Começando a divulgação de Homem-Aranha: Longe de Casa, Jake Gyllenhaal e Tom Holland participaram da CONQUE México. Confira o vídeo e a tradução:

ENTREVISTADOR: Eu sei que é meio que sua primeira vez no México, primeira vez comendo tacos?

JAKE: Não, não, definitivamente não é minha primeira vez comendo tacos, mas eu já estive no México algumas vezes, mas nunca nessa área e em Mexico City, então acho que é minha primeira vez comendo tacos de verdade.

ENTREVISTADOR: Jake, muito bom te ter aqui, e eu queria saber como você se sente em fazer parte do universo do Homem-Aranha?

JAKE: É uma honra, uma imensa honra interpretar o Mysterio e trabalhar com esse cara. É uma honra estar aqui no México, vocês são os melhores fãs, tivemos uma resposta incrível de vocês, tudo incrível.

ENTREVISTADOR: O que você podem nos contar do filme?

TOM: É um filme…

JAKE: Tem pessoas no filme. Tem coisas que acontecem no filme.

TOM: Coisas que são muito divertidas.

ENTREVISTADOR: Jake, como você conseguiu o papel?

TOM: Ele me implorou pelo papel.

ENTREVISTADOR: Quantos tacos ele teve que te comprar para conseguir o papel?

TOM: Infinitos.

JAKE: 3000. Bom, é uma história engraçada porque eu sabia que esse filme estava sendo produzido e ninguém tinha me oferecido nenhum papel e eu encontrei o Tom em um restaurante, meio que o universo nos uniu, a gente não se conhecia, e quando a gente se conheceu pela primeira vez eu falei “cara, eu adoraria trabalhar com você”, e daí, estranhamente, apenas algumas semanas depois eles me ofereceram esse papel no filme e não muito tempo depois estávamos trabalhando juntos. Então foi assim que aconteceu.

ENTREVISTADOR: Nada a ver com você (Tom) fazendo algumas ligações ou algo assim?

JAKE: Você está colocando-o numa situação muito difícil.

TOM: É engraçado porque quando a gente se conheceu no restaurante, a Sony e a Marvel já tinha me falado que o Jake era a escolha número um deles, mas quando ele estava tipo “vamos trabalhar juntos” eu não sabia se ele já sabia e eu fiquei “será que ele sabe? Ah ele não sabe ainda!”

ENTREVISTADOR: E seu traje Jake? Era confortável?

JAKE: Meu traje… bom eu tenho uma capa no meu traje e ela precisava ser parafusada na placa do meu peito. Então todo mundo sabia que estávamos nos arrumando e era de começar a filmar quando ligavam a furadeira e fazia tipo (barulho de furadeira) no meu peito. E eu tinha um conjunto de baterias porque tinham luzes no meu traje que ficavam ligadas e às vezes as baterias entravam em curto e eu tinha tipo uma balada pelo meu corpo todo.

ENTREVISTADOR: Tom, você deu algum conselho pro Jake antes de começarem?

TOM: Vários, não, na verdade não né?

JAKE: Bom, você entra pro mundo da Marvel, e é um mundo enorme com uma sequência grande, e tem todas essas coisas que te contam, e coisas que não te contam, e tem essas cenas bem tensas e era excelente, porque o Tom estava lá e ele é muito parecido com seu personagem como pessoa, ele é muito altruísta. E no primeiro dia e eu estava meio “O que está acontecendo!” e ele estava tipo “Não se preocupe, irmão, vai dar tudo certo, se tiver qualquer pergunta…” e ele ficou lá por pelo menos umas duas semanas me dizendo que estava tudo tranquilo. Então, obrigado por tudo irmão.

ENTREVISTADOR: Minha pergunta é pro Jake, como foi a preparação pro papel do Mysterio?

JAKE: Bom, eu passei um ano aprendendo a voar, ainda estou tentando decifrar isso. E eu nasci com a habilidade de atirar laser verde pelas minhas mãos, então essa foi a preparação. Isso foi uma vantagem! Quando eles estavam fazendo audições, estavam, na verdade, procurando atores que conseguissem atirar raios verdes pelas palmas. Ainda bem que me encontraram.

