Há uma cena no Homem-Aranha: Longe de Casa, onde Tom Holland e Jake Gyllenhaal apertam as mãos. (Nós prometemos – não há spoilers à frente!). Não é uma cena particularmente excitante, apenas um breve momento em que o lançador de teias de Holland e o mágico de Gyllenhaal, Mysterio, se encontram pela primeira vez e se cumprimentam. Para um filme de super-heróis extra continentais que inclui acrobacias aéreas, efeitos visuais e cenas de ação filmadas em vários países europeus, um aperto de mão deveria ter sido fácil.

Deveria. Mas na realidade, essa cena precisou de dúzias de tomadas – porque toda vez que Holland e Gyllenhaal apertavam as mãos e fechavam os olhos, caíam na risada. “Tom estava cansado, e ele simplesmente não conseguia se manter focado”, explica Gyllenhaal. “Toda vez que nós apertávamos as mãos, ele começava a rir, então eu começava a rir, e nós dois não conseguíamos parar de rir. Isso durou cerca de 30 minutos. Foram cerca de 45 a 50 tomadas e foi um desastre”.

“Eu nem lembro do que estávamos rindo”, acrescenta Holland. “Havia algo na cena em que Jake e eu simplesmente não conseguíamos manter uma cara séria.”

Holland e Gyllenhaal nunca haviam trabalhado juntos antes de “Longe de Casa” (no dia 2 de julho/ 4 de julho aqui no Brasil), mas no momento em que este filme – o 23º do Universo Marvel – terminou, eles se tornaram amigos muito rápido, o tipo de amigos que riem histericamente por simplesmente fazendo contato visual.

Quando eles se reuniram para a EW em maio, os dois começaram a falar um com o outro sobre suas escolhas de roupas, assim que eles chegaram. Em um momento, durante a sessão de fotos, Holland aproximou-se cada vez mais perto do rosto de Gyllenhaal, enquanto olhavam nos olhos um do outro e quase tocaram os lábios – antes de ambos começarem a rir (mais uma vez).

“Eles realmente se deram bem quase que imediatamente. Eles sempre tinham ataques de risos durante as tomadas, e essa era a única desvantagem”, diz o diretor Jon Watts sobre suas estrelas com um suspiro; “Nós estávamos em uma pegada incrível no meio do caminho e eles começavam a rir e tínhamos de cortar”.

Olhando de longe, Holland e Gyllenhaal não têm muito em comum. Holland é um britânico de 23 anos cujo charme e a experiência em ginástica fazem com que pareça que ele cresceu em um laboratório secreto da Marvel para ser Homem-Aranha (um papel que ele já fez em cinco filmes do MCU). Gyllenhaal é um indicado ao Oscar de Los Angeles que é 15 anos mais velho que Holland, conhecido por personagens peculiares que vão desde o dramático (Donnie Darko, O Abutre) até o completamente desequilibrado (Okja, alguém?).

Mas eles também são ambos nerds do teatro que, pela primeira vez, foram lançados para o estrelato do cinema ainda adolescentes. (Na verdade, Gyllenhaal quase interpretou Peter Parker, já que ele chegou a ser considerado um substituto de Tobey Maguire em Spider-Man 2 de Sam Raimi.) Eles sempre compartilharam uma admiração pelas carreiras um do outro – a dupla se conheceu alguns anos atrás, depois de um encontro casual em um restaurante, e quando Gyllenhaal se aproximou para se apresentar, ambos disseram que gostariam de trabalhar juntos algum dia.

Esse “um dia” chegou mais cedo do que pensavam quando Gyllenhaal foi escalado para o filme Longe de Casa como Quentin Beck, também conhecido como Mysterio. Homem-Aranha e Mysterio têm uma longa e hostil história nos quadrinhos, mas a sequência do Homem-Aranha de 2017, De volta ao Lar, posiciona Mysterio como mais um aliado. Este parceiro de luta com cabeça de bolha chega à Europa e ajuda Peter a derrubar um enorme monstro de água, enquanto Peter está de luto pela perda de seu mentor Tony Stark (Robert Downey Jr.), que se sacrificou para derrotar Thanos em Vingadores: Ultimato.

Assim que os heróis se conhecem, Parker e Beck ligam-se imediatamente à responsabilidade compartilhada de ser um super herói. “Peter se preocupa com um monte de pessoas diferentes, mas particularmente com estranhos que ele não conhece e compartilha interesses comuns com ele”, diz Gyllenhaal sobre a dinâmica de seus personagens. “Eu adoro que duas pessoas possam se tornar tão próximas tão rapidamente por causa de sua história e apenas por causa de suas próprias lutas como super-heróis.”

Como diz Watts, se Tony Stark era como um pai legal para Peter, o barbudo Quentin Beck é mais parecido com seu “tio legal” – trocando piadinhas, ajudando-o a combater forças misteriosas chamadas Elementais, e oferecendo conselhos sobre como conversar com garotas. Apesar… “Eu provavelmente deveria ter dito ‘irmão mais velho legal’, porque dizer ‘tio’ é uma palavra tão forte no universo de Peter Parker”, diz Watts. “Ele teve algumas experiências ruins no que diz respeito ao tio.”

