Arquivo de Entrevista



“Paul quis dirigir filmes desde quando descobriu o que um diretor realmente faz.” Essa revelação sobre o capitão de primeira viagem Paul Dano (“Wildlife”) vem de uma boa fonte: sua parceira e colaboradora frequente Zoe Kazan. Com Dano se preparando para seu espetáculo na Broadway “True West”, a divulgação nesse dia foi de responsabilidade de Kazan e das estrelas do filme Carey Mulligan e Jake Gyllenhaal. “Uma das coisas que me enlouquecia sobre estar com Paul por 11 anos”, Kazan continua, “é que ele lia um roteiro como ator e dizia ‘eu realmente não enxergo o filme aqui’ e eu dizia ‘esse não é seu trabalho. Se é um bom papel aceite, pague o aluguel’. Mas sempre foi assim.”

Quando eu perguntei sobre qualquer apreensão que poderiam ter tido com um diretor iniciante, Gyllenhaal falou em tom de brincadeira, “A real apreensão foi com Zoe e não com Paul.” Mulligan pensa que “é uma habilidade inerente que se tem, e simplesmente está na natureza dele,” e Gyllenhaal concorda. Ele explicou, “Acho que você só sabe quando alguém é um cineasta. Você sabe a partir do momento que os conhece pessoalmente: as coisas que falam, o que escolhem falar, o jeito com que falam. Tem algo acontecendo ali. Então você poderia dizer que alguém é um cineasta de primeira viagem, e eu diria ‘Eu sabia por causa de alguma coisa no meu instinto.’ Não parece uma primeira vez quando eles sabem o que estão fazendo.”

Adaptado do romance de mesmo nome de Richard Ford, “Wildlife” protagoniza Mulligan como Jeanette, uma mulher complexa cuja autodeterminação e auto envolvimento entram em conflito com os valores e expectativas de uma família núcleo dos anos 60. Gyllenhaal interpreta seu marido, que perde seu emprego e quer sair de casa para combater um incêndio florestal nas redondezas. O romance foi irresistível ao Dano, de acordo com Kazan que escreveu o roteiro juntamente dele. “Ele ficou realmente obcecado com o livro,” diz ela. “Algo o fascinou. Acho que ele leu umas 17 vezes.”

E enquanto há um pouco do livro nas telas, o par teve liberdade na adaptação. O final, por exemplo, que eu não contarei aqui, cresceu de uma fala jogada no livro sobre emprego para o filho do casal, interpretado pelo australiano de na época 15 anos Ed Oxenbould. Mesmo assim, Kazan disse que a história cresceu majoritariamente pela fonte: “Muito dela estava no livro, na escrita. É tão profunda e linda. Foi muito difícil para nós de desapegar da linguagem utilizada. É sempre um desafio.”

Mas nesse almoço no centro da cidade para votantes da Academia e alguns jornalistas — meu colega do Gold Derby, Tariq Kahn entre eles — as estrelas elogiaram em peso o homem por detrás da câmera. “Minha maior preocupação é fazer de menos,” Mulligan confessou. “Paul completamente entendeu isso. E seu instinto era sempre de me incentivar. E eu não teria conseguido se não fosse por ele fazendo isso.”

“Todos os personagens eram muito específicos mas nossos para encontrar,” adiciona Gyllenhaal. “Zoe e Paul sabiam que filme queriam fazer e que história queriam contar.” Sobre qualquer semelhança entre Oxenbould e seus pais cinematográficos, Mulligan riu e disse, “Muita gente acha que ele é igualzinho ao Paul Dano.” Ah, mas ele quer dirigir?

Não se esqueça de dar uma olhada no ranking feito pelos nossos especialistas dos concorrentes ao Oscar desse ano. Depois dê uma olhada nas probabilidades mais atualizadas antes de fazer suas previsões ao Oscar. Não tenha medo de se juntar agora já que você pode mudar suas previsões até as indicações serem anunciadas no dia 22 de Janeiro.


Fonte: Gold Derby
Tradução & Adaptação: Equipe Jake Gyllenhaal Brasil

Jake Gyllenhaal e Carey Mulligan concederam uma nova entrevista para Entertainment Weekly sobre Wildlife.

Jake, seu personagem Jerry está no filme por um curto período de tempo quando ele deixa sua família para combater incêndios florestais. Por que ele sente que deve ir e combater esse desastre natural? O que você entendeu sobre isso e como você se conectou com ele?

