Em Sundance, Jake Gyllenhaal se reúne com Krista Smith para falar sobre sua nova colaboração com Dan Gilroy, diretor e roteirista de O Abutre, em seu novo filme Velvet Buzzsaw.

KRISTA: Jake, sempre me alegra ver você.

JAKE: É muito bom te ver também.

KRISTA: É sempre um ótimo dia quando te vejo no cronograma.

JAKE: É mesmo?

KRISTA: Sim, claro.

JAKE: Que legal!

KRISTA: Eu amo conversar com você! E Dan Gilroy, para mim, vocês colaboraram em uma das minhas atuações preferidas suas em “O Abutre”.

JAKE: Obrigado.

KRISTA: E talvez uma parte disso tenha tido haver com a mídia, possivelmente. Mas eu achei você tão bom nesse filme.

JAKE: Tinha haver com a mídia, mas também tinha haver com o estado atual dos assuntos no nosso mundo, então…

KRISTA: Então aguçou minha curiosidade quando vi que vocês iam trabalhar juntos novamente, e com a esposa dele, Rene, que está nesse filme também, no mundo das artes desta vez e o título é brilhante.

JAKE: Sim.

KRISTA: Velvet Buzzsaw.

JAKE: Isso.

KRISTA: Só isso já me conquistou.

JAKE: Eu sei, acho que foi quando eu li o roteiro pela primeira vez, era Projeto Sem Nome do Dan Gilroy, ou talvez era Velvet Buzzsaw e ele mudou para Sem Nome e daí voltou no seu instinto natural, o que eu acho que foi a escolha certa. Quando você assistir o filme, você vai saber.

KRISTA: Eu vou? Bom, o personagem, Morf Vandewalt, é bem fabuloso.

JAKE: Ele é.

KRISTA: E o jeito que você se apresenta no filme é muito fabuloso.

JAKE: Obrigado.

KRISTA: Então deve ter tido algum tipo de arquivo de pesquisa, eu adoraria ter visto isso. Em como você chegou nesse cara, e nos visuais e tal. Pode me contar um pouco sobre isso?

JAKE: Sim, esse foi diferente. Eu não sei, nesse foi tipo, acho que teve um acordo. Dan e eu fomos bem obscuros e profundos em O Abutre, e esse personagem, eu senti e o li como mais divertido. Então eu estava tentando criar ideias que viessem de um senso de diversão. Tiveram coisas estranhas que surgiram durante, nas preparações, meses antes. Ideias que mudamos, e elas eram tipo as coisas comuns, como Jerry Saltz e pesquisando sobre crítica em geral no mundo da arte, e entrando em festas quando eu conseguisse. E escutando o que as pessoas tinham a dizer sobre diferentes peças de arte, e isso e aquilo. Mas daí se tratava de tentar descobrir quem essa pessoa era, e isso foi difícil. Ele é um cara que está com dificuldades em criticar outras pessoas, mas ao mesmo tempo tentando descobrir sua própria identidade. Sua própria identidade sexual, seu lugar no mundo, qual é o trabalho dele. Então, particularmente a ideia de um cara que meio que… um personagem que começa como esse crítico, e ele é um personagem gay, e daí ele “vira hétero” para essa mulher no filme. Então para mim, eu estava meio, sem que se tornasse uma caricatura, como posso pintar esse personagem de uma maneira que seja realista? E Dan e eu passamos por essa pesquisa, e de alguma maneira nós pensamos no Brandon como uma inspiração. De certo modo essa ideia de masculinidade. Essa ideia profunda de masculinidade e ao mesmo tempo alguém que não tinha limites nesse sentido e foi fascinante. E eu vi essa foto dele beijando um gato e essa foi definitivamente minha verdadeira inspiração. E aí eu roubei os óculos do maquiador do filme.

KRISTA: Oh, você roubou?

JAKE: Sim, sim, ele usa esses óculos e eu só peguei eles do rosto dele no teste de câmera e nós o experimentamos e o Dan ficou tipo, eu acho que é isso. E eu fiquei, legal, então é isso.

KRISTA: Sim, isso é muito bom. Então isso realmente distorce um pouco o mundo, não? É um suspense obviamente, mas conhecendo o Dan, ele tem uma pegada muito intelectual. E meio que vira isso na cabeça dele sobre esse absurdo. E eu acho, claramente trabalhando com a Vanity Fair nós estamos nisso e há ótimos artistas e vários deles, mas também tem esse lado distorcido onde isso parece arbitrário às vezes quando você está tipo “Ah, será que meu filho de seis anos conseguiria fazer essa pintura ou ela vale 22 milhões?”