Para o Holland, ele inspirou-se na relação entre mentor e aprendiz da vida real. “É sempre um pouco emocionante encontrar alguém que você admira”, diz Holland. “Fiquei muito grato quando conheci [Jake] e descobri que ele é adorável e um ótimo cara.” Como Parker, que pede orientação a Beck sobre tudo, de heroísmo a romance, Holland também se viu recorrendo a Gyllenhaal para conselhos de carreira. “Ele definitivamente é alguém que me sinto à vontade para ligar e dizer: ‘Ei cara, você se importaria em dar uma olhada nesse roteiro e me dizer o que você acha?'”, diz Holland.

Mas a troca de conselhos partiu de ambos. Apesar de Gyllenhaal já ter estrelado filmes de grande orçamento antes (como Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo, de 2010), “Longe de Casa” é sua primeira incursão no super-heroísmo com capas e calças justas. Em seu primeiro dia no set, o ator experiente vestiu a fantasia de Mysterio e filmou uma cena em que saltou no ar de uma enorme plataforma. (“Você é literalmente jogado no universo Marvel”, ele brinca.)

Entre as façanhas, o figurino e a pressão de ser o novo cara em uma franquia multibilionária, Gyllenhaal diz que se viu lutando para se adaptar nos primeiros dias. “Você entra em um dos filmes da Marvel e é tudo grande”, explica ele. “Eles são enormes. De certa forma, espera-se que você pegue o ritmo e siga em frente. Para mim, demora um segundo. Eu fico um pouco sobrecarregado em qualquer set, e leva algum tempo para me aquecer”.

Então, após os primeiros dias de filmagem, Holland puxou Gyllenhaal para o lado apenas para ver como ele estava. Quando Gyllenhaal disse que ele estava se sentindo “esgotado”, Holland respondeu que se sentia exatamente
da mesma maneira quando colocou o traje do Spidey para Capitão América: Guerra Civil, de 2016. “Todo mundo se sente assim”, acrescentou ele.

“A Marvel faz isso o tempo todo, [onde] você entra, aprende suas falas, e então eles lhe dão seis páginas de diálogo e dizem: ‘Sim, nós reescrevemos, aqui está você, pronto para filme?’” Holland explica. “Pode ir!, ‘espere um minuto! Não preciso aprender minhas falas?’ Então, esse é um grande primeiro dia, e eu acho que ele precisava de um amigo para ser tipo, ‘Cara, está tudo bem, já passei por isso.’”

“Quando ele assumiu a responsabilidade de liderança, ele fez isso de uma maneira tão bonita, apesar de compartilharmos uma diferença de muitos anos em nossas idades e experiência”, acrescenta Gyllenhaal. “Eu realmente me inspirei nele nesse sentido. Ele fez isso de uma maneira gentil. Atores, vocês nem sempre trocam facilmente esse tipo de gentileza. [Algumas vezes] as pessoas oferecem ajuda ou não querem, ou há egos envolvidos. Simplesmente não havia ego [de Tom]”.

Pode não ter tido ego, mas com certeza houve muita risada. “[Nós] partíamos de cenas realmente muito poderosas para uma cena de nós rindo muito por 20 minutos e deixando a equipe maluca”, diz Holland. “Somos grandes amigos fora da tela, então temos que permitir que nosso relacionamento floresça na tela.” Os filmes de super-heróis podem terminar, mas a amizade é para sempre.


Fonte: Entertainment Weekly
Tradução & Adaptação: Equipe Jake Gyllenhaal Brasil

Durante a press tour de Homem-Aranha: Longe de Casa, Jake Gyllenhaal concedeu entrevistas para vários portais, emissoras e rádios. Em nosso canal no youtube, vocês podem encontrar entrevistas legendadas do ator sozinho, e aqui no site faremos posts com entrevistas transcritas nas quais ele aparece acompanhado de algum colega do elenco.

Neste post, vocês podem conferir três entrevistas transcritas – dentre elas o Q&A com o elenco e equipe do filme:

PRIMEIRA PARTE (3:22 – 4:35)

D: Cara, é muito bom te ver!

J: Bom te ver também!

D: Uau! Você me surpreendeu!

J: É?

D: Nós conversamos ao longo dos anos. E na verdade eu até te conhecia antes, quando eu estava fazendo rádio. Então, te ver nesse papel eu fiquei apenas “Meu cara”. Arrebentou!

J: Obrigado, cara.

D: É um papel diferente pra você. O que te atraiu para isso?