ENTREVISTADOR: Jake, você já era fã do Mysterio antes do filme?

JAKE: Sabe, na verdade eu sabia muito pouco sobre o Mysterio antes do filme. Ele não é um dos grandes personagens que todo mundo conhece, e é isso que eu amo nele… porque deu pra gente a oportunidade de fazer umas coisas novas com ele, que eu acho que vão realmente surpreender as pessoas, então isso é muito, muito animador.

ENTREVISTADOR: Qual foi a primeira impressão que vocês tiveram um do outro?

TOM: Para mim o Jake… eu sempre quis trabalhar com ele, ele sempre foi um dos atores que eu admiro e eu queria muito trabalhar com ele, então quando a Marvel e a Sony tiveram essa ideia e falaram “O que você acha de ser o Jake Gyllenhaal?” eu falei “Isso é ótimo, uma ideia perfeita”. Então eu estou muito feliz que o Jake aceitou e que a gente fez o filme juntos, e eu aprendi muito sobre isso trabalhando com o Jake. É um sonho se tornando realidade.

JAKE: Qual foi a minha primeira impressão do Tom? Olha, quanto vocês amam o Tom Holland? Isso? Só isso? Eu amo ele 3000 vezes mais do que isso. Quando eu o conheci, ele é um ser humano tão bom, uma pessoa muito boa, ele é aberto, pronto para se conectar, fazer as cenas, e como pessoa ele é do mesmo jeito, então essa foi a primeira impressão que eu tive. Desde o primeiro momento que o conheci sabia que ele era um ótimo cara, e daí meio que foi tudo ladeira abaixo…

ENTREVISTADOR: Qual vilão da Marvel vocês gostariam de interpretar, sem contar o Mysterio?

TOM: Bom, ele não é vilão. Ele é um herói no filme, ele é meu novo melhor amigo! Mas eu seria o Loki, é o vilão que eu mais gosto.

JAKE: Se eu pudesse interpretar qualquer vilão? Acho que Thanos.


Tradução & Adaptação: Equipe Jake Gyllenhaal Brasil

Jake Gyllenhaal compareceu na festa de lançamento da nova linha de jóias da Cartier, Clash de Cartier, em Paris, na última quarta-feira, 10. Confira as fotos em nossa galeria:

Jake Gyllenhaal fará sua estreia na TV estrelando e produzindo a minissérie ‘Lake Success’ para a HBO. Baseada no livro de Gary Shteyngart, Lake Success, gira em torno de Barry Cohen (Gyllenhaal), um narcisista, auto-iludido e divorciado que foge de sua família e vai em busca de sua namorada do colegial atrás de uma última chance de redenção romântica. Enquanto isso, em Manhattan, sua ex-esposa, Seema, luta para criar seu filho autista e inicia um caso amoroso.

Shteyngart vai adaptar o livro para a série e co-escrever o roteiro ao lado de Tom Spezialy (The Leftovers). Ambos assumirão a posição de showrunners e também produzir ao lado de Jake e Riva Marker.

“O livro de Gary é um estudo de personagens bem executado que destaca a profundidade da contradição e complicação humana, tendo como pano de fundo a América de hoje. Estamos muito felizes em fazer parceria com a HBO, que sempre foi casa para alguns dos conteúdos premium mais emocionantes e aclamados nas últimas duas décadas”, comenta Jake e Riva Marker da Nine Stories.

Lake Success ainda não tem data prevista para estreia.


Fonte: Variety
Tradução & Adaptação: Equipe Jake Gyllenhaal Brasil

Jake Gyllenhaal esteve no programa The Tonight Show Starring Jimmy Fallon na última terça-feira, 19. Traduzimos a entrevista e vocês podem conferir a transcrição abaixo:

Jimmy: Parabéns, a propósito, no novo capítulo Marvel na sua vida.
Jake: Obrigado.
Jimmy: Mysterio. Eles sabem. Cara, foi uma grande coisa quando o trailer saiu. Você vai ser o Mysterio no novo “Homem- Aranha.”
Jake: Sim.
Jimmy: E eu fiquei muito empolgado com isso. E eu vi que Ryan Reynolds, nosso amigo, postou uma – vou riscar isso porque tem umas palavras sujas. Vocês não podem ver.
Jake: Nossa.
Jimmy: Ryan Reynolds postou uma foto sua e do Hugh Jackman em uma festa de fim de ano.
Jake: Isso é Photoshop. A gente não estava juntos de verdade.
Jimmy: E dizia “Esses caras me disseram que era uma festa de suéters.” Então – Eu acho que é uma foto incrível – a melhor reação. Eu amei. Achei maravilhoso. Então, você finalmente criou uma conta no Instagram.
Jake: Sim.
Jimmy: Você, o quê? – Quero dizer – Você é o último da resistência.
Jake: Obrigado!
Jimmy: Você era a última resistência, cara. A gente estava te esperando.
Jake: A última pessoa a entrar pro Instagram.
Jimmy: Sim, o Instagram estava esperando por você.
Jake: Sim, eu cheguei a conclusão que ninguém se importa com mais nada, então eu deveria criar um Instagram.
Jimmy: Não, as pessoas – Elas se importam.
Jake: Se importam?
Jimmy: Sim. Por isso que elas entram pro Instragram.
Jake: Ah, sim, não
Jimmy: Elas se importam com todo mundo.
Jake: Eu nem tenho certeza se eu estou no Instagram.
Jimmy: Você definitivamente está.
Jake: Estou?
Jimmy: Eu te vi no Instagram.
Jake: Sim, eu estou no Instagram.
Jimmy: É, você está.
Jake: Eu estou no Instagram.
Jimmy: Bom, você pegou essa foto – Tinha aquela foto, e daí você pegou – Você fez usou Photoshop na foto. E daí você, Deadpool, Wolverine. Esse é o Jimmy Bolha?
Jake: Sim, esse é o Jimmy… E o Homem-Aranha também, no cantinho.
Jimmy: É, é o Aranha ali no canto.
Jake: É o Homem-Aranha no canto. Foi um cara chamado BossLogic, na verdade. Foi ele quem fez isso.
Jimmy: Ele que fez isso para você?
Jake: Sim, a gente devia dar um agradecimento a ele, porque eu não tenho absolutamente nenhuma habilidade artística. Não existiria nenhuma possibilidade de eu conseguir fazer isso.
Jimmy: Bosslogic?
Jake: Bosslogic, isso
Jimmy: “Bass” ou “Boss”?
Jake: Eu não sei, cara.
Jimmy: Você conhece alguém que se chama Bosslogic?
Jake: Esse é o cara que fez a foto – Bosslogic. “Ba-sla-jik.”
Jimmy: “Ba-sla-jik?”
Jake: Ba-sla-jik.
Jimmy: O nome dele é “Bas-Laji.”
Jake: “Bas-laji.”
Jimmy: Ah, Bosslogic.
Jake: É Bosslogic.
Jimmy: Ai meu Deus. Sim, não, claro.
Jake: Ele é ótimo.