Gyllenhaal: Eu acho que é meio que o auge da convenção naquela época, quando a família típica era a ideia do sucesso americano e todo mundo vivia por isso. E, no entanto, não haviam oportunidades para ambos homens e mulheres, e mesmo nesse caso um garoto, expressar de fato quem eles verdadeiramente eram e o que eles realmente queriam. Então a liberdade não estava realmente lá. E não é como se o amor não estivesse lá, mas acho que é como se quem eles realmente são como indivíduos nem sempre fosse permitido. E eu acho que [para o Jerry], ele está apenas indo contra a convenção para irromper em um espaço que parecia selvagem e perigoso, que é o que eu acho que a liberdade de verdade parece para alguém. Mesmo se for no sentido mais literal – suponho que se você colocar no sentido literal – é o mais perigoso; não é a coisa mais inteligente a se fazer, mas ele a faz. E eu não acho que seja sobre não amar e sobre não querer estar lá. Na verdade, acho que é exatamente o oposto. Eu acho que toda a convenção está pressionando tanto esses dois, que alguém tem que mudar algo. E eventualmente ele muda, e como resultado disso ela também muda, e então a verdade se espalha naquele espaço. Então foi mais assim que olhei para isso, e acho que há uma ideia convencional sobre o que é ser um marido ou um pai, que ao invés de ser uma liberdade real poderia ser uma armadilha. Essa é uma discussão muito mais complicada, muito mais longa, com a qual eu não quero desperdiçar o tempo de todos, mas também é o centro do porquê ele foi embora, eu acho.

O que você sentiu que você foi capaz de fazer com esse papel que você nunca teve a chance de fazer antes?

Gyllenhaal: Foi um momento muito íntimo e era apenas nós e nada mais na cidade onde estávamos gravando, exceto nós e o trabalho que estávamos fazendo. A última vez que tive uma experiência como essa foi em Brokeback Mountain, filmando no meio do nada, e nós realmente só tínhamos um ao outro. Eu era amigo do Heath Ledger antes de começarmos, mas nesse caso, era um grupo de amigos fazendo algo juntos, e não é que não houvesse pressão, mas havia uma sensação de facilidade e camaradagem. E, para mim, foi simplesmente adorável estar com meus amigos extremamente talentosos e ajudá- los a fazer coisas extraordinárias. É um pouco como me sinto, como se eu pudesse fazer parte de duas pessoas incrivelmente talentosas fazendo algo realmente maravilhoso.

Jake, eu sei que você está voltando das filmagens do Mysterio para Homem-Aranha:Far From Home. Como foi essa experiência, estar nesse mundo de super-heróis?

Gyllenhaal: Eu gostaria de poder te contar. Se eu tivesse permissão para falar sobre isso.

Como é, como ator, visto que recentemente você tem feito filmes menores, íntimos e intensos, agora fazer parte de um conjunto maior e de um projeto de um estúdio maior?

Gyllenhaal: Eu diria que, com John Watts que dirigiu o filme, o que torna a sequência dessa franquia tão boa é que há uma intimidade nela, e há uma sensação nas cenas, com o elenco em particular e também com a narrativa, que você sente que está realmente em um filme com seres humanos. Isso é o que se sente quando você está trabalhando. Então não foi tão diferente, mas novamente, eu não sei, você terá que ver.

Carey, quando vamos ver você em um desses grandes filmes de super-heróis?

Mulligan: Eu apenas preciso de um trabalho.

Gyllenhaal: Quem sabe? Talvez ela…. já esteja em um.

Mulligan: Talvez eu já esteja!

Gyllenhaal: Ela produziu algumas coisas incríveis.

Mulligan: Eu tenho filhos que são muito pequenos. Vou fazer isso por um tempo.


Fonte: Entertainment Weekly
Tradução & Adaptação: Equipe Jake Gyllenhaal Brasil

Paul Dano faz sua estréia como diretor e roteirista com o lançamento de “Wildlife” na sexta-feira, e ele sabia desde o começo que queria que Carey Mulligan e Jake Gyllenhaal estrelassem este projeto.

O filme, que é uma adaptação do romance de mesmo nome de Richard Ford, conta a história de um garoto chamado Joe (Ed Oxenbould), que assiste seus pais se afastarem quando seu pai, Jerry (Gyllenhaal), vai embora para o trabalho e sua mãe, Jeanette (Mulligan), começa a ter um caso. Depois que Dano e sua parceira de longa data, Zoe Kazan, co-escreveram o roteiro de “Wildlife”, eles o enviaram para seus amigos indicados ao Oscar, Mulligan e Gyllenhaal, e a história do filme instantaneamente os conquistou.

“Quando você tem um amigo que escreveu um lindo roteiro, e ele pede para você interpretar um papel nele, e você o respeita tremendamente, é muito fácil dizer sim”, Gyllenhaal disse ao International Business Times na exibição do filme no New York Film Festival. “Eu acho que é um lindo livro, e eu fiquei extremamente tocado pelo roteiro. Particularmente, o final do filme, eu acho que é – é simplesmente muito, muito comovente.”

Ele continua: “Como amigo [do Dano], perceber que ele tinha coisas que queria resolver e falar como produtor e como artista, e poder ajudá-lo a realizar isso, ser parte disso, foi uma honra.”

Dano não poderia estar mais feliz com a forma como o elenco do filme saiu e compartilhou com um pequeno grupo de repórteres na exibição que ele sentiu “muita sorte” de ter esses atores em sua estréia na direção.