J: Sabe, tem várias coisas que me atraíram pra isso. Eu acho que, principalmente… eu amo a perspectiva que é diferente dos quadrinhos. Ele é um vilão nos quadrinhos, porque ele é um pouco mais obscuro que muito dos outros personagens icônicos no universo da Marvel. Isso me permitiu fazer algumas coisas e permitiu que a Marvel fizesse algumas coisas que as pessoas não necessariamente esperariam, sem sentir enganadas. Então, eu amo esse herói e eu amo que ele une forças com o Homem-Aranha e eu amo todo o conceito disso e isso me animou. O traje é incrível, e eu estava um pouco receoso quanto ao capacete de aquário e o que eles fariam, mas quando nós finalmente decidimos como ficaria e particularmente como apareceria e desaparecia, e todas essas coisas, eu pensei “Isso é ótimo!”

SEGUNDA PARTE (7:26 – 8:32)

D: Quais são as coisas boas e ruins do traje? Eu sempre pergunto para os atores essa pergunta, e nós nunca tivemos a oportunidade de falar sobre esse tipo de papel para você.

J: Eu amei a minha roupa. Eu tenho que dizer, cara, se você já puder me dar tipo 50% a 75% do meu personagem e eu não tenho nem que me preocupar, eu estou dentro! É isso que o traje faz e eu amei. Eu amei vesti-lo. Estava tão quente no último verão quando estávamos gravando, mas eu também amo suar – é algo ótimo –, então eu estava permanentemente suando nessa roupa, que é algo que estranhamente eu gostei. Eu achei que foi tão legal. Talvez ao longo do tempo, se eu tivesse que vestir de novo e tal, eu teria uma opinião diferente em relação a isso, mas os figurinistas, as pessoas que me ajudaram a colocar a roupa diariamente foram ótimas, nós ficamos especialistas nisso, e assim, dessa forma, eu amei, eu realmente amei. Mas eu tipo, estou disposto a fazer essas coisas, eu sinto que sou uma criança novamente quando eu coloco o traje, e alguns dos papéis que eu interpretei são muito sérios e tem muitas coisas que eu mudei fisicamente e esse é apenas… foi divertido.

JAKE: Não sei se eu conseguiria decorar.

SAM: Não precisa, tem monitores no carro.

J: Eles têm?

S: Sim, eles têm. Tem na frente, tem do lado. Daí você consegue ler como se estivesse olhando no retrovisor. As letras estão bem ali.

ENTREVISTADORA: Você está estragando a ilusão.

J: Daí nem é você cantando.

E: 18 anos atrás você protagonizou um filme chamado “Jimmy Bolha”…

J: Sim!

E: Você alguma vez pensou que iam te colocar de novo dentro de uma bolha?

J: Sim.

E: Você pensou que sim?

J: Sim, pensei. Eu estava ansioso por esse momento, na verdade. E as pessoas fazem isso o tempo todo comigo, falando figurativamente. Mas não, eu não fazia ideia, e foi uma coincidência perfeita, e acho que bolhas me seguem por aí, e chega um ponto em que você se rende, e eu fiz isso. Eu estava preocupado com a coisa do aquário, eu não sabia totalmente o que eles iam fazer com aquilo, eu confio na Marvel, mas é uma coisa difícil de se fazer, sabe? Quando você olha para os quadrinhos, mas eles conseguiram, conseguiram mesmo.

E: Bom, eles mencionaram que parte do roteiro estava apagado para se manterem os segredos, isso aconteceu com vocês ou foi só com o Tom?

J: Eu pude ler o roteiro inteiro, mas às vezes, quando eu paro para pensar, eu vi algumas cenas que talvez não estivessem lá, mas ao mesmo tempo tem cenas que eles gravam em momentos diferentes que a gente nem… você pode ler o roteiro e daí eles pensaram em algo novo.

E: Peter perdeu seus pais, seu tio e agora seu mentor. Tem espaço para um novo mentor, você acha que o Mysterio está ocupando esse lugar de alguma maneira?

J: Sim, sim, eu acho que… o Tom gosta de dizer que ele é como seu irmão mais velho. E, sabe, eu estava indo na direção de tio, mas eu aceito irmão. Mas eu acho que é assim a relação, eles compartilham muito da mesma história, sabe, e ambos foram surpreendidos. Quero dizer, Mysterio meio que aparece e não sabe onde está, e do nada tem essa criança usando um traje, e eles tem que lutar juntos, o que é uma surpresa para ele – ele foi surpreendido com essa ideia. Mas sim, eu acho que eles acabam compartilhando muito dos mesmos interesses e, também, muito da mesma história e ele acaba… E também que o Mysterio já passou por muita coisa na vida, e acho que ele pode falar para ele (Peter) que “você deveria ir fazer as coisas com as quais você se importa, mas o mundo precisa de você, mas você precisa ser você mesmo”.

P: Jake, qual a sensação de fazer parte do Universo Cinematográfico da Marvel?

J: É uma honra. É tão legal fazer parte desse filme em particular, porque é como se fosse um acréscimo ao que o Tom disse antes. Eu vi o primeiro filme e o achei ótimo, tão engraçado e cheio de ação, mas esse filme é 10 vezes maior. É um filme enorme. É incrivelmente grande. É incrível. Então, fazer parte disso é muito animador, e me juntar com todo mundo, pessoas que eu admiro e que eu amei trabalhar, é ótimo.