Jimmy: Nikolai Baslajic, sim. É um agente da CIA. Ele é procurado em 30 países. Claro!
Jake: Baslajica?
Jimmy: Sim, em Baslajica. Baslajica, é da onde ele é, claro. Mas, cara, aqui está você como Mysterio. Olha isso. Você apareceu na tela, e as pessoas ficaram “Uau!”
Jake: Sim.
Jimmy: E como – viu do que eu estou falando, cara?
Jake: Quem diria – quem diria que. É que, tipo, esses são os lasers verdes que eu realmente atiro pelas minhas mãos.
Jimmy: Sim, eu sei disso faz anos.
Jake: Eu consigo fazer isso, e é por isso que eles me contrataram.
Jimmy: E finalmente você pode fazer bom uso disso em um filme.
Jake: Sim, finalmente! Finalmente!
Jimmy: Tipo, você fica fazendo truques quando está no cinema e tals.
Jake: Quando eu era criança, meu pai falava tipo, “O que vamos fazer com essa criança?”
Jimmy: Mãos de laser! Meu Deus! E agora, aqui está você, em um filme de grande produção.
Jake: Sim. Valeu a pena, meu.
Jimmy: Como é o Tom Holland?
Jake: Ele é ótimo, cara.
Jimmy: Cara, ele é ótimo?
Jake: Ele é incrível.
Jimmy: É, ele é legal.
Jake: Ele é o cara mais legal. Do mundo.
Jimmy: Ele é.
Jake: Eu adoro ele como Homem-Aranha.
Jimmy: Sim. Mas eu acho que é mais divertido o que você está fazendo no Instagram. Você está meio que trollando ele.
Jake: Meu Deus! Toda essa coisa de Instagram… Você realmente gosta disso.
Jimmy: Cara, eu totalmente –
Jake: Você está obcecado com o meu Instagram.
Jimmy: Ah, sim, o seu Instagram. Sim, sigam o Jake no Instagram. @jakegyllenhaal.
Jake: Esse é meu nome.
Jimmy: Isso. Estou surpreso que você conseguiu esse nome. Porque você não estava no Instagram por tanto tempo. Alguma outra pessoa provavelmente devia ter pego.
Jake: Acho que alguém pegou bem no começo.
Jimmy: Você teve que comprar de um estranho? Que dizia que era o Jake Gyllenhaal?
Jake: Não. Alguém conseguiu pra mim.
Jimmy: Só me conta.
Jake: Eu tenho amigos.
Jimmy: Foi o Baslajic?
Jake: Baslajic.
Jimmy: Não sei sobre esse cara. Ele consegue fazer de tudo. Se você quer que seja feito, ligue pro Baslajic.
Jake: Bosslogic está pirando agora.
Jimmy: Ele vai cuidar disso, cara. Ele vai cuidar disso tudo.
Jake: Eu consegui. Alguém conseguiu. Eu não sei como a gente conseguiu, mas agente conseguiu.
Jimmy: Bom, você tem agora, é @jakegyllenhaal. E você postou essa coisa que eu achei engraçada, do Tom Holland. Acho que ele estava só dando uma entrevista. Você tirou toda a voz – todo o áudio da entrevista dele, adicionou essa música estranha. Só assista.
Jake: Ele – ele é só… maravilhoso.
Jimmy: Ele é o homem dos sonhos.
Jake: Ele é.

