Durante a press tour de Homem-Aranha: Longe de Casa, Jake Gyllenhaal concedeu entrevistas para vários portais, emissoras e rádios. Em nosso canal no youtube, vocês podem encontrar entrevistas legendadas do ator sozinho, e aqui no site faremos posts com entrevistas transcritas nas quais ele aparece acompanhado de algum colega do elenco.

Neste post, vocês podem conferir três entrevistas transcritas – dentre elas o Q&A com o elenco e equipe do filme:

PRIMEIRA PARTE (3:22 – 4:35)

D: Cara, é muito bom te ver!

J: Bom te ver também!

D: Uau! Você me surpreendeu!

J: É?

D: Nós conversamos ao longo dos anos. E na verdade eu até te conhecia antes, quando eu estava fazendo rádio. Então, te ver nesse papel eu fiquei apenas “Meu cara”. Arrebentou!

J: Obrigado, cara.

D: É um papel diferente pra você. O que te atraiu para isso?

J: Sabe, tem várias coisas que me atraíram pra isso. Eu acho que, principalmente… eu amo a perspectiva que é diferente dos quadrinhos. Ele é um vilão nos quadrinhos, porque ele é um pouco mais obscuro que muito dos outros personagens icônicos no universo da Marvel. Isso me permitiu fazer algumas coisas e permitiu que a Marvel fizesse algumas coisas que as pessoas não necessariamente esperariam, sem sentir enganadas. Então, eu amo esse herói e eu amo que ele une forças com o Homem-Aranha e eu amo todo o conceito disso e isso me animou. O traje é incrível, e eu estava um pouco receoso quanto ao capacete de aquário e o que eles fariam, mas quando nós finalmente decidimos como ficaria e particularmente como apareceria e desaparecia, e todas essas coisas, eu pensei “Isso é ótimo!”

SEGUNDA PARTE (7:26 – 8:32)

D: Quais são as coisas boas e ruins do traje? Eu sempre pergunto para os atores essa pergunta, e nós nunca tivemos a oportunidade de falar sobre esse tipo de papel para você.

J: Eu amei a minha roupa. Eu tenho que dizer, cara, se você já puder me dar tipo 50% a 75% do meu personagem e eu não tenho nem que me preocupar, eu estou dentro! É isso que o traje faz e eu amei. Eu amei vesti-lo. Estava tão quente no último verão quando estávamos gravando, mas eu também amo suar – é algo ótimo –, então eu estava permanentemente suando nessa roupa, que é algo que estranhamente eu gostei. Eu achei que foi tão legal. Talvez ao longo do tempo, se eu tivesse que vestir de novo e tal, eu teria uma opinião diferente em relação a isso, mas os figurinistas, as pessoas que me ajudaram a colocar a roupa diariamente foram ótimas, nós ficamos especialistas nisso, e assim, dessa forma, eu amei, eu realmente amei. Mas eu tipo, estou disposto a fazer essas coisas, eu sinto que sou uma criança novamente quando eu coloco o traje, e alguns dos papéis que eu interpretei são muito sérios e tem muitas coisas que eu mudei fisicamente e esse é apenas… foi divertido.

JAKE: Não sei se eu conseguiria decorar.

SAM: Não precisa, tem monitores no carro.

J: Eles têm?

S: Sim, eles têm. Tem na frente, tem do lado. Daí você consegue ler como se estivesse olhando no retrovisor. As letras estão bem ali.

ENTREVISTADORA: Você está estragando a ilusão.

J: Daí nem é você cantando.

E: 18 anos atrás você protagonizou um filme chamado “Jimmy Bolha”…

J: Sim!

E: Você alguma vez pensou que iam te colocar de novo dentro de uma bolha?

J: Sim.

E: Você pensou que sim?

J: Sim, pensei. Eu estava ansioso por esse momento, na verdade. E as pessoas fazem isso o tempo todo comigo, falando figurativamente. Mas não, eu não fazia ideia, e foi uma coincidência perfeita, e acho que bolhas me seguem por aí, e chega um ponto em que você se rende, e eu fiz isso. Eu estava preocupado com a coisa do aquário, eu não sabia totalmente o que eles iam fazer com aquilo, eu confio na Marvel, mas é uma coisa difícil de se fazer, sabe? Quando você olha para os quadrinhos, mas eles conseguiram, conseguiram mesmo.