JAKE: Totalmente, totalmente.

KRISTA: Tudo depende dos críticos nos dizendo que é um retrato de 2 milhões e não um retrato que seu filho fez.

JAKE: E eu tenho certeza que você ama a pintura do seu filho de seis anos muito mais do que você amaria uma de 22 milhões. Digo, sim, eu acho que é uma parábola, esse filme, uma parábola sobre ganância e definitivamente sobre… O Dan faz essas estranhas histórias proféticas. Ele vê algo e então começa a pegar os eventos recentes e começa a ver o nosso mundo. Ele vive em um espaço muito isolado da mente dele, e eu acho que ele queria mostrar quão longe nós chegamos se tratando do que damos importância, tipo ao que nós damos valor. E por nós darmos importância para coisas tipo um Hockney de 90 milhões, e de certa maneira isso ganhar e perder valor por um certo tempo de uma maneira estranha desvalorizou o artista e a expressão, e então desvalorizou o nosso questionamento sobre nós mesmos. Apenas pensando, “Bom, o que eu valorizo? O que eu amo? O que realmente me interessa?” Não o que outras pessoas me dizem, e isso e aquilo. E eu acho que é isso que ele está tentando dizer. E eu acho que ele realmente diz isso de uma maneira que obviamente é assustadora e também é engraçada e completamente absurda. Mas eu acho que esse é o objetivo. Ele nunca admitiria que é uma pessoa esperançosa, mas eu acho que ele está soltando um alerta novamente, meio que “Será que nós podemos não fazer outro Lou Bloom real do mundo de O Abutre?”.

KRISTA: Bom, tem isso e tal nas notícias nos últimos anos sobre a lavagem de dinheiro através do mundo da arte e esse é um novo lugar. Costumava ser imobiliário, costumava ser isso e agora o mundo da arte e os preços aumentaram, e as coleções… Você já se sentiu tentado a colecionar ou você coleciona arte de um modo geral?

JAKE: Eu não sei, não, na verdade eu não coleciono, mas eu já me senti, e me senti por causa desse filme, tentado a colecionar. E eu me sinto [tentado] quando vou a uma exposição, e eu amo ir em museus, eu geralmente penso, “Bom, isso seria algo que eu colocaria na minha casa?”, ou “O que é isso? O que era isso? Por que as pessoas colocam isso na casa delas?” Já estive em casas em que as pessoas colocam, mas não, eu sou movido por coisas diferentes. Eu considero que a arte está em todo lugar. A primeira obra de arte que eu comprei foi essa foto que estava acompanhada de uma obra do John Updike no New Yorker que eu amo. E foi bem emocionante, porque foi algo que eu tirei do mundo e eu fiquei tipo isso marca um tempo da minha vida, algo significante na minha vida e para mim aquilo pareceu arte. E eu acho sim que heranças de família e coisas do tipo se tornam arte porque elas têm significado e importância, e é isso que eu valorizo. Mas claro, você pensa sobre investimentos e você pensa sobre essas coisas e aí você fica “Ai meu Deus, o que eu estou fazendo?”. Mas eu também amo esse mundo.

KRISTA: Você aprendeu bastante sobre criticar arte e a olhar para as obras de uma maneira diferente?

JAKE: Eu acho que esse tipo de coisa vem, como todos os críticos de Sundance provavelmente podem confirmar, da experiência e tempo e de assistir filmes e o amor pelo gênero e então ser capaz de ter tempo suficiente e anos de experiência para dizer “Eu já vi tudo e eu realmente posso comparar.” A única coisa que eu posso dizer a que eu relacionei, eu não fiz muita pesquisa nesse espaço, mas quando você está, digamos em um júri em um festival de filme e você tem que assistir 30 filmes em duas semanas, como que você diferencia o que você acha que é bom ou não, ou o que você gostaria de, dentre um grupo de pessoas, dar algum tipo de prêmio. Eu acho que é aí que você pensa “Nossa, isso é o que um crítico tem que fazer o tempo todo” E aí você adiciona ao que é o artista é na vida real. E se eles já conhecem os artistas ou se eu comi algo ruim hoje. Ou eu acordei no lado errado da cama hoje? E aí você percebe que é relativo também. E a coisa toda é uma expressão e eles estão se expressando. Então é isso que eu gosto de pensar quando eu leio uma crítica muito ruim. Eles apenas estavam…

KRISTA: É apenas o sushi ruim..