Jimmy: Nós temos muito sobre o que falar
Jake: Sim!
Jimmy: Primeiramente quero te parabenizar por estar de volta ao teatro. Você sempre apoia o teatro, cara. Eu gosto disso, que você faz isso. Você está no Teatro Público de Nova York, o que é maravilhoso. Já estive lá algumas vezes.
Jake: É uma grande honra. É uma grande honra estar lá.
Jimmy: Sim. É mesmo. Eu assisti “Hamilton” lá uma vez.
Jake: Sim! Estamos no mesmo teatro que “Hamilton”.
Jimmy: Mas o que é isso – são dois projetos em um, certo?
Jake: Isso. São dois monólogos. Um deles se chama “Sea Wall”,e o outro se chama “A Life”. E eu estou em “A Life”.
Jimmy: Você está em “A Life”. É a primeira parte ou a segunda parte da peça?
Jake: É a segunda parte.
Jimmy: Então, para seus fãs, eles podem só pular a primeira metade e ir te ver. Não estou dizendo que você está falando para as pessoas fazerem isso, mas –
Jake: Eu acho que você viraria um novo fã do Tom Sturridge, que faz o primeiro monólogo, porque ele fantástico.
Jimmy: Sério?
Jake: Sim. Então, sim.
Jimmy: Como você se envolveu nisso?
Jake: Então, de qualquer forma, eu fiz dois outros shows com esse escritor, Nick Payne, e são shows lindos. E daí ele me deu esse monólogo, porque ele escreveu para ele próprio, na verdade. E era sobre –
Jimmy: Bom, eu sei sobre o que é.
Jake: Sim, é sobre o falecimento do pai dele, inicialmente. E então – E eu pedi por quatro anos para ele se eu poderia fazer essa peça, e ele dizia “Não”, porque era muito pessoal para ele. E daí ele teve uma filha, um ano e meio atrás, e eu pedi de volta. E eu acho que ele já passou por muita coisa. Mas daí a gente pensou que talvez poderíamos fazer sobre ambos o falecimento do pai dele e do nascimento da filha dele. E a peça é realmente sobre isso.
Jimmy: Ai meu Deus!
Jake: Então é bem comovente, é comovente, mas é linda. É uma peça linda.
Jimmy: E como é a reação da plateia?
Jake: É bem especial. Quero dizer, quando você vem, é tipo – Meio que todo mundo – A plateia, em um monólogo, é tipo – Você sabe, certo? É como se eles fossem seus parceiros.
Jimmy: Você precisa da plateia. Acredite em mim – Eu amo vocês. Vocês são os melhores do mundo inteiro. Tão melhor que a da noite passada. Tão melhor que a da noite passada. Essa é a melhor plateia que eu já tive.
Jake: Eles são bem bons.
Jimmy: Sim, sim, sim.
Jake: Essa é minha família agregada.
Jimmy: É. Eu amo sua família.
Jake: Eles são ótimos. É, sim, não. Então, na verdade, sim, e tipo, coisas acontecem todas as noites, mas, geralmente, quando você está fazendo uma peça, você sabe, tipo, um telefone toca, ou alguma coisa acontece, você sabe, coisas aleatórias acontecem em uma plateia todas as noites. Tantas, tantas coisas estranhas.
Jimmy: Sim.
Jake: Então, por exemplo, abrir um doce que dá pra ouvir tão alto, até, outra noite tinha alguém cantando no corredor. Eles estavam meio que aquecendo a voz, e todo mundo estava escutando.
Jimmy: Da onde? Tipo, era um cantor?
Jake: Bom, no Teatro Público tem também “Joe’s Pub”, e tem vários outros teatros nesse teatro. Então, tinha uma mulher que estava preparando sua voz.
Jimmy: Enquanto você fazia esse monólogo sério.
Jake: Tipo “la, la, la, la”. Sim, era um monólogo super sério. Mas você meio que só vai, porque é um monólogo, então está tudo muito presente. Sabe? E em um outro dia, uma mulher estava tossindo bem alto, tipo, muito, muito alto – e eu me senti tão mal por ela – no meio da peça. E, então, eu só perguntei se ela estava bem no meio do monólogo.
Jimmy: Sério?
Jake: Sim, sim. Ela estava tipo… E eu falei “Você está bem?” E daí ela “Eu estou bem! Pode continuar!” E eu estava tipo – Eu corri para fora do palco e peguei água e dei pra ela.
Jimmy: Sério mesmo?
Jake: Sim. Eu dei água pra ela.
Jimmy: Esse é um bom homem.
Jake: Sim, porque não?
Jimmy: Essa é uma boa jogada. E esse é o preço da entrada.