SAM: E agora que o Tony Stark se foi nós precisamos de um novo orador. (risos)

P: O que te atraiu mais em interpretar o Mysterio?

J: Bom, eu acho que a perspectiva dos quadrinhos para o filme é diferente, sabe. E eu amo que ele se junta ao Homem-Aranha e que o Nick Fury meio que faz eles se conhecerem e por causa disso eles percebem que tem muito em comum. E eu amo a ideia de que eles se juntam e viram amigos, se tornam heróis juntos, que é tão diferente do que as pessoas esperariam. E eu realmente amo o traje. O traje era doce, sentimental e (brincadeira com o que foi dito antes por Jacob Batalon)

JACOB BATALON: Eu disse fofo, sentimental e doce.

P: Qual foi a cena mais difícil de gravar?

TOM: Eu achei, para nós, as cenas como os hologramas meio difíceis. As cenas em que estávamos olhando para hologramas e, obviamente, eles não reais. E haviam 4 ou 5 de nós olhando para a mesma coisa e eu ficava olhando para os olhos do Jake, tipo “pra onde ele está olhando? Ah, sim, estou vendo o que você está vendo.”

J: Foi minha primeira vez com hologramas também, então na primeira vez, na primeira tomada enquanto eu estava descrevendo, eu lembro que eu não fiz nada e o Jon estava tipo “Foi ótimo, mas tem esses hologramas girando por tudo” “onde eles estão girando?” “não tenho certeza de onde eles estão girando, só olhe” e eu estava meio “está bem”

JON: A gente os coloca pra onde vocês estiverem olhando, mas vocês estavam olhando cada um pra uma direção diferente.

J: “São todas criaturas elementais” e ele “talvez faça movimentos um pouco menores da próxima vez”.

Nosso site e canal serão atualizados com mais entrevistas, então fiquem ligados!

Tradução & Adaptação: Equipe Jake Gyllenhaal Brasil

Quando o primeiro trailer para Homem-Aranha: Longe de Casa estreou na internet no início desse ano, o ator Jake Gyllenhaal roubou o show como Mysterio, o vilão que usa um capacete de aquário e faz sua estreia na mais recente parcela da franquia.

Enquanto Gyllenhaal é um nome familiar, tendo atuado em uma série de clássicos cults – de Donnie Darko a Brokeback Mountain e Okja – sua primeira tentativa no Universo Cinematográfico da Marvel provavelmente o levará ao estrelato global quando o filme for lançado nos cinemas de todo o mundo em julho.

Quando nos encontramos, Gyllenhaal tinha acabado de finalizar um período de dois meses interpretando um de seus papéis mais exigentes, em Sea Wall/A life, uma produção teatral com cenas que estavam muito longe de Homem- Aranha e suas cenas de ação e efeitos especiais.

A peça, que será reprisada esse verão na Broadway após uma temporada bem-sucedida no Public Theater, em Nova York, apresenta dois monólogos, um com Jake Gyllenhaal e o outro com Tom Sturridge. O papel exigiu que Gyllenhaal ficasse sozinho no palco por quase uma hora, discorrendo sobre questões de vida, morte e amor, e muito foco e resistência. “Eu estava com muito medo de fazer isso por muitos meses… e eu acordava no meio da noite antes de fazer o show, pensando que eu não deveria fazê-lo e que deveria cancelar, mas então eu assisti ao documentário Free Solo,” diz Gyllenhaal, que está falando no Ritz Hotel em Paris como embaixador da marca Cartier.

“É tudo sobre prática e disciplina, e ser dedicado ao que você está fazendo e como você pode chegar lá […] não importa o que seja, se você está escalando sem cordas – o que é extraordinário – ou se você está fazendo um monólogo ou tentando fazer um teste. Então eu disse, ‘Eu posso fazer isso’ e me concentrei e fiz.”

O fato de Gyllenhaal conseguir alternar com facilidade entre um blockbuster que será visto por milhões, um monólogo dramático na Broadway, e filmes independentes mostram sua versatilidade e amplo alcance.

Filho de um pai diretor e de uma mãe roteirista, Gyllenhaal cresceu na indústria cinematográfica e fez sua estreia na televisão em 1991 na comédia City Slickers, ao lado de Billy Crystal. Sua irmã mais velha, Maggie, é uma atriz de sucesso (os irmãos estrelaram juntos em Donnie Darko), e embora Gyllenhaal nunca tenha se estabelecido como ator, ele reconhece que sua família influenciou sua trajetória profissional enquanto crescia.