JAKE: Apenas o sushi, eles comeram um sushi muito ruim. Eles comeram algum sushi muito ruim na noite anterior.

KRISTA: Eles provavelmente estão errados.

JAKE: Não, não, há realmente coisas em que eu não estava bem e eu acho que isso é verdade. E apenas há coisas que não funcionam. Mas eu acho que algo que deve ser aplaudido são as pessoas que colocam coisas lá fora e fazem elas se realizarem e a determinação que se tem para criar qualquer coisa.

KRISTA: Eu tenho muito respeito por isso. Eu já estive em um júri uma vez e eu tive a visão de nossa, eles fizeram isso, eles inventaram isso. Há valor em tudo isso em um certo nível e se isso ressoa ou não, mas…

JAKE: Meus amigos sempre diziam para mim quando eu era criança, quando eu estava atuando quando criança, eles costumavam dizer “Então você gravou em duas horas, por que foi tão difícil?” Eles sempre brincavam com isso e eles pensavam que nós filmávamos tudo em duas horas porque acontecia em duas horas.

KRISTA: Sim, sim, bom eu na verdade tenho que admitir, eu era muito mais velha do que eu gostaria de admitir, antes de eu perceber que filmes não eram de fato gravados em sequência, tipo, o que? Você filmou essa cena primeiro? Esse é o fim, eu realmente pensava que era…

JAKE: Posso admitir algo pra você também? Eu estava gravando um número de filmes antes de perceber que eles estavam fora de ordem. Mas sabe, atores não são muito espertos, então…

KRISTA: Tudo bem, nós amamos você mesmo assim. Claramente eu também não era muito esperta. Ok, fala comigo sobre o Dan. Como que ele é realmente? Como é ter uma conversa com ele, trabalhar com ele? E também, a esposa dele, Rene Russo, eu acho que é incrível. Ela é maravilhosa.

JAKE: Eu também acho. Como é trabalhar com ele? Ele é um homem que por alguma razão, eu não sei ao certo o porquê, ele simplesmente não tem medo de riscos intensos. E com isso eu quero dizer risco criativo, mas também outros riscos. Eu acho que ele admira pessoas que realmente se mostram e dizem algo ousado, fazem e tentam algo ousado. Então ele vem desse espaço. Raramente há alguma ideia ruim. Há algumas ideias que são eliminadas. Mas conversar com ele é tão divertido. A mente dele é exatamente como os filmes dele são em várias maneiras, em um sentido que você acha que está indo para uma direção e então de repente você está indo para um mundo ainda mais mágico. E ele é hilário e amável. Ele é gentil com as pessoas com quem trabalha. E trabalhar com a Rene é o mesmo. É engraçado, porque eles dois são pessoas muito cínicas pra ser honesto, eles têm um ponto de vista muito cínico. Eu sei o que o Dan pensa sobre AI e isso me deu um ataque de pânico quando ele estava falando um dia no set sobre. Mas eu acho que em algum lugar neles eles são tipo, não em algum lugar, é óbvio, principalmente com a Rene que todos nós conhecemos muito publicamente. Eles são amorosos, calorosos, pessoas incrivelmente motivadoras. Eu terminava de gravar uma tomada e ele ficava tipo “Ótimo, sério, muito bom!” e eu ficava tipo “Dan, essa foi a primeira tomada” e ele “Ótimo, mas assim, foi ótimo, podemos seguir em frente, você quer?” e eu dizia “Será que podemos gravar mais algumas?” e ele “Mais algumas, ótimo!” Sabe? (risadinhas) Então assim, eu não sei dizer se ele estava, talvez na cabeça dele ele estivesse “Isso foi horrível, mas eu tenho que motivar ele” ou se realmente tinha ficado bom ou não. Eu sou incrivelmente grato e abençoado que de alguma maneira nossos mundos colidiram. Eles realmente colidiram. Eu amo eles, eu realmente os amo.

KRISTA: E esse é um suspense também, vai ser assustador, né? Eu vou ficar assustada assistindo?

JAKE: Provavelmente sim. Não posso garantir que não é assustador.

KRISTA: É, pareceu meio assustador, mas eu gosto disso.

JAKE: Depende do quão sensível você é.

KRISTA: No mundo da arte, quando o objeto dissolveu. Toni Collete, certo? Ela também está nisso, né?

JAKE: Sim, sim, a Toni é incrível, ela é incrível.