Jimmy: Eu quero falar sobre esse novo filme “Velvet Buzzsaw”. Eu vi você na Netflix outra noite porque eu estava assistindo algo e aí apareceu “Se você gosta disso, vai gostar de Velvet Buzzsaw”. Eu to falando sério.
Jake: Eu quero saber o que você assiste na Netflix.
Jimmy: O que eu estava assistindo na Netflix?
Jake: Se você gosta disso, vai gostar de Velvet Buzzsaw.
Jimmy: É, interessante o porquê, é sobre o mundo da arte e sobre assassinato e coisas do tipo. Ah, sabe o que pode ter sido?
Jake: É um filme de terror.
Jimmy: Talvez tenha sido Bandersnatch.
Jake: O que? O que é isso?
Jimmy: Cara, você não viu Bandersnatch?
Jake: Todo mundo está chateado comigo.
Jimmy: Ah cara, você vai enlouquecer. Você vai amar isso.
Jake: Bosslogica?
Jimmy: O Bosslogica ia amar isso. Tá brincando? Você vai enlouquecer.
Jake: Sério?
Jimmy: Com certeza, é meio que a mesma coisa.
Jake: Você, tipo, me mantém numa caverna?
Jimmy: Black Mirror é bom.
Jake: Sim. Você tava esperando que eu dissesse “Eu não sei o que é isso”, certo?
Jimmy: Não.
Jake: Ok, que bom.
Jimmy: Eu sei que você sabe o que é isso. Porque eu pensaria que isso me lembra algo parecido.
Jake: Ok.
Jimmy: Essa história. Bem, eu vi seu rosto e eu gosto muito de você. Eu tava com a minha esposa também. E eu vi seu rosto, tipo, aparecer na tela. Você faz esse negócio em que você está bem na frente da câmera. E eu pensei “Eu nunca vi esse filme do Jake Gyllenhaal”. E eu gostei. Eu assisti.
Jake: Bom, muito obrigado.
Jimmy: Bem, basicamente a ideia se passa no mundo da arte e basicamente, eu não quero falar seu nome ainda porque é um nome tão bom.
Jake: Morf Vandewalt.
Jimmy: Qual é. O que está acontecendo com esses nomes que você está dizendo?
Jake: É um nome real.
Jimmy: Bosslogic e Mors— Moss— Não, Mort Van—
Jake: É Bosslogica e Morf Vandewalt.
Jimmy: Morf Van—Mor—Seu primeiro nome é Morf.
Jake: Morf Vandewalt.
Jimmy: Cara, você surtou quando você foi o Morf?
Jake: Todo mundo na banda está tipo… Você está rindo. Foi mal. Sim.
Jimmy: Morf Vandewalt.
Jake: Morf Vandewalt, sim.
Jimmy: Quando você descobriu que você ia interpretar— primeiro de tudo, você trabalhou com esse diretor antes, em Nightcrawler.
Jake: Sim, Dan Gilroy.
Jimmy: Cara, você estava— quer dizer, obviamente, você estava ótimo nesse filme, todos nós sabemos. Você estava absurdamente bom nele.
Jake: Obrigado.
Jimmy: Eu não sei por que você escolhe esses papéis loucos. Faz um papel em que você, tipo, fica relaxando por uma hora e meia. Faz um papel em que você fica descansando em uma cadeira ou algo assim.
Jake: Tipo o que?
Jimmy: Porque eu me sinto mal porque você faz todos esses dramas psicológicos loucos. Eu me sinto mal. Eu me preocupo com o seu cérebro.
Jake: Me diz o que você quer que eu faça e eu vou tentar fazer.
Jimmy: Faz tipo, um desenho animado ou algo do tipo.
Jake: Ok.
Jimmy: Você vai fazer?
Jake: Aham.
Jimmy: É divertido.
Jake: Essa foi minha voz de desenho animado.
Jimmy: Ah é?
Jake: Ok, sim.
Jimmy: Você não consegue fazer o Mickey Mouse.
Jake: Parece bom.
Jimmy: Sim, ta bom. Eu vou assistir de qualquer maneira. Ok, espera. Então, basicamente você está no mundo da arte e se você comprar as obras desse artista— se você é nojento e gasta dinheiro com isso e usa de maneira errada, a obra ganha vida e te mata.
Jake: Sim, basicamente isso.
Jimmy: É fantástico. Velvet Buzzsaw.
Jake: Sim, eu interpreto um crítico de arte. E ele é bem importante no mundo da arte. Quando ele faz uma crítica, meio que pode fazer ou destruir a carreira de um artista, sabe. Então, sim, todo mundo— a arte se vinga das pessoas que tentam e utilizam as obras de maneira errada. E é meio sobre como nós valorizamos a arte. Tipo, nós valorizamos por causa de quanto custa em termos de dinheiro ou por que nós gostamos?
Jimmy: Eu sou muito mais do mundo do “gostar”.
Jake: Sim.
Jimmy: É por isso que eu não tenho uma coleção cara.
Jake: Sim, sim.
Jimmy: Pôsteres caros tipo da revista Mad.
Jake: Ai meu Deus. Eu tenho a revista Mad também.
Jimmy: Você tem?
Jake: Sim, eu amo a revista Mad.
Jimmy: Eu também amo.
Jake: Sim.
Jimmy: Você já esteve na capa?
Jake: Não.
Jimmy: Alô, seu sonho está prestes a virar realidade, cara. Pode sair. Não, eu estou só brincando.
Jake: Ai meu Deus! Ai meu Deus! O que? Ai meu Deus!
Jimmy: Me desculpa, desculpa, desculpa.
Jake: Ah cara.
Jimmy: Mas da próxima vez.
Jake: Eu achei que estava na “Ellen” por um segundo.
Jimmy: Eu quero mostrar um clipe pra todo mundo. Aqui—
Jake: Alfred E. Newman aparece. Ai meu Deus!
Jimmy: Eu vou te surpreender. Eu vou pegar a Ellen para me ajudar também. Ellen, vamos surpreendê-lo. Colocá-lo na revista Mad. Eu quero mostrar um clipe para todo mundo. Aqui está Jake Gyllenhaal em Velvet Buzzsaw. Deem uma olhada nisso.