“Eu não estava ciente até eu ficar mais velho, mas depois eu percebi que muitas das nossas conversas eram sobre criatividade, expressão, nossos sentimentos,” ele diz. “Eu sou muito grato por isso e [durante] alguns dos momentos mais difíceis da minha família, arte e expressão nos ajudaram a lidar. Eu escolhi isso em um certo ponto, mas eu estava em uma família onde as pessoas tocavam música e eram muito criativas […]. Eu já atuei com a minha irmã uma vez e ela é a pessoa mais difícil de se trabalhar, porque ela sabe quando estou de saco cheio. Você não pode se safar com nada, então esse é o nível mais alto de ator com quem você pode trabalhar – seu irmão – porque vocês se conhecem.”

Gyllenhaal está bem ciente de que seu papel em Homem-Aranha é um grande negócio, mesmo para um ator tão bem-sucedido, mas ele é rápido em apontar que atuar em um filme independente pode ser tão gratificante quanto participar de uma grande produção.

“Eu realmente achei que trabalhar em um filme da Marvel e em um filme do Homem-Aranha é uma aventura completamente nova da qual eu nunca tinha feito parte – estar em algo tão grande que você é uma pequena parte de algo […] porque não é apenas um filme, mas o universo inteiro, e o personagem que você está interpretando se encaixa nele”, diz ele.

“Trabalhando em filmes pequenos você se acostuma com aquela intimidade, mas o que eu descobri com Homem-Aranha é que John Watts, o diretor, está muito acostumado a encontrar momentos reais mesmo nessas grandes produções, e ele gasta tempo fazendo isso – é o que faz o filme ótimo.” Filmes da Marvel, como a saga dos Vingadores, permitem que atores sejam vistos por públicos que antes estavam fora de alcance. O mesmo vale para os serviços de streaming, como a Netflix, que se tornaram as plataformas padrão para os jovens espectadores consumirem entretenimento. Gyllenhaal, que desempenhou o papel principal em Velvet Buzzsaw (2019), uma paródia sobre o mundo da arte produzido pela Netflix, acolhe a empresa de streaming como uma nova maneira de os contadores de histórias se comunicarem com um público ainda maior.

“Isso diz algo sobre a minha confiança, e, potencialmente, minha estupidez, que acho que tudo que eu faço vai ser visto em todo o mundo,” diz Gyllenhaal. “Eu fiz filmes minúsculos que encontraram um caminho de chegar em todo o mundo, o que é um pouco alucinante porque você atua nessa coisa pequena e pensa que ninguém vai ver.”

“Com Homem-Aranha é obviamente diferente, mas eu não penso nisso quando estou trabalhando. Eu acho realmente divertido que você esteja se comunicando em um idioma internacional, que você não está dialogando apenas com sua própria cultura e em seu próprio idioma, e que você está falando em um nível diferente. E como ator, é maravilhoso e shakespeariano ser capaz de traduzir sua expressão para todos ao redor do mundo, e é divertido interpretar um papel onde você está pensando que os sentimentos que você mostra têm que ser verdadeiros porque a única coisa que conecta todos nós é quando sentimos que alguém está sendo honesto, não importa de que cultura eles são.”

Apesar de Gyllenhaal não falar muito sobre isso, ele tem sido um seguidor do Budismo e de religiões orientais desde seus tempos de faculdade na Universidade de Columbia.

“Eu estava procurando por um escape para a criatividade, e particularmente a religião oriental e o pensamento oriental, e a ideia do budismo e a cultura tibetana me pareceram interessantes”, diz ele. Ele é particularmente fascinado com a forma como a cultura tibetana, com seu próprio líder espiritual, foi capaz de cruzar as montanhas do que era então “um dos países militaristas mais dominadores do mundo”; – China – para “um país completamente espiritual” – Índia.

“Eu não sou um budista de carteirinha e eu não me considero assim, mas eu carrego isso comigo em muitas coisas e, filosoficamente e culturalmente, eu acho que há algo na cultura asiática e na ideia de artesanato e disciplina, e a importância da hierarquia ou de onde você começa, e de quem você aprende, e aquelas coisas que são a estrutura da cultura.”

“É algo que eu adoro e sinto que está sumindo um pouco nos EUA, onde é mais sobre quem eu posso conseguir para chegar em um lugar mais fácil em oposição ao que eu posso aprender; como eu posso dominar algo para chegar a outro lugar. Eu gosto de pensar sobre o Tibete e a espiritualidade; isso foi provavelmente parte disso para mim.”

Suas opiniões sobre o Tibete à parte, Gyllenhaal nunca foi abertamente político. Seus papéis no cinema – desde seu papel gay pioneiro em Brokeback Mountain em 2005 até seu papel mais recente como vítima de um atentado terrorista em Stronger (2017) – ajudaram a explicar um pouco sobre os seus ideais.

“Eu cresci em uma família muito aberta onde as pessoas falavam o que pensavam e eu conhecia pessoas de culturas muito diferentes, e minha mãe era uma feminista muito forte em muitos aspectos desde quando ela estava no ensino médio e durante toda a faculdade e em seu trabalho também,” diz Gyllenhaal. “Ela foi uma grande influência para a minha irmã nesse sentido, e indiretamente as duas são para mim.”

