a FilmNation.

Enquanto O Poderoso Chefão é considerado um dos melhores filmes americanos e um símbolo da era 70 do autor, chegar até isso não foi tarefa fácil. Coppola tinha 31 anos na época, determinado a convencer Evans e o estúdio a deixarem ele filmar um filme caro em Nova York, que se passava em uma época da história que mais tarde se tornaria um grande sucesso de vendas. Isso porque o roteiro original de Mario Puzo se passava em Kansas City. Dentre outros debates, estava a ideia de apostar no Marlon Brando, uma figura eclética que não participava de um filme de sucesso fazia anos, para interpretar o mafioso patriarca da família Don Corleone (pelo qual ele ganharia o prêmio de Melhor Ator), e também Al Pacino como Michael Corleone, um personagem que vagarosamente evoluiu de um desejo de se afastar dos negócios da família para assumi-los quando ficou claro que seu pai seria assassinado após as tentativas falhadas. Evans, que aceitou o trabalho difícil após sua carreira como ator, tinha suas próprias dificuldades, enquanto o estúdio estava correndo risco de fechar suas operações. Tinha também as discussões nada fáceis com mafiosos reais que não estavam muito contentes em ter seus negócios sujos divulgados por um grande estúdio de cinema.

“Apesar de toda a loucura da produção, e contra todas as probabilidades, um filme clássico aconteceu”, disse Levinson. As histórias de por trás das cenas são umas que ouço a muitos anos pelo Peter Bart, meu chefe por 20 anos na Variety (e às vezes coautor numa coluna ocasional sobre filmes). Bart foi afastado do New York Times para se tornar o segundo executivo de criatividade do Evans, e ele estava no centro de todas essas gloriosas discussões.

Será muito interessante ver quem Levinson escolheu para interpretar Bart. Falando nisso, Robert Duvall (Tom Hagen), James Caan (Sonny Corleone), John Cazale (Fredo), Talia Shire (Connie Corleone), Diane Keaton (Kay Corleone) e todo o elenco fantástico. Mas o filme claramente foca nos colapsos entre produtores e diretor do filme e o chefe do estúdio que precisava desesperadamente de um sucesso.

Além do Oscar para Brando — que famosamente boicotou a cerimônia e mandou Sacheen Littlefeather em seu lugar para aceitar o prêmio, uma ativista apache pelos direitos de Nativos Americanos, como forma do ator protestar contra como Hollywood retratava nativos americanos e a discussão acerca de Wounded Knee — o filme ganhou Melhor Filme e outro por Melhor Roteiro Adaptado para Puzo e Coppola. É um terreno rico para um filme para quem ama filmes. Ben Affleck está dirigindo algo similar em um filme sobre a produção de Chinatown.

Para sua parte, Coppola já aprovou. Ele disse: “Qualquer filme que Barry Levinson faz sobre qualquer coisa, será interessante e digno!”

Mike Marcus da Echo Lake, que já viu várias versões de dramas de por trás das cenas ao se fazer um filme como agente principal na CAA e chefe de estúdio da MGM, disse: “Estava aqui um homem jovem que vivia fora do sistema e a cada passo que dava o sistema dizia pra ele, ‘Você não pode fazer isso.’ Mas o Francis nunca desistiu da sua visão e o resultado fala por si próprio.”

Isaac é representado pela WME e pela Inspire Entertainment; Gyllenhaal e Levinson pela WME.


Fonte: Deadline
Tradução & Adaptação: Equipe Jake Gyllenhaal Brasil

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