[trecho de Velvet Buzzsaw]

Jimmy: Não percam Jake Gyllenhaal em Velvet Buzzsaw. Já está sendo transmitido. Vão na Netflix e assistam. Velvet Buzzsaw.


Tradução & Adaptação: Equipe Jake Gyllenhaal Brasil

Enquanto a platéia começa a se sentar no Teatro Newman do Teatro Público de Nova York, o ator Tom Sturridge silenciosamente sobe ao palco, posicionando objetos pelo espaço preenchido somente por um piano e uma pequena cômoda. Ele está envolvido em pensamentos enquanto se serve do que aparenta ser cerveja e drinques, antes de manualmente ligar as luzes do teatro e começar a falar.

É um começo perfeito para uma dupla de monólogos que formam a produção Off Broadway Sea Wall/A Life, uma noite de teatro muito íntima do diretor Carrie Cracknell, que anteriormente trouxe A Doll’s House para os palcos da West End de Londres e do BAM em Brooklyn. Cracknell mantém tudo tão pequeno a ponto que passar perto de um dos atores não está tão distante assim da realidade. Sturridge (de Sweetbitter) e Jake Gyllenhaal, que mais recentemente trabalharam juntos em Velvet Buzzsaw da Netflix, estão associados com dramaturgos com quem já colaboraram várias vezes antes.

A primeira metade, Sea Wall, é a terceira colaboração de Sturridge com Simon Stephens (O Estranho Caso do Cachorro Morto). Conforme inicia sua história de partir o coração interpretando Alex, fica claro que o ator e o escritor são verdadeiramente um par perfeito. Com suas calças Adidas, Sturridge começa seu conto solo descrevendo um homem – o diálogo repleto de piadas e personificações – que se transforma em algo muito mais obscuro e profundo sobre sua própria história conforme continuamente tenta desviar do sofrimento que ele claramente está sentindo. É um equilíbrio delicado e Sturridge habilmente interpreta o luto de um homem que tenta com todas a forças evitar que o resto de si mesmo se desfaça, ou deixar que a platéia descubra o quão profunda é a sua dor, então ele continua fazendo perguntas sobre o que ele não sabe: Deus, Pi, o Quebra-Mar. A dor silenciosa de Sturridge é o oposto perfeito da energia frenética de Gyllenhaal em A Life.

A peça – escrita por Nick Payne (Constellations), com quem Gyllenhaal colaborou muitas vezes anteriormente – pega muitos dos mesmos temas abordados em Sea Wall (o questionamento da vida, o ser pai, o ser homem) e oferece uma pequena mudança neles. Ao invés de sair da luz como Sturridge, Gyllenhaal faz sua entrada na escuridão total. E enquanto Sturridge passeia pelo palco, Gyllenhaal fica na maior parte do tempo parado, utilizando somente um iPhone para fixar seu monólogo. Sua história começa com uma gravidez, uma gravidez que ele não tem certeza como se sente sobre. Ele fica alternando entre duas histórias diferentes, incapaz de as desamarrar, precisamente porque ambas criaram esse novo material do qual ele é feito. E muito como Sea Wall, A Life é repleta das intimidades de família, desde listas mundanas até músicas favoritas. Gyllenhaal é magnético e engraçado, e interpreta com nervosismo, dando uma passada em um monólogo bem reconhecível de um filme dos anos 90 que é ainda mais desolador.