E: Bom, eles mencionaram que parte do roteiro estava apagado para se manterem os segredos, isso aconteceu com vocês ou foi só com o Tom?

J: Eu pude ler o roteiro inteiro, mas às vezes, quando eu paro para pensar, eu vi algumas cenas que talvez não estivessem lá, mas ao mesmo tempo tem cenas que eles gravam em momentos diferentes que a gente nem… você pode ler o roteiro e daí eles pensaram em algo novo.

E: Peter perdeu seus pais, seu tio e agora seu mentor. Tem espaço para um novo mentor, você acha que o Mysterio está ocupando esse lugar de alguma maneira?

J: Sim, sim, eu acho que… o Tom gosta de dizer que ele é como seu irmão mais velho. E, sabe, eu estava indo na direção de tio, mas eu aceito irmão. Mas eu acho que é assim a relação, eles compartilham muito da mesma história, sabe, e ambos foram surpreendidos. Quero dizer, Mysterio meio que aparece e não sabe onde está, e do nada tem essa criança usando um traje, e eles tem que lutar juntos, o que é uma surpresa para ele – ele foi surpreendido com essa ideia. Mas sim, eu acho que eles acabam compartilhando muito dos mesmos interesses e, também, muito da mesma história e ele acaba… E também que o Mysterio já passou por muita coisa na vida, e acho que ele pode falar para ele (Peter) que “você deveria ir fazer as coisas com as quais você se importa, mas o mundo precisa de você, mas você precisa ser você mesmo”.

P: Jake, qual a sensação de fazer parte do Universo Cinematográfico da Marvel?

J: É uma honra. É tão legal fazer parte desse filme em particular, porque é como se fosse um acréscimo ao que o Tom disse antes. Eu vi o primeiro filme e o achei ótimo, tão engraçado e cheio de ação, mas esse filme é 10 vezes maior. É um filme enorme. É incrivelmente grande. É incrível. Então, fazer parte disso é muito animador, e me juntar com todo mundo, pessoas que eu admiro e que eu amei trabalhar, é ótimo.

SAM: E agora que o Tony Stark se foi nós precisamos de um novo orador. (risos)

P: O que te atraiu mais em interpretar o Mysterio?

J: Bom, eu acho que a perspectiva dos quadrinhos para o filme é diferente, sabe. E eu amo que ele se junta ao Homem-Aranha e que o Nick Fury meio que faz eles se conhecerem e por causa disso eles percebem que tem muito em comum. E eu amo a ideia de que eles se juntam e viram amigos, se tornam heróis juntos, que é tão diferente do que as pessoas esperariam. E eu realmente amo o traje. O traje era doce, sentimental e (brincadeira com o que foi dito antes por Jacob Batalon)

JACOB BATALON: Eu disse fofo, sentimental e doce.

P: Qual foi a cena mais difícil de gravar?

TOM: Eu achei, para nós, as cenas como os hologramas meio difíceis. As cenas em que estávamos olhando para hologramas e, obviamente, eles não reais. E haviam 4 ou 5 de nós olhando para a mesma coisa e eu ficava olhando para os olhos do Jake, tipo “pra onde ele está olhando? Ah, sim, estou vendo o que você está vendo.”

J: Foi minha primeira vez com hologramas também, então na primeira vez, na primeira tomada enquanto eu estava descrevendo, eu lembro que eu não fiz nada e o Jon estava tipo “Foi ótimo, mas tem esses hologramas girando por tudo” “onde eles estão girando?” “não tenho certeza de onde eles estão girando, só olhe” e eu estava meio “está bem”

JON: A gente os coloca pra onde vocês estiverem olhando, mas vocês estavam olhando cada um pra uma direção diferente.

J: “São todas criaturas elementais” e ele “talvez faça movimentos um pouco menores da próxima vez”.

Nosso site e canal serão atualizados com mais entrevistas, então fiquem ligados!

Tradução & Adaptação: Equipe Jake Gyllenhaal Brasil

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