“O Jake também é alguém que eu conheço há algum tempo, e ele e a Carey já se conheciam. Eu sabia que talvez eles gostariam de trabalhar juntos e pensei que seria uma dupla divertida. O Jake é um ator fenomenal e também é fenomenal como produtor. E eu acho que ambos estão muito, muito bem no filme.”


Fonte: International Business Times
Tradução & Adaptação: Equipe Jake Gyllenhaal Brasil

O novo filme de Jake Gyllenhaal, “The Sisters Brothers”, estreia em Boston neste final de semana. É um filme do diretor francês Jacques Audiard que acompanha os assassinos (Joaquin Phoenix e John C. Reilly) na caça de dois homens (Riz Ahmed e Gyllenhaal) que têm um segredo para encontrar ouro.

Quando Gyllenhaal promoveu “Sisters” no Festival de Toronto no mês passado, ele disse ao Globe que assinou contrato para o projeto porque é um grande fã de Audiard.

“Ele provavelmente é o meu cineasta favorito trabalhando, e eu nunca pensei que ele estaria fazendo um filme em inglês, e eu sou um fanático e fã radical dele. Brincamos na minha família que a família vem em primeiro lugar, a menos que Jacques Audiard ligue, e isso é fato.”

Gyllenhaal também ficou feliz em falar sobre um de seus outros filmes, “Stronger”, que ele promoveu no mesmo festival no ano passado. Gyllenhaal, que interpretou o sobrevivente do bombardeio na Maratona de Boston, Jeff Bauman, no filme de 2017, disse que ainda está em contato com Bauman e que tem sido fácil manter uma amizade. Um ano após o lançamento do filme, eles ainda estão mandando mensagens e brincando.

“Ele é meu amigo”, disse Gyllenhaal, de Bauman. “Há uma facilidade real e nenhuma força para o nosso relacionamento, por isso somos apenas amigos. Eu apenas adoro o cara.”


Fonte: Boston Globe
Tradução & Adaptação: Equipe Jake Gyllenhaal Brasil

O ator de 37 anos, que faz parte do elenco de “The Sisters Brothers”, nos mostra seus gostos em termos de luxo e direção.

Na quarta-feira, Jake Gyllenhaal vai estrelar no western “The Sisters Brothers”. Jake nos concedeu uma entrevista em Toronto, por ocasião da estréia no festival de cinema.

Jake, por que você concordou em fazer parte do primeiro filme americano de Jacques Audiard?

Sou obcecado com este diretor francês há muito tempo. Fui jurado no Festival de Cannes quando ele ganhou por “Dheepan”. Eu amo o livro “The Sisters Brothers”, mas eu teria aceitado qualquer coisa para trabalhar com Audiard. Se ele tivesse me pedido para regar [uma planta] e acender um fósforo, eu teria feito isso por ele.

Você falou francês?

Falo um pouco a sua língua, mas também sei imitar o sotaque francês enquanto falo inglês, o que foi útil para dialogar com Jacques. Além disso, ele escolheu filmar este faroeste na Romênia e na Espanha em vez dos EUA, o que nos permitiu ter uma equipe técnica muito européia.

Você irá interpretar o vilão Mysterio no próximo “Homem-Aranha”. Não é irônico, então, que seu nome estivesse na lista de candidatos ao papel antes que Tobey Maguire o ganhasse em 2000?

Eu sempre fui fascinado por esse tipo de história, mesmo que eu não tenha crescido lendo quadrinhos do Homem-Aranha. No meu subconsciente, a ideia de heróis e super-heróis é algo importante, especialmente no mundo que nos rodeia.

Por quê?

Eu não quero falar de política, mas basta assistir as notícias na TV para dizer que precisamos de atos heróicos em nossas vidas diárias. Eu amo o modo como a Marvel Studios está se aproximando dos Vingadores porque eles não têm medo de perturbar as regras estabelecidas. Que os super-heróis são de diferentes sexos e cores de pele, é uma forma de transmitir uma mensagem forte aos jovens. Eu não posso te dizer muito sobre o enredo do próximo “Homem Aranha”, mas Tom Holland é um jovem engraçado e que leva à sério vestir o uniforme do Homem-Aranha.

Você também é o embaixador de grandes marcas. Qual é a sua ideia de luxo?

Cartier é minha idéia de luxo (risos) e o perfume Eternity da Calvin Klein é o meu perfume de luxo (nota do editor: Jake dá uma piscadinha com a menção de suas duas campanhas publicitárias). Mas devo admitir que tenho uma obsessão com travesseiros. Não há nada mais importante do que excelentes travesseiros para se sentir vivendo no luxo.

De onde vem essa obsessão?

Pergunte à minha mãe, mas sempre precisei de muitos travesseiros ao meu redor. Por exemplo, eu tenho seis travesseiros na minha cama em casa. Não há nada melhor para relaxar depois de um dia de trabalho. Eu imagino os seus principais leitores descobrindo que Jake é fã de travesseiros (risos).


Fonte: L’essentiel
Tradução & Adaptação: Equipe Jake Gyllenhaal Brasil