Gyllenhaal diz que não tem medo de expressar suas convicções, mas: “Há outras pessoas que falam mais articuladamente do que eu, mas minha maneira de falar é através do meu trabalho, através da atuação, através dos filmes que escolho, dos artistas que eu apoio, as pessoas que eu apoio – mesmo que seja indiretamente. Eu acho que se você olhar de perto quem eu sou, você pode descobrir no que eu acredito.”


Fonte: South China Morning Post
Tradução & Adaptação: Equipe Jake Gyllenhaal Brasil

Jake Gyllenhaal é pontual para o compromisso, ligando de sua casa em Nova York. Conforme seu pedido específico, ele gentilmente, mas com firmeza, se recusa a descrever seu apartamento em detalhes. “Só vou te dizer que tem muita madeira e várias cadeiras confortáveis. É um daqueles apartamentos onde você quer se aconchegar sozinho, talvez quando estiver com febre alta. Mas em geral não é algo que eu goste de falar”, ele diz, enfatizando ainda mais sua posição bem conhecida se tratando de privacidade. Ele é conhecido por deixar entrevistas quando os jornalistas se tornam muito agressivos ao perguntar sobre seus gostos ou interesses amorosos anteriores. Aos 38 anos, ele tem uma visão do mundo que é séria e firme. Ele tem ideias fortes e nobres (os Gyllenhaals descendem de uma família de aristocratas suecos) sobre masculinidade: “Eu acho que ser um homem significa, em primeiro lugar, ter um coração aberto, mas, ao mesmo tempo, uma mente forte para protegê-lo.” Em Nova York, as colunas de fofoca falam sobre seu apartamento ser repleto de fotografias gigantes de si mesmo. Isso começou com o New York Post’s Page Six, mas ele desmente isso com uma gargalhada. “Eu gosto de colocar cartazes dos meus filmes. Isso é verdade. O resto é ridículo.” Essa galeria de filmes importantes inclui Donnie Darko, Brokeback Mountain, Zodíaco e Nightcrawler. Em seu filme mais recente, o vemos assumir o papel de Mysterio no novo Homem-Aranha: Longe de Casa, o qual estreia na Itália no dia 10 de julho. Pode-se imaginar seu apartamento como sendo um clube de homens cheio de conversas e fumaça de charuto. Gyllenhaal realmente fumou charutos por um tempo, mas sem muita convicção. “Eu era bom em me fazer de fumante, com pensamentos profundos e filosóficos, e até comprei um umidificador profissional que eu nunca usei. Eu também experimentei cachimbos por um tempo, mas no final percebi que prefiro não fumar.” Isso também porque ele corre cerca de 16km algumas vezes na semana, com sapatos de sola fina que dão a impressão de estar correndo descalço. Ele aprendeu sobre esse estilo de corrida dos atletas naturais na tribo Tarahumara no México: “‘Born to Run’, que conta a história deles e a sua cultura de corrida, é um dos meus livros favoritos”. Ele então discute vários exemplos de como ele tem tentado manter sua própria vida simples, buscando achar um equilíbrio entre estrutura e superestrutura.

Por exemplo, ele vendeu sua motocicleta por praticamente o mesmo motivo que abandonou Havanas e Montecristos. “A motocicleta te faz ter uma ‘pose’, e eu já tenho que posar para o meu trabalho. Eu não queria que isso também fizesse parte da minha vida.” No geral, ele não se considera superfã ou um especialista em nada, além do comportamento humano, o qual ele observa com constante curiosidade. “Eu saí com um caderno Moleskine na mão por um tempo e fiz anotações como uma maneira de parecer concentrado e legal. Então eu tentei memos de voz, que eu tinha visto amigos músicos usarem.” No final, ele percebeu que sua memória era a melhor maneira de “cortar e colar” mentalmente, uma ideia que ele obteve dos ensinamentos de alguns dos melhores gurus de Hollywood. “Se você está aberto e em um espaço criativo, tudo o que você internaliza vem à tona nos momentos em que você precisa. Estes são os ensinamentos de David Lynch e seu livro Catching the Big Fish. Você precisa prestar atenção às coisas que nos conectam com os outros, através da experiência e da inspiração. Esse é o segredo da conexão entre criatividade e meditação, pelo menos da maneira que eu enxergo.”

Esse estado mental perceptivo é algo que Gyllenhaal cultivou ao longo dos anos e que funciona bem com sua natureza desapegada que ele atribui à sua miopia extrema. Desde que ele era criança, isso o manteve separado do mundo, que ele via através de uma lente incrivelmente fora de foco. “Sem lentes de contato, sou praticamente cego. É daí que vem o mistério da minha visão estranha das coisas.”

Ainda hoje, ele usa pequenos truques para se privar ou se livrar das pessoas, como se oferecer para lavar a louça depois dos jantares. “É uma coisa antissocial interessante de se fazer. Você pode evitar conversas chatas e ter certeza de que as pessoas realmente interessadas em você vão procurá-lo na cozinha para conversar.”