KRISTA: Sim, o visual estava divino.

JAKE: E John Malkovich e Tom Sturridge, com quem estou fazendo esse espetáculo. Mas o Tom e o John Malkovich tem uma cena no meio do filme que é tão incrível. É um daqueles momentos vendo dois grandes atores no trabalho de duas gerações diferentes, mas ver eles dois trabalhando nisso, eu diria que é a minha cena favorita do filme. É absurdo.

KRISTA: É diferente de alguma maneira para você que tem atuado por um tempo, obviamente em lançamentos tradicionais, e fazer esse filme com a Netflix onde vai ser lançado e eu poderei ver na sexta?

JAKE: É estranho, mas eu também não posso dizer que amo riscos e mudança e então ficar apegado aos meus modos e dizer “Calma aí, eu quero que seja da mesma maneira, era um lançamento teatral a maneira que eu conhecia antes”. Eu tenho que aceitar os meios em que, eu acho que nós todos fazemos, e eu apenas digo eu porque sou a única pessoa que realmente tenho algum controle sobre. Mas eu sou tipo, vamos ver no que dá, vamos ver como funciona, qual a sensação. O Dan conseguiu fazer esse filme com mais liberdade criativa e com mais liberdade financeira do que ele teria conseguido em qualquer outro estúdio, e eu acho que isso é um testamento real. E se isso significa que o filme vai ser lançado no dia depois que estrear aqui, então que seja isso, é algo novo.

KRISTA: É ótimo, porque todo mundo está falando sobre e então todos podem assistir. Eu vejo a importância disso. Então, você está em Nova Iorque agora, basicamente você é um nova iorquino. E você está preparando um espetáculo. Você vai falar um pouco sobre isso?

JAKE: Claro, eu adoraria falar sobre o espetáculo.

KRISTA: De volta ao palco.

JAKE: Sim, eu estou fazendo um espetáculo, são dois monólogos. Eu faço um monólogo e o Tom Sturridge, que está em Velvet Buzzsaw, faz o outro. E o dele foi escrito pelo maravilhoso dramaturgo Simon Stevens que escreveu O Estranho Caso do Cachorro Morto. Ele escreveu essa peça extraordinária. E eu estou trabalhando em um monólogo escrito pelo Nick Payne. Eu já fiz dois espetáculos dele até agora, dirigido por essa incrível diretora, Carrie Cracknell. Ela é maravilhosa, e vai acontecer no The Public e nós começamos na sexta.

KRISTA: Então eles estão interligados?

JAKE: Sim, eles meio…

KRISTA: Gerados por uma razão, obviamente.

JAKE: Sim, bom na verdade eles foram escritos separadamente. E aí, de alguma maneira, por meio de um curioso caso dO Estranho Caso do Cachorro Morto, eles meio que se juntaram. O Tom sempre quis fazer isso e eu sempre quis fazer o monólogo do Nick. E eles são sobre amor. Sempre que nós amamos algo ou alguém, a possibilidade de que inevitavelmente nós vamos perdê-los, mas também o que nasce do amor. A minha parte em particular é sobre a morte do pai dele e o nascimento da filha ao mesmo tempo. Eles não acontecem ao mesmo tempo, mas eles se juntam, a ideia de que a vida e a morte meio que existem no mesmo espaço. E há uma beleza extraordinária em ambas. Então minha parte é sobre isso, mas eu não vou entregar a parte do Tom, mas é uma peça linda.

KRISTA: Como que está indo a sua memorização?

JAKE: Bem.

KRISTA: Bem?

JAKE: Sim, isso é o menor dos meus problemas.

KRISTA: A internet explodiu com Homem-Aranha e tem um Jake escondido lá. O Jake aparece, isso é animador, certo?

JAKE: Sim, eu sei, eu sei.

KRISTA: Como um vilão, certo? Eu não sou muito familiarizada com os personagens do Homem-Aranha.

JAKE: Sabe, não é tão simples, mas… nos quadrinhos o Mistério é um vilão, sim. Mas essa é outra abordagem bem interessante. Como a Marvel e a Sony, mas nesse caso em particular a Marvel, fazem com frequência, eu acho que elas vão te levar para um lugar que você não esperava.

KRISTA: Isso é bom, a animação, Spiderverse, que estreou é fantástica. Antes quando eu pensava que só o Tobey Maguire era o Homem-Aranha e aí depois o Andrew Garfield e agora o Tom Holland.

JAKE: Essa é a sensação de envelhecer.

KRISTA: Acontece rápido demais, eu fico pera aí nós já estamos… Você também quase já foi escolhido para ser o Homem-Aranha em algum momento?

JAKE: Eu acho que sim. Quer dizer, e você também?? Eu sinto que todos nós já fomos. Na verdade, eu acho que em um certo ponto nós todos desejamos ser o Homem-Aranha, então não importa mais no momento. Mas sim, digo, sim. Houveram diversas encarnações dessa história e eu me encontro nessa. E eu tenho que dizer que acho que o Tom Holland, o Homem-Aranha atual, o mais novo Homem-Aranha, é muito incrível. Eu acho que ele é perfeito para o papel, mas eu também acho que ele é um excelente ator.

KRISTA: Sim, ele é um ator muito bom e eu tenho que dizer, meus filhos amam os Vingadores, então eu já vi todos os Vingadores. E nós fomos ver o último Vingadores, em que foi muito brutal e eu fiquei “Ai meu deus. Uau, qual a mensagem aqui? Ok, só siga o fluxo” E aí no final com o Homem de Ferro, Robert Downey, que merece um Oscar todo ano pelo Homem de Ferro, o que ele faz com esse personagem.

JAKE: Verdade.

KRISTA: Ele é muito bom.

JAKE: É isso o que nós valorizamos. Quer dizer, essa é outra questão sobre o que nós damos valor. O que nós consideramos atuação. Eu sempre acho isso muito interessante.

KRISTA: Certo, mas eles fizeram aquela cena e então ele está desaparecendo e ele está olhando para ele, e eu comecei a chorar de verdade em um filme da Marvel, apenas pelo olhar do Tom Holland e aí você percebe que esses são atores muito bons, pois eles estão se conectando em um nível tão grande no meio de todo esse caos. A mãe está tipo fungando e os meus filhos estão olhando para mim mortificados. Mas sim, foi muito comovente.

JAKE: É Shakespeariano e eu acho que realmente acontece se você está trabalhando com um cineasta, os cineastas que estão fazendo esses filmes são absolutamente extraordinários. No caso de alguém como o John Watts que fez esse Homem-Aranha, ele nos deu um tremendo espaço e liberdade. Eu fiquei surpreso pois estando em alguns filmes grandes, eu sempre achei que eles tinham esse controle porque é grande, e não tinha nada disso. Foi tudo sobre explorar e tentar coisas e se divertir, e eu acho que toda essa energia realmente vai para o momento final para que por exemplo, um pai assistindo o filme, pode assistir e pensar “Esse é um momento real com pessoas que realmente acreditam nisso, pois permitiu-se que isso acontecesse, não foi fabricado.”

KRISTA: Mesmo em toda a sua grandeza.

JAKE: Sim, e tenho que dizer que isso me surpreendeu.

KRISTA: Bom, eu estou animada para ver vocês no filme.

JAKE: Obrigado.

KRISTA: E eu estou animada para ver Velvet Buzzsaw.

JAKE: Sim, em breve.

KRISTA: E eu vou para Nova Iorque e vou te ver. Quando que vocês começam?

JAKE: Nossa primeira amostra é dia primeiro de fevereiro.

KRISTA: E quanto tempo vai durar?

JAKE: Até 31 de março.

KRISTA: Ah, eu com certeza irei. Eu estarei lá em Março.

JAKE: Não é uma noite comprida.

KRISTA: Ótimo.

JAKE: Tranquilo, duas horas exatas.

KRISTA: Bom.

JAKE: 15 minutos de intervalo.

KRISTA: Entre os dois?

JAKE: Tem petiscos e bebidas. Boa companhia. Música boa, iluminação boa, cabelo bom.

KRISTA: Eu estou dentro. Cabelo bom, iluminação boa. Eu sou superficial, petiscos, quer dizer, qual é.

JAKE: É perfeito, você pode trazer petiscos para dentro do teatro. Eu acho, me desculpe, eu não tenho 100% de certeza. Você pode levar petiscos escondidos para o teatro se você quiser. Só não pode fazer muito barulho, porque é um pouco desagradável quando você é o único ator no palco e você está tentando lembrar suas falas e alguém está abrindo o pacote de um doce estranho.

KRISTA: Tipo remédio pra tosse.

JAKE: Sim, não faça isso.

KRISTA: A embalagem.

JAKE: Mas sim, ou faça isso mas saiba que nós podemos chamar sua atenção.


Tradução & Adaptação: Equipe Jake Gyllenhaal Brasil

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