A estréia de Velvet Buzzsaw da Netflix no Hollywood’s Egyptian Theatre na noite de segunda-feira em Los Angeles deve ter parecido um deja vu para o elenco do filme, já que eles haviam comparecido à premiere de Sundance em Park City, Utah na noite anterior.

“Eu estou cansada para c-, quero morrer agora,” Disse Rene Russo a Variety.

Russo insistiu que não é uma “prima donna” mas voar com privacidade é muito agradável. “Eu disse – pera aí: Você quer me fazer ir a Sundance? E voltar para LA a que horas da manhã? É, vou precisar de um jatinho particular” diz ela “Nunca fiz isso na vida”.

Nesse thriller exagerado que será liberado em 1º de Fevereiro, Russo interpreta uma durona negociante de arte em L.A. e Jake Gyllenhaal é um crítico de arte arrogante que está comendo na palma de sua mão bem cuidada.

“Eu estou obviamente usando o Jake o tempo todo” diz.

Enquanto isso, Gyllenhaal – quando não está ocupado destruindo carreiras de novos artistas – tenta equilibrar seus relacionamentos amantes de ambos os sexos, fazendo sua primeira atuação de um personagem LGBTQ desde seu papel indicado ao Oscar em Brokeback Mountain. Mas este é consideravelmente mais assustador e destinado a ser muito mais controverso.

“Eu acho que é preciso ser muito cuidadoso com o fato disso ser uma sátira”, Gyllenhaal alerta sobre pensar que seu personagem pode ser uma representação positiva de um homem LGBTQ. “Para mim, foi interessante criar a ideia de um personagem gay que “vira hétero” para uma mulher e as razões para qual ele faz isso. O próprio personagem diz uma coisa muito específica ‘Nós temos uma relação de gosto’. É um relacionamento que não é exatamente baseado nas intimidades que costumamos esperar; é baseado no fato de que ambos gostam do mesmo segmento de trabalho. E tem uma certa insipidez dentro de cada personagem”. (Ele também comenta que finalmente entrou no Instagram, mais ou menos: “Estou confuso – e nem sei o porquê”, diz ele com um sorriso.)

Gyllenhaal não declamou seu status de sex-symbol para o papel. “O Jake é malhado. Ele é tipo o cara mais gostoso de Hollywood,” disse Zawe Ashton, que tem várias cenas de sexo acaloradas com ele. “O que você quer que eu diga? Foi um ótimo dia no trabalho.”

Ela pensa que o personagem de Gyllenhaal é uma representação positiva de bissexualidade? “Eu acho pois eu sinto que não é baseado em um problema. Pessoas de diversas sexualidades devem estar cansadas de verem suas sexualidades glorificadas em filmes,” ela disse a Variety. “Às vezes, alguém é apenas um amante específico e identifica crises e intrigas, e o desconhecido pode acontecer sem estes rótulos. Por isso eu acho que é ótimo que isso esteja no centro do filme pois muito disso é sobre identidade e ser artístico versus ser movido por dinheiro. Existem muitas dualidades ao longo do filme, então porque não ter um personagem com uma dualidade nas suas relações amorosas?”

O personagem de Gyllenhaal passa longe de ser heróico, mas o diretor e roteirista do filme, Dan Gilroy acredita que é uma representação positiva mesmo assim. “Eu espero” disse ele a Variety. “Vou te dizer de onde veio isso tudo: Escrevi este personagem pois eu acredito que sexualidade seja muito mais fluído do que a sociedade é. Quando estávamos começando a definir este personagem, Quincy Jones surgiu e deu uma entrevista sobre Marlon Brando tendo um romance com Richard Pryor. Obrigado Deus! Que imagem maravilhosa. Então começamos a brincar com a ideia deste arquétipo masculino, e começamos a definir [o personagem de Gyllenhaal] como alguém que está em contato com todos os seus sentidos. E olha, uma atração baseada em uma pessoa pode se sobrepor muito – você pode se atrair por pessoas independente de seus gêneros. Se pudermos superar a consolidação dos papéis de gênero – e abraçar a ideia de que todos temos a sexualidade fluida – é isso que estou tentando dizer com este personagem.”.


Fonte: Variety
Tradução & Adaptação: Equipe Jake Gyllenhaal Brasil

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