Como filho do diretor Stephen Gyllenhaal e da roteirista Naomi Foner (assim como o irmão mais novo de Maggie Gyllenhaal e cunhado do ator Peter Sarsgaard), ele cresceu entre os mais importantes de Los Angeles. Ele amava musicais quando criança, e aos 11 anos já estava no set de A Dangerous Woman dirigido por seu pai. Steven Soderbergh vivia em um apartamento acima da garagem da família antes dele se tornar famoso. Quando Gyllenhaal foi batizado, Paul Newman foi escolhido como seu padrinho e Jamie Lee Curtis como sua madrinha. E até seus pais se separarem quando ele tinha 30 anos, ele não tinha conhecido muita dor em sua vida. Mas essa existência um tanto fácil não foi desperdiçada na frivolidade; ele é teimosamente auto reflexivo para isso.

“Não há erros na vida”, ele diz a si mesmo repetidamente. Isso não apenas resume a filosofia de Gyllenhaal, mas também é típico da maneira um tanto abstrata em que sua mente funciona. Ele aparenta não ter nenhum problema de controle. Ele está confortável com sua vida e diz que tomou algumas decisões com cuidado e outras sem nem pensar, mas seguiu com elas do mesmo jeito. Ele fala de um grupo bastante estável de amigos, pessoas que gostam de conversas sérias e de se reunir nas noites de domingo para jantares e discursos: política, meio ambiente, assuntos atuais, arte. Uma seleção de nova-iorquinos instruídos de classe alta, de quem ele leva material para seu trabalho: o crítico de culinária, o chef, o advogado constitucional, o ativista ambiental e, alguém realmente importante para ele, a música Jeanine Tesori, uma das mais aclamadas compositoras da Broadway. Jake a descreve como “uma mulher incrível que teve e continua a ter um grande impacto na minha vida.”

Ele fez amizade com Jaime FitzSimons, um xerife do Colorado que trabalhou como consultor policial para Hollywood. Eles trabalharam em filmes juntos, incluindo End of Watch e Prisoners. Esse cowboy o protegeu de um ataque não-provocado por um cara bêbado fora de um restaurante. “Eu não faço ideia do porquê ele queria me bater, talvez para ter uma boa história para contar para seus amigos. Mas a moral da história é que é legal ter um policial como amigo quando alguém quer te machucar.”

Para se preparar para End of Watch, ele andou por umas das piores partes de Los Angeles no banco de trás de um carro da polícia. Ele viu um homem morto durante uma parada de drogas, baleado por um oficial bem diante de seus olhos, e isso é algo que o afetou muito. “Foi um alerta, me fazendo perceber que existência privilegiada eu tive até então.” Recentemente, ele se aproximou do Jeff Bauman, que sobreviveu ao bombardeio durante a Maratona de Boston em 15 de abril de 2013. Ele perdeu as pernas. Gyllenhaal interpretou Bauman no filme Stronger.

O diretor Sam Mendes disse que o “Jake é um homem, um artista, com uma alma que é acessível.” Ao escutar essas palavras, Gyllenhaal respira e as descarta. “Ai meu Deus. Isso não é verdade. Eu não sou nada disso.” Na verdade, a imagem primordial dele é a de um homem que ainda é parcialmente um mistério, que prefere olhar mais para dentro do que pra fora. “Isso é verdade. Eu sou assim. Eu explorei mais o mundo criando meus personagens do que na vida real. Esse é um espaço Shakespeareano protegido, onde eu sempre me senti mais seguro.”


Fonte: Vogue Itália
Tradução & Adaptação: Equipe Jake Gyllenhaal Brasil

Começando a divulgação de Homem-Aranha: Longe de Casa, Jake Gyllenhaal e Tom Holland participaram da CONQUE México. Confira o vídeo e a tradução:

ENTREVISTADOR: Eu sei que é meio que sua primeira vez no México, primeira vez comendo tacos?

JAKE: Não, não, definitivamente não é minha primeira vez comendo tacos, mas eu já estive no México algumas vezes, mas nunca nessa área e em Mexico City, então acho que é minha primeira vez comendo tacos de verdade.

ENTREVISTADOR: Jake, muito bom te ter aqui, e eu queria saber como você se sente em fazer parte do universo do Homem-Aranha?

JAKE: É uma honra, uma imensa honra interpretar o Mysterio e trabalhar com esse cara. É uma honra estar aqui no México, vocês são os melhores fãs, tivemos uma resposta incrível de vocês, tudo incrível.

ENTREVISTADOR: O que você podem nos contar do filme?

TOM: É um filme…

JAKE: Tem pessoas no filme. Tem coisas que acontecem no filme.

TOM: Coisas que são muito divertidas.

ENTREVISTADOR: Jake, como você conseguiu o papel?

TOM: Ele me implorou pelo papel.

ENTREVISTADOR: Quantos tacos ele teve que te comprar para conseguir o papel?

TOM: Infinitos.