Com duas ótimas performances impressionantes, no que Sea Wall/A Life se atrapalha minimamente é em amarrar concretamente as duas metades – as obras são tematicamente similares e existem pequenos fragmentos do diálogo que, se você prestar bastante atenção, conectam as duas. Mas se você não está (porque você realmente já vai estar sentindo todas as emoções neste momento), o final pode parecer meio abrupto. Em suma, no entanto, isso é uma reclamação mínima para uma tarde que irá te destruir emocionalmente, te convencer da destreza de atuação de Sturridge, e te fazer considerar mais afundo que Gyllenhaal é um dos atores mais talentosos de sua geração.

Nota: B+


Fonte: Entertainment Weekly
Tradução & Adaptação: Equipe Jake Gyllenhaal Brasil

Na sessão dupla de Sea Wall/A Life no Public Theater, Tom Sturridge e Jake Gyllenhaal entregam uma performance devastadora que pode estar ao lado de qualquer coisa no palco de Nova York até agora nesta temporada. A dupla – que também está coestrelando em Velvet Buzzsaw da Netflix – talvez deva sua fama aos filmes, mas aqui eles reivindicam seu lugar no palco mais uma vez.

Nada disso será uma surpresa para quem viu Gyllenhaal em sua colaboração anterior com o dramaturgo Nick Payne (Constellations, 2015), ou para aqueles que viram Sturridge no inquietante 1984 em 2017. Mas essas performances no Public são vitais o suficiente para surpreender. Dirigido por Carrie Cracknell com uma atenção infalível aos detalhes – uma mexida de papéis ali, uma mudança de luz lá – a produção é dividida em duas partes: primeiro Sturridge em Sea Wall, seguido de Gyllenhaal em A Life, monólogos ligados apenas por tema e humor.

Em Sea Wall, Sturridge se reúne com o escritor de Punk Rock, Simon Stephens (The Curious Incident of the Dog in the Night-Time), assim como Gyllenhaal se reúne com o autor de Constellations.

Sturridge já está no palco da plataforma de tijolos enquanto o público se senta, sentado em um muro alto, bebendo uma cerveja e mexendo no que parecem ser fotos velhas. Logo ele vai nos dizer que as pessoas muitas vezes percebem um grande buraco em seu torso. Ele não parece estar falando metaforicamente, embora percebamos um vazio espiritual no momento em que ele começa a falar.

Seu personagem é Alex, um agradável britânico na faixa dos vinte anos que reconta o seu grande e eterno amor por sua esposa, por sua filha e por seu sogro que aparenta ser durão. Ele menciona um início difícil em sua vida adulta, mas que parece ter sido suavizado por um amor sem limites por sua família. Ele e sua esposa até decidiram que não queriam outra criança por temerem que fosse desviar o foco de sua garotinha perfeita.

Se nós não percebemos a tragédia até agora, esse último detalhe resolve tudo. Conforme Alex começa a contar uma história sobre uma viagem em família para uma praia no sul da França, o medo vai se formando. Apenas imaginamos como o desastre vai acontecer e como um pai conseguiu sobreviver a uma crueldade tão aleatória e destruidora.

A segunda peça é A Life, em que Abe, interpretado por Gyllenhaal, dá dois exemplos: ele conta sobre seu pai e sua filha. Mais especificamente, ele relembra a morte de seu pai e o nascimento de sua filha, alternando entre as duas histórias tão rápido e sem problemas que elas parecem estar acontecendo ao mesmo tempo. Mas não estão.

Igual ao comovente The Waverly Gallery de Kenneth Lonergan, A Life dá toda a importância necessária ao declínio de um pai que está envelhecendo, sua natureza comum sem conforto algum. “Eu amo o meu pai,” Abe fala, e então, como se fosse o primeiro a dizer essas palavras, “Meu pai está morto.”

O relato de Abe sobre o nascimento de sua filha não é menos vívido. Nosso encontro anterior com o pai de Sea Walls nos preparou para o que quer que seja, então há um certo terror em A Life, em um cenário no qual qualquer coisa pode dar errado, a qualquer minuto. Nascimento e morte, nos é mostrado, são igualmente preciosos. Eles são, simplesmente, a vida.


Fonte: Deadline
Tradução & Adaptação: Equipe Jake Gyllenhaal Brasil