JAKE: 3000. Bom, é uma história engraçada porque eu sabia que esse filme estava sendo produzido e ninguém tinha me oferecido nenhum papel e eu encontrei o Tom em um restaurante, meio que o universo nos uniu, a gente não se conhecia, e quando a gente se conheceu pela primeira vez eu falei “cara, eu adoraria trabalhar com você”, e daí, estranhamente, apenas algumas semanas depois eles me ofereceram esse papel no filme e não muito tempo depois estávamos trabalhando juntos. Então foi assim que aconteceu.

ENTREVISTADOR: Nada a ver com você (Tom) fazendo algumas ligações ou algo assim?

JAKE: Você está colocando-o numa situação muito difícil.

TOM: É engraçado porque quando a gente se conheceu no restaurante, a Sony e a Marvel já tinha me falado que o Jake era a escolha número um deles, mas quando ele estava tipo “vamos trabalhar juntos” eu não sabia se ele já sabia e eu fiquei “será que ele sabe? Ah ele não sabe ainda!”

ENTREVISTADOR: E seu traje Jake? Era confortável?

JAKE: Meu traje… bom eu tenho uma capa no meu traje e ela precisava ser parafusada na placa do meu peito. Então todo mundo sabia que estávamos nos arrumando e era de começar a filmar quando ligavam a furadeira e fazia tipo (barulho de furadeira) no meu peito. E eu tinha um conjunto de baterias porque tinham luzes no meu traje que ficavam ligadas e às vezes as baterias entravam em curto e eu tinha tipo uma balada pelo meu corpo todo.

ENTREVISTADOR: Tom, você deu algum conselho pro Jake antes de começarem?

TOM: Vários, não, na verdade não né?

JAKE: Bom, você entra pro mundo da Marvel, e é um mundo enorme com uma sequência grande, e tem todas essas coisas que te contam, e coisas que não te contam, e tem essas cenas bem tensas e era excelente, porque o Tom estava lá e ele é muito parecido com seu personagem como pessoa, ele é muito altruísta. E no primeiro dia e eu estava meio “O que está acontecendo!” e ele estava tipo “Não se preocupe, irmão, vai dar tudo certo, se tiver qualquer pergunta…” e ele ficou lá por pelo menos umas duas semanas me dizendo que estava tudo tranquilo. Então, obrigado por tudo irmão.

ENTREVISTADOR: Minha pergunta é pro Jake, como foi a preparação pro papel do Mysterio?

JAKE: Bom, eu passei um ano aprendendo a voar, ainda estou tentando decifrar isso. E eu nasci com a habilidade de atirar laser verde pelas minhas mãos, então essa foi a preparação. Isso foi uma vantagem! Quando eles estavam fazendo audições, estavam, na verdade, procurando atores que conseguissem atirar raios verdes pelas palmas. Ainda bem que me encontraram.

ENTREVISTADOR: Jake, você já era fã do Mysterio antes do filme?

JAKE: Sabe, na verdade eu sabia muito pouco sobre o Mysterio antes do filme. Ele não é um dos grandes personagens que todo mundo conhece, e é isso que eu amo nele… porque deu pra gente a oportunidade de fazer umas coisas novas com ele, que eu acho que vão realmente surpreender as pessoas, então isso é muito, muito animador.

ENTREVISTADOR: Qual foi a primeira impressão que vocês tiveram um do outro?

TOM: Para mim o Jake… eu sempre quis trabalhar com ele, ele sempre foi um dos atores que eu admiro e eu queria muito trabalhar com ele, então quando a Marvel e a Sony tiveram essa ideia e falaram “O que você acha de ser o Jake Gyllenhaal?” eu falei “Isso é ótimo, uma ideia perfeita”. Então eu estou muito feliz que o Jake aceitou e que a gente fez o filme juntos, e eu aprendi muito sobre isso trabalhando com o Jake. É um sonho se tornando realidade.

JAKE: Qual foi a minha primeira impressão do Tom? Olha, quanto vocês amam o Tom Holland? Isso? Só isso? Eu amo ele 3000 vezes mais do que isso. Quando eu o conheci, ele é um ser humano tão bom, uma pessoa muito boa, ele é aberto, pronto para se conectar, fazer as cenas, e como pessoa ele é do mesmo jeito, então essa foi a primeira impressão que eu tive. Desde o primeiro momento que o conheci sabia que ele era um ótimo cara, e daí meio que foi tudo ladeira abaixo…

ENTREVISTADOR: Qual vilão da Marvel vocês gostariam de interpretar, sem contar o Mysterio?

TOM: Bom, ele não é vilão. Ele é um herói no filme, ele é meu novo melhor amigo! Mas eu seria o Loki, é o vilão que eu mais gosto.

JAKE: Se eu pudesse interpretar qualquer vilão? Acho que Thanos.


Tradução & Adaptação: Equipe Jake Gyllenhaal Brasil

Jake Gyllenhaal compareceu na festa de lançamento da nova linha de jóias da Cartier, Clash de Cartier, em Paris, na última quarta-feira, 10. Confira as fotos em nossa galeria: